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Morar e plantar: soberania e segurança alimentar

  • 23 de setembro de 2021

Relato do Módulo 2, curso “Teto: direito à Cidade e Segurança Alimentar”, que trouxe para o debate o tema: “Morar e Plantar: soberania e segurança alimentar”

Por Ilanyr Felipe | 6ªSSB Cursos

Na terça-feira, 21 de setembro, acorreu a segunda aula do curso “Teto: direito à Cidade e Segurança Alimentar”. Este módulo trouxe os saberes, sabores e inquietações do tema “Morar e Plantar: soberania e segurança alimentar”. Um tema difícil, angustiante, mas muito bem apresentado com métricas sobre a situação do mapa da fome no nosso país. Uma aula profética pela voz de duas mulheres: Aline Lima, especialista em gerenciamento de projetos sociais, psicóloga, feminista, educadora popular. Atualmente coordenadora geral do Instituto Pacs, e Sílvia Baptista, mulher negra, integrante do Coletivo de Mulheres da Zona Oeste, onde atua no combate à fome, pedagoga, mestra em ciências e doutoranda em planejamento urbano pela (IPPUR/UFRJ).

Registrar o clima dessa aula não é apenas para saber que 583 participantes desde, o campo acadêmico à práxis pastoral e popular, estão muito empolgados com as aulas, aprendendo, interagindo e se impactando, mas também para você se envolver e se unir aqueles que desejam um Brasil melhor, que entendem que, coletivamente fica mais fácil à incidência em políticas públicas.

Acreditamos que juntos podemos construir alternativas para a crise que estamos passando e que a soberania alimentar é uma urgência.

Sugerimos que você leia e releia estes dados trazidos por nossas assessoras e sinta o que se passa em seu coração, observe os seus sentimentos. Os dados são da Pesquisa Orçamentos Familiares, 2017 (IBGE, 2019).

  • 6,5 milhões de crianças viviam com insegurança alimentar.
  • “maior vulnerabilidade nas casas onde há crianças ou adolescentes”.
  • 51,9% dos lares com grave restrição alimentar, fome, são chefiadas por mulheres.
  • 58,1% dos domicílios com níveis altos de falta de comida regular eram chefiadas por pessoas pretas ou pardas.

Segundo o médico norte americano, Llaika Afrika, menos de 1/3 da população consome frutas e hortaliças na frequência ideal. O percentual de pessoas que consome pelo menos cinco porções diárias desse tipo de alimento recomendado pela OMS é de 27% entre a população branca e 20% entre a negra.

Mas para alegrar o nosso coração, no Rio de Janeiro há um coletivo de mulheres da Zona Oeste, com 15 organizações comunitárias. Em 8-10 favelas há assentamentos populares quilombolas com articulação comunitária, há distribuição de cestas básicas e máscaras pff2. Você pode conhecer esse projeto acessando a #morareplantar.

Agora o desafio é seu, você topa?

  • Que tal fazer uma pesquisa se na sua capital existe algum tipo de política pública que estimula a manutenção dos quintais produtivos na cidade?
  • Quais as resistências de soberania alimentar? Você sabe de onde vem o termo “soberania alimentar” e em que ano foi criado?
  • O que mais te inquietou com os dados apresentados acima? O que acrescentaria?

Acompanhe a aula:

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Registrar o clima dessa aula não é apenas para saber que 583 participantes desde, o campo acadêmico à práxis pastoral e popular, estão muito empolgados com as aulas, aprendendo, interagindo e se impactando, mas também para você se envolver e se unir aqueles que desejam um Brasil melhor, que entendem que, coletivamente fica mais fácil à incidência em políticas públicas.

Acreditamos que juntos podemos construir alternativas para a crise que estamos passando e que a soberania alimentar é uma urgência.

Sugerimos que você leia e releia estes dados trazidos por nossas assessoras e sinta o que se passa em seu coração, observe os seus sentimentos. Os dados são da Pesquisa Orçamentos Familiares, 2017 (IBGE, 2019).

  • 6,5 milhões de crianças viviam com insegurança alimentar.
  • “maior vulnerabilidade nas casas onde há crianças ou adolescentes”.
  • 51,9% dos lares com grave restrição alimentar, fome, são chefiadas por mulheres.
  • 58,1% dos domicílios com níveis altos de falta de comida regular eram chefiadas por pessoas pretas ou pardas.

Segundo o médico norte americano, Llaika Afrika, menos de 1/3 da população consome frutas e hortaliças na frequência ideal. O percentual de pessoas que consome pelo menos cinco porções diárias desse tipo de alimento recomendado pela OMS é de 27% entre a população branca e 20% entre a negra.

Mas para alegrar o nosso coração, no Rio de Janeiro há um coletivo de mulheres da Zona Oeste, com 15 organizações comunitárias. Em 8-10 favelas há assentamentos populares quilombolas com articulação comunitária, há distribuição de cestas básicas e máscaras pff2. Você pode conhecer esse projeto acessando a #morareplantar.

Agora o desafio é seu, você topa?

  • Que tal fazer uma pesquisa se na sua capital existe algum tipo de política pública que estimula a manutenção dos quintais produtivos na cidade?
  • Quais as resistências de soberania alimentar? Você sabe de onde vem o termo “soberania alimentar” e em que ano foi criado?
  • O que mais te inquietou com os dados apresentados acima? O que acrescentaria?

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