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Jubileu Sul Brasil promove reunião de monitoramento da Ação Mulheres e oficina de tribunais populares em Fortaleza

  • 20 de agosto de 2026

Nos dias 12 e 13 de agosto, a Rede Jubileu Sul Brasil realizou, em Fortaleza (CE), duas atividades formativas com lideranças de movimentos populares, entidades e organizações parceiras.

Na quarta‑feira (12/08), ocorreu a Reunião Nacional de Monitoramento dos Territórios – Ação Mulheres, com o objetivo de monitorar e promover a integração entre os territórios participantes, fortalecendo a troca de experiências e o planejamento das próximas atividades.

O encontro reuniu representantes da Rede Jubileu Sul Brasil e das entidades parceiras Cáritas e Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria, além de lideranças comunitárias de diferentes regiões do país. Durante a atividade, houve apresentação da programação de atividades organizadas e um momento de partilha entre os territórios sobre suas realidades, desafios, experiências e ações desenvolvidas no âmbito do projeto “Resistência e defesa de direitos frente ao sobre‑endividamento público” . 

Grupo de mulheres posando para foto dentro de uma sala com paredes amarelas, segurando diversas faixas e bandeiras de organizações sociais. Entre as faixas visíveis estão a da "Rede Jubileu Sul Brasil", com o lema "A vida acima da dívida", outra roxa com a frase "Sem divisão justa do trabalho doméstico não há convivência sem violência", além de banners de associações indígenas e feministas estendidos no chão ao centro do grupo.

Lideranças de Fortaleza e outras cidades do país reunidas na capital cearense. Fotos: Flaviana Serafim

A reunião reforçou o compromisso da rede com o fortalecimento da organização popular e com a construção de estratégias coletivas para o enfrentamento dos impactos da dívida pública sobre a vida das mulheres e das comunidades.

O encontro ocorreu no âmbito do projeto “Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público”, executado pelo Jubileu Sul em parceria com o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania, por meio do Termo de Fomento nº 984635/2025.

Oficina de metodologia de tribunais populares

Na quinta‑feira (13/8), lideranças de movimentos populares, organizações da sociedade civil e entidades parceiras do Jubileu Sul e do Esplar participaram de uma oficina de metodologia de tribunais populares, ministrada pela advogada agrarista e feminista Magnólia Said.

O objetivo da atividade foi apresentar o tribunal popular como ferramenta de defesa dos direitos humanos das mulheres e meninas, ampliando o repertório de ação política e jurídica das organizações populares.

Grupo de mulheres sentadas em círculo dentro de uma sala com paredes amarelas, participando de uma oficina ou roda de conversa. Algumas seguram cadernos e canetas, enquanto faixas com mensagens como “Sem trabalho decente não há conquistas” estão estendidas no chão ao centro do grupo.

Formação sobre tribunal populares realizada no Esplar.

A formação começou com um resgate histórico de tribunais populares realizados no Ceará, em outros estados brasileiros e em âmbito internacional, com destaque para o Tribunal da Dívida Externa (1999), que marca a fundação do Jubileu Sul, e o Tribunal dos Agrotóxicos (2025), ocorrido na capital cearense.

Durante a roda de conversa, foi discutida a metodologia do tribunal popular, abordando suas possibilidades como instrumento de denúncia, visibilização e defesa dos direitos humanos das mulheres e meninas. A metodologia permite articular saberes jurídicos e populares, dando voz a quem historicamente foi silenciado e transformando denúncias em pautas políticas concretas.

“O tribunal popular é uma metodologia pedagógica. A sentença não é algo para que fique morto, mas para gerar ação. O tribunal não tem poder de sentenciar, mas de impulsionar ações, como o Tribunal da Dívida Externa, que justificou uma auditoria da dívida no Equador, entre outras mobilizações”, destacou Rosilene Wansetto, secretária executiva do Jubileu Sul Brasil.

Por Flaviana Serafim - Jubileu Sul Brasil

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Na quarta‑feira (12/08), ocorreu a Reunião Nacional de Monitoramento dos Territórios – Ação Mulheres, com o objetivo de monitorar e promover a integração entre os territórios participantes, fortalecendo a troca de experiências e o planejamento das próximas atividades.

O encontro reuniu representantes da Rede Jubileu Sul Brasil e das entidades parceiras Cáritas e Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria, além de lideranças comunitárias de diferentes regiões do país. Durante a atividade, houve apresentação da programação de atividades organizadas e um momento de partilha entre os territórios sobre suas realidades, desafios, experiências e ações desenvolvidas no âmbito do projeto “Resistência e defesa de direitos frente ao sobre‑endividamento público” . 

Grupo de mulheres posando para foto dentro de uma sala com paredes amarelas, segurando diversas faixas e bandeiras de organizações sociais. Entre as faixas visíveis estão a da "Rede Jubileu Sul Brasil", com o lema "A vida acima da dívida", outra roxa com a frase "Sem divisão justa do trabalho doméstico não há convivência sem violência", além de banners de associações indígenas e feministas estendidos no chão ao centro do grupo.

Lideranças de Fortaleza e outras cidades do país reunidas na capital cearense. Fotos: Flaviana Serafim

A reunião reforçou o compromisso da rede com o fortalecimento da organização popular e com a construção de estratégias coletivas para o enfrentamento dos impactos da dívida pública sobre a vida das mulheres e das comunidades.

O encontro ocorreu no âmbito do projeto “Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público”, executado pelo Jubileu Sul em parceria com o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania, por meio do Termo de Fomento nº 984635/2025.

Oficina de metodologia de tribunais populares

Na quinta‑feira (13/8), lideranças de movimentos populares, organizações da sociedade civil e entidades parceiras do Jubileu Sul e do Esplar participaram de uma oficina de metodologia de tribunais populares, ministrada pela advogada agrarista e feminista Magnólia Said.

O objetivo da atividade foi apresentar o tribunal popular como ferramenta de defesa dos direitos humanos das mulheres e meninas, ampliando o repertório de ação política e jurídica das organizações populares.

Grupo de mulheres sentadas em círculo dentro de uma sala com paredes amarelas, participando de uma oficina ou roda de conversa. Algumas seguram cadernos e canetas, enquanto faixas com mensagens como “Sem trabalho decente não há conquistas” estão estendidas no chão ao centro do grupo.

Formação sobre tribunal populares realizada no Esplar.

A formação começou com um resgate histórico de tribunais populares realizados no Ceará, em outros estados brasileiros e em âmbito internacional, com destaque para o Tribunal da Dívida Externa (1999), que marca a fundação do Jubileu Sul, e o Tribunal dos Agrotóxicos (2025), ocorrido na capital cearense.

Durante a roda de conversa, foi discutida a metodologia do tribunal popular, abordando suas possibilidades como instrumento de denúncia, visibilização e defesa dos direitos humanos das mulheres e meninas. A metodologia permite articular saberes jurídicos e populares, dando voz a quem historicamente foi silenciado e transformando denúncias em pautas políticas concretas.

“O tribunal popular é uma metodologia pedagógica. A sentença não é algo para que fique morto, mas para gerar ação. O tribunal não tem poder de sentenciar, mas de impulsionar ações, como o Tribunal da Dívida Externa, que justificou uma auditoria da dívida no Equador, entre outras mobilizações”, destacou Rosilene Wansetto, secretária executiva do Jubileu Sul Brasil.

Por Flaviana Serafim - Jubileu Sul Brasil

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