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Milhares protestam contra o FMI e o sistema da dívida na Argentina

  • 14 de dezembro de 2021

Por Autoconvocatoria por la Suspensión del Pago e Investigación de la Deuda, com  tradução e edição do Jubileu Sul Brasil

Nora Cortiñas. Foto: @ojonomade

“Golpes não se pagam, golpes são repudiados!”, exclamou Nora Cortiñas, fundadora do movimento das Mães da Praça de Maio, durante a mobilização neste 11 de dezembro. A afirmação foi ao final da imensa mobilização contra o Fundo Monetário Internacional (FMI), onde dezenas de milhares protestaram maciçamente em Buenos Aires e outras cidades da Argentina, convocada por mais de uma centena de organizações populares.

A partir do convite aberto pela FIT-Unidade, desde a Auto Convocatória para a Suspensão de Pagamentos e Investigação da Dívida, organizações participaram ativamente na construção dessa mobilização unitária, com o objetivo permanente: agregar cada vez mais setores populares ao repúdio da dívida fraudulenta e ilegítima e de qualquer acordo com o FMI, em defesa dos direitos e soberania da população.

Praça de Maio lotada contra o FMI

As agruras que a maioria das e dos argentinos enfrentam, enquanto a riqueza nacional vai para um punhado de milionários que, além disso, a saqueiam no exterior, esgota a paciência do povo, cuja esperança não pode continuar a ser zombada impunemente.

Quase dois anos se passaram desde que, com o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, e com Nora Cortiñas, a Auto Convocatória para a Suspensão de Pagamentos e Investigação da Dívida se mobilizou em frente ao Congresso Nacional argentino para manter invariavelmente a mesma posição contra a dominação e usura do sistema de dívida perpétua.

Desde então, a consciência continuou a crescer sobre o golpe que são essas "dívidas" que os criminosos financeiros têm sistematicamente cobrado da classe trabalhadora por décadas. Essas pessoas não estão dispostas a continuar a tolerar palavras e políticas mentirosas.

Foi assim que neste 11 de dezembro a Praça de Maio lotou novamente contra o FMI, que para milhões de manifestantes é um símbolo de pobreza e dependência. O veredicto é muito claro: não se trata de "crescer para pagar". Golpes não são pagos, são repudiados.

Centenas de organizações populares se reuniram neste grande ato popular contra o FMI e que aconteceu não só na Praça de Maio, mas nas ruas e praças de várias cidades argentinas, incluindo Rosário, Córdoba, Bahía Blanca, Mar del Plata, Resistencia, Santiago e Pico, entre outras.

Beverly Keene, da Auto Convocatoria. Foto: @ojonomade

Do palco montado na Praça, em nome da Auto Convocatória, Beverly Keene, do Diálogo 2000 e fundadora do Jubileu Sul Argentina, participou da leitura de um documento conjunto, assinado por dezenas de organizações populares.

Da Auto Convocatória para a Suspensão de Pagamentos e Investigação da Dívida, entendemos que devemos repudiar o acordo que está sendo negociado de forma não pública com o FMI, um acordo que trará mais pobreza, miséria, destruição dos bens comuns, dependência do povo e do país. Nesse sentido, entendemos que é preciso construir uma frente ampla comum de todos os setores populares dispostos a lutar e derrotar esse novo acordo com o Fundo, que também não tem preço.

Confira a galeria de imagens clicando aqui e também a íntegra do documento divulgado pela Auto Convocatória.

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A partir do convite aberto pela FIT-Unidade, desde a Auto Convocatória para a Suspensão de Pagamentos e Investigação da Dívida, organizações participaram ativamente na construção dessa mobilização unitária, com o objetivo permanente: agregar cada vez mais setores populares ao repúdio da dívida fraudulenta e ilegítima e de qualquer acordo com o FMI, em defesa dos direitos e soberania da população.

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Beverly Keene, da Auto Convocatoria. Foto: @ojonomade

Do palco montado na Praça, em nome da Auto Convocatória, Beverly Keene, do Diálogo 2000 e fundadora do Jubileu Sul Argentina, participou da leitura de um documento conjunto, assinado por dezenas de organizações populares.

Da Auto Convocatória para a Suspensão de Pagamentos e Investigação da Dívida, entendemos que devemos repudiar o acordo que está sendo negociado de forma não pública com o FMI, um acordo que trará mais pobreza, miséria, destruição dos bens comuns, dependência do povo e do país. Nesse sentido, entendemos que é preciso construir uma frente ampla comum de todos os setores populares dispostos a lutar e derrotar esse novo acordo com o Fundo, que também não tem preço.

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