Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Juiz suspende exploração de minérios em Azuay, no Equador

  • 7 de junho de 2018

Redação da Rede Jubileu Sul Brasil*
Com a aprovação das comunidades que se opõem ao projeto extrativista de mineração Río Blanco, na província de Azuay, o juiz de Cuenca, Paúl Serrano, suspendeu as operações de mineração no projeto localizado entre as paróquias rurais de Molleturo e Chaucha. A resolução foi emitida pelo Tribunal Provincial de Justiça de Azuay.
Na decisão, o juiz aceitou como argumento principal o de que a mineradora chinesa Ecuagoldmining South America S.A violou o direito à livre, prévia e informada consulta, prevista no artigo 57 da Constituição equatoriana. Além da suspensão imediata do projeto de mineração foi determinada a saída imediata de militares e policiais da comunidade de Molleturo, o reconhecimento da violação dos direitos fundamentais em consulta com as comunidades de Molleturo, e o monitoramento da decisão pelo Promotor de Justiça.
As Comunidades em Resistência à Mineração de Metais ratificaram no dia 2, a decisão da justiça e permanecem na luta contra o modelo extrativista de mineração, na defesa da água e da vida. Participam dessas Comunidades em Resistência comunidades e organizações sociais que rejeitam a mineração em todo o país.
Para Yaku Pérez, advogado e presidente da ECUARUNARI, uma organização indígena, esta decisão fará uma "enorme diferença na resistência", por ser a primeira vez que a lei é aplicada em detrimento das comunidades e não do Estado ou da empresa transnacional.
O projeto de mineração do Río Blanco compreende 5.708 hectares e está localizado entre as paróquias de Molleturo e Chaucha, no cantão de Cuenca, província de Azuay. A concessão pertence à empresa chinesa Ecuagoldmining South America S.A. Uma produção diária de 800 toneladas de ouro é calculada principalmente, razão pela qual o projeto é classificado como mineração média.
*Com informações de Rádio Internacional Tremor e El Universo

Últimas notícias

Jardim Pantanal dá início à construção de cartografia social em parceria com Jubileu Sul e MLB

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), em parceria com o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) , realizou uma roda de conversa…
Ler mais...

Mulheres da Pequena África marcam casas contra despejo e denunciam PLC 93 em ação de rua no Rio

O grito de alerta ecoou no centro do Rio de Janeiro na última sexta-feira, 22 de maio. Mulheres da Pequena África foram às ruas para…
Ler mais...

Moradia na Vila Dique: conquista para 71 famílias, mas luta continua para que ninguém fique para trás

O último sábado (16) foi de emoções contraditórias na Vila Dique, comunidade da zona norte de Porto Alegre (RS) duramente afetada pelas enchentes de maio…
Ler mais...

Juiz suspende exploração de minérios em Azuay, no Equador

  • 7 de junho de 2018

Redação da Rede Jubileu Sul Brasil*
Com a aprovação das comunidades que se opõem ao projeto extrativista de mineração Río Blanco, na província de Azuay, o juiz de Cuenca, Paúl Serrano, suspendeu as operações de mineração no projeto localizado entre as paróquias rurais de Molleturo e Chaucha. A resolução foi emitida pelo Tribunal Provincial de Justiça de Azuay.
Na decisão, o juiz aceitou como argumento principal o de que a mineradora chinesa Ecuagoldmining South America S.A violou o direito à livre, prévia e informada consulta, prevista no artigo 57 da Constituição equatoriana. Além da suspensão imediata do projeto de mineração foi determinada a saída imediata de militares e policiais da comunidade de Molleturo, o reconhecimento da violação dos direitos fundamentais em consulta com as comunidades de Molleturo, e o monitoramento da decisão pelo Promotor de Justiça.
As Comunidades em Resistência à Mineração de Metais ratificaram no dia 2, a decisão da justiça e permanecem na luta contra o modelo extrativista de mineração, na defesa da água e da vida. Participam dessas Comunidades em Resistência comunidades e organizações sociais que rejeitam a mineração em todo o país.
Para Yaku Pérez, advogado e presidente da ECUARUNARI, uma organização indígena, esta decisão fará uma "enorme diferença na resistência", por ser a primeira vez que a lei é aplicada em detrimento das comunidades e não do Estado ou da empresa transnacional.
O projeto de mineração do Río Blanco compreende 5.708 hectares e está localizado entre as paróquias de Molleturo e Chaucha, no cantão de Cuenca, província de Azuay. A concessão pertence à empresa chinesa Ecuagoldmining South America S.A. Uma produção diária de 800 toneladas de ouro é calculada principalmente, razão pela qual o projeto é classificado como mineração média.
*Com informações de Rádio Internacional Tremor e El Universo

Últimas notícias

Jardim Pantanal dá início à construção de cartografia social em parceria com Jubileu Sul e MLB

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), em parceria com o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) , realizou uma roda de conversa…
Ler mais...

Mulheres da Pequena África marcam casas contra despejo e denunciam PLC 93 em ação de rua no Rio

O grito de alerta ecoou no centro do Rio de Janeiro na última sexta-feira, 22 de maio. Mulheres da Pequena África foram às ruas para…
Ler mais...

Moradia na Vila Dique: conquista para 71 famílias, mas luta continua para que ninguém fique para trás

O último sábado (16) foi de emoções contraditórias na Vila Dique, comunidade da zona norte de Porto Alegre (RS) duramente afetada pelas enchentes de maio…
Ler mais...