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Nosso planalto é a planície: é preciso unidade e radicalizar as alternativas por um novo projeto de sociedade

  • 12 de março de 2021

O pronunciamento feito pelo ex-presidente Lula neste 10 de março marca a retomada de seu protagonismo político num dos momento mais críticos de nossa história, e no dia em que ultrapassamos a barreira dos 2 mil mortos pela Covid-19 em 24 horas, resultado da política  deliberada de um governo genocida e irresponsável que chegou ao poder com o apoio daqueles que sempre mandaram e lucraram no país - os donos do mercado, banqueiros, grandes empresários e proprietários que desprezam a vida da maioria da população mais pobre.

Lula fez um discurso certeiro como só ele sabe fazer, tocando de forma direta e clara nos diversos problemas que afligem o povo neste momento tão difícil, a começar pela necessidade do enfrentamento à pandemia, à fome, ao desemprego, à dor da perda de entes queridos. O ex-presidente se recoloca no cenário político no mesmo papel que vem desempenhando quase desde 1989, inclusive com uma aparente aposta na conciliação que o levou à prisão. Independente disso, finalmente temos alguém com força suficiente para fazer contraponto ao atual governo criminoso e assassino - que aliás, reagiu na sequência às falas de Lula, fazendo Bolsonaro, seu desgoverno, sua família se movimentarem, mudarem discurso e comportamento – inclusive usando mascara, algo que negaram até o momento para salvar vidas, alterando o mercado. 

Porém, é preocupante que após tanto tempo não conseguimos construir uma alternativa de nome e de projeto para ocupar este espaço e construir uma nova esperança. Sabemos que Lula nunca prometeu uma mudança radical na estrutura da sociedade brasileira, neste sentido nunca enganou ninguém, ao contrário, sempre dizia que o sonho dele era que os brasileiros tivessem três refeições por dia. 

Sem mudanças estruturais, não conseguimos construir nenhuma alternativa política efetiva, apesar de que no período de seu governo, quando efetivamente houve uma melhoria na condição de vida dos brasileiros, com as 3 refeições, a entrada do povo mais pobre na universidade, o emprego, a melhoria da vida das pessoas mais excluídas e invisibilizadas.  

Enquanto a direita radicalizou no discurso e na pauta, os movimentos populares, sindicais, sociais se recolheram. Por isso, para o Jubileu Sul Brasil, o momento exige radicalizar nossas agendas de luta e as alternativas também, pois é nosso o projeto de mundo que visa ao bem estar, à defesa dos bens comuns e não o mundo falacioso das forças reacionárias. 

Há uma crise humanitária, política, econômica, mas a crise sanitária da pandemia é a principal, se agrava a cada dia com pessoas morrendo, um ministro da Saúde negacionista e sem planejamento. Essas crises múltiplas escancaram a desigualdade produzida por esse sistema no qual, mesmo numa crise com muitas mortes, vemos privilegiados enriquecendo, o presidente da República, seus filhos e ministros rindo da situação, tentando desviar a atenção da sociedade e continuar iludindo seguidores com falsas noticias e promessas vazias e negacionistas. Essa crise pode ser piorada com a situação que já chamou a atenção a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre nossos vizinhos, seremos exportadores do vírus e comprometendo a saúde não só mais da população brasileira, mas de toda a América Latina e Caribe.

E a boiada passa, com o centrão e a direita nadando de braçada, e um desgoverno que coloca o povo no pior dos dois mundos em meio à pandemia: autonomia do Banco Central, PEC Emergencial (Proposta de Emenda à Constituição 186/2019) para contenção fiscal aprovada no Senado, a advogada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) eleita presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara federal, “reforma” administrativa, políticas públicas desmanteladas e direitos sociais que se acabam. Ao mesmo tempo, a cultura do ódio, mais porte de armas que vão parar nas mãos de milícias num risco à sociedade agora e no futuro. Não queremos mais armas, queremos mais vacina para todos, salvar vida é urgente!

Lula é o foco para 2022, mas estamos em 2021 e hoje a luta e o desafio que se colocam para as organizações da sociedade civil e movimentos populares são a unidade das forças em defesa da vida, por vacina para todos, todas e todes, pelo auxílio emergencial, por emprego e fora Bolsonaro. É urgente união para seguirmos nesse processo, caminhando e pensando na proposta de um novo projeto de sociedade, horizontal, popular e democrático. É urgente estar mais na planície do que no Planalto para ouvir e mover a população à luta. 

A vida acima da dívida e do lucro!
Somos os povos, os credorxs!
Vacina para todxs já!
600 de Auxilio emergencial já!
Fora Bolsonaro!

12 de março de 2021

Jubileu Sul Brasil

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Lula fez um discurso certeiro como só ele sabe fazer, tocando de forma direta e clara nos diversos problemas que afligem o povo neste momento tão difícil, a começar pela necessidade do enfrentamento à pandemia, à fome, ao desemprego, à dor da perda de entes queridos. O ex-presidente se recoloca no cenário político no mesmo papel que vem desempenhando quase desde 1989, inclusive com uma aparente aposta na conciliação que o levou à prisão. Independente disso, finalmente temos alguém com força suficiente para fazer contraponto ao atual governo criminoso e assassino - que aliás, reagiu na sequência às falas de Lula, fazendo Bolsonaro, seu desgoverno, sua família se movimentarem, mudarem discurso e comportamento – inclusive usando mascara, algo que negaram até o momento para salvar vidas, alterando o mercado. 

Porém, é preocupante que após tanto tempo não conseguimos construir uma alternativa de nome e de projeto para ocupar este espaço e construir uma nova esperança. Sabemos que Lula nunca prometeu uma mudança radical na estrutura da sociedade brasileira, neste sentido nunca enganou ninguém, ao contrário, sempre dizia que o sonho dele era que os brasileiros tivessem três refeições por dia. 

Sem mudanças estruturais, não conseguimos construir nenhuma alternativa política efetiva, apesar de que no período de seu governo, quando efetivamente houve uma melhoria na condição de vida dos brasileiros, com as 3 refeições, a entrada do povo mais pobre na universidade, o emprego, a melhoria da vida das pessoas mais excluídas e invisibilizadas.  

Enquanto a direita radicalizou no discurso e na pauta, os movimentos populares, sindicais, sociais se recolheram. Por isso, para o Jubileu Sul Brasil, o momento exige radicalizar nossas agendas de luta e as alternativas também, pois é nosso o projeto de mundo que visa ao bem estar, à defesa dos bens comuns e não o mundo falacioso das forças reacionárias. 

Há uma crise humanitária, política, econômica, mas a crise sanitária da pandemia é a principal, se agrava a cada dia com pessoas morrendo, um ministro da Saúde negacionista e sem planejamento. Essas crises múltiplas escancaram a desigualdade produzida por esse sistema no qual, mesmo numa crise com muitas mortes, vemos privilegiados enriquecendo, o presidente da República, seus filhos e ministros rindo da situação, tentando desviar a atenção da sociedade e continuar iludindo seguidores com falsas noticias e promessas vazias e negacionistas. Essa crise pode ser piorada com a situação que já chamou a atenção a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre nossos vizinhos, seremos exportadores do vírus e comprometendo a saúde não só mais da população brasileira, mas de toda a América Latina e Caribe.

E a boiada passa, com o centrão e a direita nadando de braçada, e um desgoverno que coloca o povo no pior dos dois mundos em meio à pandemia: autonomia do Banco Central, PEC Emergencial (Proposta de Emenda à Constituição 186/2019) para contenção fiscal aprovada no Senado, a advogada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) eleita presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara federal, “reforma” administrativa, políticas públicas desmanteladas e direitos sociais que se acabam. Ao mesmo tempo, a cultura do ódio, mais porte de armas que vão parar nas mãos de milícias num risco à sociedade agora e no futuro. Não queremos mais armas, queremos mais vacina para todos, salvar vida é urgente!

Lula é o foco para 2022, mas estamos em 2021 e hoje a luta e o desafio que se colocam para as organizações da sociedade civil e movimentos populares são a unidade das forças em defesa da vida, por vacina para todos, todas e todes, pelo auxílio emergencial, por emprego e fora Bolsonaro. É urgente união para seguirmos nesse processo, caminhando e pensando na proposta de um novo projeto de sociedade, horizontal, popular e democrático. É urgente estar mais na planície do que no Planalto para ouvir e mover a população à luta. 

A vida acima da dívida e do lucro!
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