Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mulheres violentadas: a quem interessa a defesa da PEC 181?

  • 20 de novembro de 2017

Por CEBI
A leitura da Bíblia a serviço da liberdade e na defesa dos direitos das mulheres nos impõe a não aceitar que a decisão sobre a vida das mulheres violentadas seja conduzida por homens com seus poderes muitas vezes pagos e por interesses moralistas e religiosos.

A pergunta que fazemos: quem está a defender a PEC 181 (que tende a proibir a interrupção da gravidez nos casos em que já é legal, sendo: estupro, anencefalia e risco de morte para a mãe) em algum momento escutou o choro de quem sofreu a violência em seus corpos?

A aprovação de tal PEC cai na armadilha moral de livrar quem pratica violência e culpabilizar as mulheres com seus corpos machucados, violentados, abusados (ab-usados).
Tal situação nos remete à condição de muitas mulheres na Bíblia, prisioneiras de uma sociedade e de sua religião androcêntrica, patriarcal, sacrificial, violenta e culpabilizadora, através da teologia de pecado. Sacerdotes, juízes, reis, pais, maridos e irmãos decidiam sobre a vida e o corpo das mulheres.
A mulher do levita, em Jz 19, é uma das memórias das mulheres numa sociedade que não escuta as vozes da margem. Ela foi violentada, estuprada, morta. As marcas da violência em seu corpo são a prova de quem, com as forças que teve, lutou e ousou se rebelar. Sua morte na porta da casa é memória dessa luta. E sinal de que não deram a ela o simples direito de decidir.
É imprescindível que as mulheres possam participar das decisões sobre seus corpos, seus passos e seu futuro. Em nome da fé em Jesus Cristo, o CEBI e o dinamismo da leitura da Bíblia a partir dos pobres e marginalizados/as da sociedade vêm a interpelar que a luta das mulheres por dignidade e a liberdade prevaleça sobre moralismos e aprisionamentos.
Direção Nacional do CEBI.

Últimas notícias

Berta Cáceres: 10 anos após sua volta aos ancestrais, honramos sua vida e luta

Dez anos após Berta Cáceres se transformar em semente, honramos a vida e a luta de nossa irmã, ao lado de sua família, do Conselho…
Ler mais...

Câmara aprova acordo Mercosul–União Europeia; Jubileu Sul denuncia riscos socioambientais e cobra debate público

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, neste 25 de fevereiro, o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Apenas…
Ler mais...

Jubileu Sul Brasil inicia ações de projeto nacional de fortalecimento comunitário frente ao sobre-endividamento público

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) deu início, neste mês de fevereiro, às atividades do projeto "Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público"…
Ler mais...

Mulheres violentadas: a quem interessa a defesa da PEC 181?

  • 20 de novembro de 2017

Por CEBI
A leitura da Bíblia a serviço da liberdade e na defesa dos direitos das mulheres nos impõe a não aceitar que a decisão sobre a vida das mulheres violentadas seja conduzida por homens com seus poderes muitas vezes pagos e por interesses moralistas e religiosos.

A pergunta que fazemos: quem está a defender a PEC 181 (que tende a proibir a interrupção da gravidez nos casos em que já é legal, sendo: estupro, anencefalia e risco de morte para a mãe) em algum momento escutou o choro de quem sofreu a violência em seus corpos?

A aprovação de tal PEC cai na armadilha moral de livrar quem pratica violência e culpabilizar as mulheres com seus corpos machucados, violentados, abusados (ab-usados).
Tal situação nos remete à condição de muitas mulheres na Bíblia, prisioneiras de uma sociedade e de sua religião androcêntrica, patriarcal, sacrificial, violenta e culpabilizadora, através da teologia de pecado. Sacerdotes, juízes, reis, pais, maridos e irmãos decidiam sobre a vida e o corpo das mulheres.
A mulher do levita, em Jz 19, é uma das memórias das mulheres numa sociedade que não escuta as vozes da margem. Ela foi violentada, estuprada, morta. As marcas da violência em seu corpo são a prova de quem, com as forças que teve, lutou e ousou se rebelar. Sua morte na porta da casa é memória dessa luta. E sinal de que não deram a ela o simples direito de decidir.
É imprescindível que as mulheres possam participar das decisões sobre seus corpos, seus passos e seu futuro. Em nome da fé em Jesus Cristo, o CEBI e o dinamismo da leitura da Bíblia a partir dos pobres e marginalizados/as da sociedade vêm a interpelar que a luta das mulheres por dignidade e a liberdade prevaleça sobre moralismos e aprisionamentos.
Direção Nacional do CEBI.

Últimas notícias

Berta Cáceres: 10 anos após sua volta aos ancestrais, honramos sua vida e luta

Dez anos após Berta Cáceres se transformar em semente, honramos a vida e a luta de nossa irmã, ao lado de sua família, do Conselho…
Ler mais...

Câmara aprova acordo Mercosul–União Europeia; Jubileu Sul denuncia riscos socioambientais e cobra debate público

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, neste 25 de fevereiro, o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Apenas…
Ler mais...

Jubileu Sul Brasil inicia ações de projeto nacional de fortalecimento comunitário frente ao sobre-endividamento público

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) deu início, neste mês de fevereiro, às atividades do projeto "Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público"…
Ler mais...