Liminar autoriza suporte da Polícia Federal e Militar e ignora decisão judicial anterior que determinou prazo para a Funai concluir ampliação da Terra Indígena do Ocoí e demarcação da Terra Indígena Guarani/Santa Helena
Por Paula Zarth Padilha, do Terra Sem Males
Cerca de 15 famílias Guarani, com crianças e idosos, correm o risco de ficar desalojadas após decisão liminar do Juiz Federal Sergio Luis Ruivo Marques, da 1ª Vara Federal de Foz do Iguaçu, que acatou pedido de reintegração de posse da Itaipu Binacional no dia 13 de agosto.
Ocorre que a área, na cidade de Santa Helena, Paraná, é reconhecidamente território indígena Ava Guarani e aguarda a regularização fundiária juntamente com outras terras Guarani na região, conforme decisão judicial de novembro de 2017 em ação civil pública nº 5006284-37.2017.4.04.7002, proferida pelo Juiz Rony Ferreira, da 2ª Vara Federal de Foz do Iguaçu.
Conforme relata o cacique Fernando Lopes, a decisão deixou a população da aldeia assustada, especialmente crianças e idosos, por não terem para onde ir e não quererem ir embora. “A gente não quer sofrer mais por causa de decisão da justiça, nossa família está assustada, sofrendo com a violência dessa decisão. A criança vai se assustar, vai sofrer a consequência da justiça. Criança que estuda já sabe o que é reintegração, algumas choram porque não querem ir embora. Os idosos ouviram que o que eu conto não é notícia boa. A gente aguarda a defesa do Ministério Público, do nosso direito aqui nesse lugar”, diz.
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Liminar autoriza suporte da Polícia Federal e Militar e ignora decisão judicial anterior que determinou prazo para a Funai concluir ampliação da Terra Indígena do Ocoí e demarcação da Terra Indígena Guarani/Santa Helena
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Cerca de 15 famílias Guarani, com crianças e idosos, correm o risco de ficar desalojadas após decisão liminar do Juiz Federal Sergio Luis Ruivo Marques, da 1ª Vara Federal de Foz do Iguaçu, que acatou pedido de reintegração de posse da Itaipu Binacional no dia 13 de agosto.
Ocorre que a área, na cidade de Santa Helena, Paraná, é reconhecidamente território indígena Ava Guarani e aguarda a regularização fundiária juntamente com outras terras Guarani na região, conforme decisão judicial de novembro de 2017 em ação civil pública nº 5006284-37.2017.4.04.7002, proferida pelo Juiz Rony Ferreira, da 2ª Vara Federal de Foz do Iguaçu.
Conforme relata o cacique Fernando Lopes, a decisão deixou a população da aldeia assustada, especialmente crianças e idosos, por não terem para onde ir e não quererem ir embora. “A gente não quer sofrer mais por causa de decisão da justiça, nossa família está assustada, sofrendo com a violência dessa decisão. A criança vai se assustar, vai sofrer a consequência da justiça. Criança que estuda já sabe o que é reintegração, algumas choram porque não querem ir embora. Os idosos ouviram que o que eu conto não é notícia boa. A gente aguarda a defesa do Ministério Público, do nosso direito aqui nesse lugar”, diz.
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