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Moradoras da ocupação Alcir Matos sofrem pressão de agentes públicos em Manaus

  • 28 de julho de 2021
Comunidade Alcir Matos que há cinco anos obteve aprovação de Habitação de Interesse Social. Foto: Alex Ximango

Por Cláudia Pereira|Rede Jubileu Sul

Moradoras da ocupação Alcir Matos denunciam violações de direitos após remoção realizada (20) de julho pela Prefeitura de Manaus (AM). As famílias que recusaram o auxílio aluguel e resistem na luta, sofrem pressão por parte de agentes públicos do estado. Na última sexta-feira (23), moradoras relataram a falta de complacência da Superintendência do Patrimônio da União (SPU-AM), que insistiu em abrigar 18 famílias em dois andares do prédio. Uma das moradoras revelou que duas famílias tiveram que ficar em um único quarto. A Defensoria Pública da União (DPU) durante a remoção, mapeou 13 famílias que decidiram permanecer na ocupação, número diferente ao que a Associação Movimento de Mulheres Unidas Por Moradia (MMUM), contabiliza, 18 famílias. A DPU informou em nota que não houve reintegração, nem despejo forçado e, que 22 famílias fizeram opção por sair da ocupação.

Os agentes públicos exigiram a reforma da parte elétrica dos dois andares que acomodaram as famílias, no prazo de 30 dias. A maioria das famílias que permanece no prédio são chefiadas por mulheres, que dependem de auxílio emergencial, bolsa família e da remuneração de seus trabalhos de diaristas para assegurar a sobrevivência com seus filhos. São exigências que fogem da realidade dos moradores que buscaram ajuda com os movimentos e apoiadores da comunidade Alcir Matos.

As famílias que ocupam o prédio da área central da cidade de Manaus, são remanescentes de remoções da ocupação Cidade das Luzes e moram na ocupação há mais de cinco anos.  Formaram um movimento de acolhida de luta e apoio do Movimento Popular de Moradia, obtiveram aprovação para local ser espaço de Habitação de Interesse Social.

Resistência feminina

Algumas Mulheres que estão resistindo na ocupação, denunciaram as ações dos agentes públicos para organizações que defendem as causas dos direitos humanos e gravaram áudios na condição de que seus nomes não fossem revelados. Elas falam do desrespeito, da violação de direitos, autoritarismo dos agentes públicos e expressam dores e angústias que viveram nesta última semana após as ações de despejos da prefeitura. São mulheres com trajetória de luta pelo direito à moradia e vida digna para elas e seus filhos.

Ouça as mulheres da ocupação Alcir Matos

“Aqui somos 18 famílias neste prédio e a SPU obriga que todos fiquem distribuídos em dois andares, não tem como acomodar essas famílias.  O superintendente da SPU não quer nos ouvir, não quer entender a nossa realidade”, relata uma das mulheres. “Eles estão deixando as pessoas apavoradas, estamos tumultuadas e não podemos ficar assim”, denuncia outra.

“Eu senti que os meus direitos foram violados, não tiveram sensibilidade, paciência para que retirassem as nossas coisas”, conta uma das mulheres que permanece na ocupação.

“Nós somos mulheres, somos mãe e pai dos nossos filhos. Eu sou uma chefe de família, tenho 3 filhos. A prefeitura já destruiu a minha casa lá na Cidade das Luzes... É dolorido uma mãe de família passar por tudo isso mais uma vez”, desabafa outra moradora da ocupação.

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As famílias que ocupam o prédio da área central da cidade de Manaus, são remanescentes de remoções da ocupação Cidade das Luzes e moram na ocupação há mais de cinco anos.  Formaram um movimento de acolhida de luta e apoio do Movimento Popular de Moradia, obtiveram aprovação para local ser espaço de Habitação de Interesse Social.

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“Aqui somos 18 famílias neste prédio e a SPU obriga que todos fiquem distribuídos em dois andares, não tem como acomodar essas famílias.  O superintendente da SPU não quer nos ouvir, não quer entender a nossa realidade”, relata uma das mulheres. “Eles estão deixando as pessoas apavoradas, estamos tumultuadas e não podemos ficar assim”, denuncia outra.

“Eu senti que os meus direitos foram violados, não tiveram sensibilidade, paciência para que retirassem as nossas coisas”, conta uma das mulheres que permanece na ocupação.

“Nós somos mulheres, somos mãe e pai dos nossos filhos. Eu sou uma chefe de família, tenho 3 filhos. A prefeitura já destruiu a minha casa lá na Cidade das Luzes... É dolorido uma mãe de família passar por tudo isso mais uma vez”, desabafa outra moradora da ocupação.

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