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Movimentos populares realizam II Marcha do Silêncio em Fortaleza

  • 31 de março de 2022

A iniciativa marca o dia de memória pelos 58 anos do golpe de 1964 e a criação do Movimento Vozes do Silêncio do Ceará.

Foto: Francisco Vladimir

O Movimento por Memória, Verdade e Justiça do Ceará, por meio da Associação dos Amigos da Casa frei Tito de Alencar, realizou na tarde de hoje (31), a II Marcha do Silêncio, uma caminhada pelas vítimas de violência no estado.

A Rede Jubileu Sul Brasil, representada pelo articulador da Rede Jubileu Sul/Américas para o Cone Sul, Francisco Vladimir e pela articuladora local, Nenzinha Ferreira, participou do momento junto às familiares de mortos e desaparecidos políticos do Ceará, comitês, comissões, coletivos, sindicatos, instituições, partidos políticos e parlamentares.

Em consonância com o movimento nacional Vozes do Silêncio e a Marcha do Silêncio do Uruguai, que acontece desde 1966 em memória dos presos políticos desaparecidos no período da ditadura militar daquele país, nasce o Movimento Vozes do Silêncio do Ceará.

O movimento se propõe a denunciar as graves violações de direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro no período da Ditadura Civil Militar (1964 – 1985), violações essas que se perpetuam até nossos dias, reivindicar o tombamento definitivo e a conclusão das obras da Casa frei Tito de Alencar e a manutenção e estruturação do Memorial da Resistência – Arquivo das Sombras (antiga sede da polícia federal no Ceará e centro clandestino de torturas), para o pronto atendimento ao público - lugares de memória relevantes para a reconstrução da verdade e da memória históricas.

Para além das reivindicações e denúncias, o movimento expressa, por meio do silêncio durante a caminhada, as dores pela ausência de entes queridos, pelas vítimas de torturas, prisões, sequestros, preconceitos, balas perdidas, vidas perdidas para Covid-19 e a orfandade exposta.

“Viemos para falar em silêncio de um passado recente de terrorismo de Estado, perpetuado até os nossos dias, por falta de políticas públicas que efetivem a justiça de transição e consolide a democracia na perspectiva da memória, verdade e justiça”, afirma o movimento.

Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça!

Ditadura nunca mais!

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Para além das reivindicações e denúncias, o movimento expressa, por meio do silêncio durante a caminhada, as dores pela ausência de entes queridos, pelas vítimas de torturas, prisões, sequestros, preconceitos, balas perdidas, vidas perdidas para Covid-19 e a orfandade exposta.

“Viemos para falar em silêncio de um passado recente de terrorismo de Estado, perpetuado até os nossos dias, por falta de políticas públicas que efetivem a justiça de transição e consolide a democracia na perspectiva da memória, verdade e justiça”, afirma o movimento.

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