Nos dias 12 e 13 de agosto, a Rede Jubileu Sul Brasil realizou, em Fortaleza (CE), duas atividades formativas com lideranças de movimentos populares, entidades e organizações parceiras.
Na quarta‑feira (12/08), ocorreu a Reunião Nacional de Monitoramento dos Territórios – Ação Mulheres, com o objetivo de monitorar e promover a integração entre os territórios participantes, fortalecendo a troca de experiências e o planejamento das próximas atividades.
O encontro reuniu representantes da Rede Jubileu Sul Brasil e das entidades parceiras Cáritas e Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria, além de lideranças comunitárias de diferentes regiões do país. Durante a atividade, houve apresentação da programação de atividades organizadas e um momento de partilha entre os territórios sobre suas realidades, desafios, experiências e ações desenvolvidas no âmbito do projeto “Resistência e defesa de direitos frente ao sobre‑endividamento público” .
A reunião reforçou o compromisso da rede com o fortalecimento da organização popular e com a construção de estratégias coletivas para o enfrentamento dos impactos da dívida pública sobre a vida das mulheres e das comunidades.
Oficina de metodologia de tribunais populares
Na quinta‑feira (13/8), lideranças de movimentos populares, organizações da sociedade civil e entidades parceiras do Jubileu Sul e do Esplar participaram de uma oficina de metodologia de tribunais populares, ministrada pela advogada agrarista e feminista Magnólia Said.
O objetivo da atividade foi apresentar o tribunal popular como ferramenta de defesa dos direitos humanos das mulheres e meninas, ampliando o repertório de ação política e jurídica das organizações populares.

Formação sobre tribunal populares realizada no Esplar.
A formação começou com um resgate histórico de tribunais populares realizados no Ceará, em outros estados brasileiros e em âmbito internacional, com destaque para o Tribunal da Dívida Externa (1999), que marca a fundação do Jubileu Sul, e o Tribunal dos Agrotóxicos (2025), ocorrido na capital cearense.
Durante a roda de conversa, foi discutida a metodologia do tribunal popular, abordando suas possibilidades como instrumento de denúncia, visibilização e defesa dos direitos humanos das mulheres e meninas. A metodologia permite articular saberes jurídicos e populares, dando voz a quem historicamente foi silenciado e transformando denúncias em pautas políticas concretas.
“O tribunal popular é uma metodologia pedagógica. A sentença não é algo para que fique morto, mas para gerar ação. O tribunal não tem poder de sentenciar, mas de impulsionar ações, como o Tribunal da Dívida Externa, que justificou uma auditoria da dívida no Equador, entre outras mobilizações”, destacou Rosilene Wansetto, secretária executiva do Jubileu Sul Brasil.
Por Flaviana Serafim - Jubileu Sul Brasil
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Nos dias 12 e 13 de agosto, a Rede Jubileu Sul Brasil realizou, em Fortaleza (CE), duas atividades formativas com lideranças de movimentos populares, entidades e organizações parceiras.
Na quarta‑feira (12/08), ocorreu a Reunião Nacional de Monitoramento dos Territórios – Ação Mulheres, com o objetivo de monitorar e promover a integração entre os territórios participantes, fortalecendo a troca de experiências e o planejamento das próximas atividades.
O encontro reuniu representantes da Rede Jubileu Sul Brasil e das entidades parceiras Cáritas e Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria, além de lideranças comunitárias de diferentes regiões do país. Durante a atividade, houve apresentação da programação de atividades organizadas e um momento de partilha entre os territórios sobre suas realidades, desafios, experiências e ações desenvolvidas no âmbito do projeto “Resistência e defesa de direitos frente ao sobre‑endividamento público” .
A reunião reforçou o compromisso da rede com o fortalecimento da organização popular e com a construção de estratégias coletivas para o enfrentamento dos impactos da dívida pública sobre a vida das mulheres e das comunidades.
Oficina de metodologia de tribunais populares
Na quinta‑feira (13/8), lideranças de movimentos populares, organizações da sociedade civil e entidades parceiras do Jubileu Sul e do Esplar participaram de uma oficina de metodologia de tribunais populares, ministrada pela advogada agrarista e feminista Magnólia Said.
O objetivo da atividade foi apresentar o tribunal popular como ferramenta de defesa dos direitos humanos das mulheres e meninas, ampliando o repertório de ação política e jurídica das organizações populares.

Formação sobre tribunal populares realizada no Esplar.
A formação começou com um resgate histórico de tribunais populares realizados no Ceará, em outros estados brasileiros e em âmbito internacional, com destaque para o Tribunal da Dívida Externa (1999), que marca a fundação do Jubileu Sul, e o Tribunal dos Agrotóxicos (2025), ocorrido na capital cearense.
Durante a roda de conversa, foi discutida a metodologia do tribunal popular, abordando suas possibilidades como instrumento de denúncia, visibilização e defesa dos direitos humanos das mulheres e meninas. A metodologia permite articular saberes jurídicos e populares, dando voz a quem historicamente foi silenciado e transformando denúncias em pautas políticas concretas.
“O tribunal popular é uma metodologia pedagógica. A sentença não é algo para que fique morto, mas para gerar ação. O tribunal não tem poder de sentenciar, mas de impulsionar ações, como o Tribunal da Dívida Externa, que justificou uma auditoria da dívida no Equador, entre outras mobilizações”, destacou Rosilene Wansetto, secretária executiva do Jubileu Sul Brasil.
Por Flaviana Serafim - Jubileu Sul Brasil
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