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Jubileu Sul Brasil 25 anos: Rede recebe homenagem na Câmara de Fortaleza

  • 25 de março de 2024

Homenagem aos 25 anos na luta contra as dívidas é neste 1º abril, às 15h, numa iniciativa da Mandata Nossa Cara

Por Redação - Jubileu Sul Brasil

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) recebe homenagem pelos seus 25 anos de nascimento, em sessão solene neste 1ª de abril (segunda-feira), às 15h, na Câmara Municipal de Fortaleza (CE). A iniciativa é das covereadoras Adriana Gerônimo, Louise Anne de Santana e Lila M. Salu, da Mandata Nossa Cara (PSOL). Na capital cearense, a Rede JSB vem atuando na luta por direitos em territórios como a ocupação Raízes da Praia, no Conjunto Palmeiras, Jangurussu e Planalto Pici, em aliança com o Movimento de Conselhos Populares (MCP) e o Esplar - Centro de Pesquisa e Assessoria, entre outros.

O Jubileu Sul Brasil é uma rede ampla e plural, que atua no combate às desigualdades causadas pelo sistema de endividamento, em defesa dos direitos humanos e sociais. Por isso, para a coordenação da Rede, a homenagem neste 1ª de abril é ainda mais significativa porque ocorre na mesma data dos 60 anos do golpe civil-militar, período marcado por questões que dialogam com a luta do JSB contra as dívidas e as violações de direitos humanos.

“A Rede JSB reivindica memória, verdade e justiça às vítimas. São mais de 400 pessoas desaparecidas, sobreviventes marcados pela tortura e nenhuma condenação aos agentes da ditadura”, pontua Rosilene Wansetto, secretária executiva do Jubileu Sul Brasil. 

“A dívida e a política econômica foram fatores essenciais para aprofundar o controle da economia brasileira por interesses externos. Nesse período a dívida cresceu absurdamente para financiar obras megalomaníacas, como a rodovia Transamazônica”, explica a economista e educadora popular Sandra Quintela, da coordenação da Rede. 

De 1964 a 1985, dados da FGV e do Dieese mostram que o “milagre econômico” aumentou 30 vezes a dívida externa brasileira, de US$ 3,4 bilhões para US$ 100 bilhões. O endividamento público foi de 15,7%, em 1964, para 54% do PIB, em 1984. Com duas décadas de arrocho salarial e reajustes abaixo da inflação - que saltou de 93,83% para 2.000% ao ano -, aumentaram a desigualdade, a pobreza e a concentração de renda. 

Sobre a Rede Jubileu Sul Brasil

Formada por uma rede que envolve 27 organizações, o Jubileu Sul Brasil surgiu em 1999, como resultado dos debates e dos movimentos de resistência à dívida externa que cresceram durante a década de 1980. A articulação da Rede começou em 1998, no ensejo das campanhas do Jubileu 2000, a partir da discussão lançada pelo Papa João Paulo II pelo perdão da dívida de países pobres altamente endividados, e da 3ª Semana Social Brasileira que teve como mote as dívidas sociais.

Nestes 25 anos, a Rede tem como pauta central a luta contra o sistema de endividamento, mecanismo de reprodução do capitalismo no qual o Estado transfere dinheiro público para pagar dívidas, contraídas em empréstimos de bancos privados e instituições financeiras internacionais, tais como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Isso retira recursos de políticas públicas, como saúde e educação, para atender aos “ajustes” exigidos pelos credores da dívida. 

Os juros e condições perpetuam os pagamentos da dívida pública, mantendo os países num ciclo de novos empréstimos para pagar dívidas anteriores infindáveis, o que aprofunda desigualdades e interfere na soberania, sobretudo nos países do Sul global. Por isso, a Rede JSB também atua reivindicando reparação às dívidas financeira, social, socioecológica, de gênero, racial e histórica devida aos povos e territórios. 

Ao longo dessa trajetória, diferentes bandeiras surgiram e a Rede se somou aos embates, sempre para construir resistências e alternativas ao modelo de dominação capitalista, patriarcal, sexista, racista, classista e extrativista.

Saiba mais na história e no Quem somos do Jubileu Sul Brasil

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Por Redação - Jubileu Sul Brasil

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) recebe homenagem pelos seus 25 anos de nascimento, em sessão solene neste 1ª de abril (segunda-feira), às 15h, na Câmara Municipal de Fortaleza (CE). A iniciativa é das covereadoras Adriana Gerônimo, Louise Anne de Santana e Lila M. Salu, da Mandata Nossa Cara (PSOL). Na capital cearense, a Rede JSB vem atuando na luta por direitos em territórios como a ocupação Raízes da Praia, no Conjunto Palmeiras, Jangurussu e Planalto Pici, em aliança com o Movimento de Conselhos Populares (MCP) e o Esplar - Centro de Pesquisa e Assessoria, entre outros.

O Jubileu Sul Brasil é uma rede ampla e plural, que atua no combate às desigualdades causadas pelo sistema de endividamento, em defesa dos direitos humanos e sociais. Por isso, para a coordenação da Rede, a homenagem neste 1ª de abril é ainda mais significativa porque ocorre na mesma data dos 60 anos do golpe civil-militar, período marcado por questões que dialogam com a luta do JSB contra as dívidas e as violações de direitos humanos.

“A Rede JSB reivindica memória, verdade e justiça às vítimas. São mais de 400 pessoas desaparecidas, sobreviventes marcados pela tortura e nenhuma condenação aos agentes da ditadura”, pontua Rosilene Wansetto, secretária executiva do Jubileu Sul Brasil. 

“A dívida e a política econômica foram fatores essenciais para aprofundar o controle da economia brasileira por interesses externos. Nesse período a dívida cresceu absurdamente para financiar obras megalomaníacas, como a rodovia Transamazônica”, explica a economista e educadora popular Sandra Quintela, da coordenação da Rede. 

De 1964 a 1985, dados da FGV e do Dieese mostram que o “milagre econômico” aumentou 30 vezes a dívida externa brasileira, de US$ 3,4 bilhões para US$ 100 bilhões. O endividamento público foi de 15,7%, em 1964, para 54% do PIB, em 1984. Com duas décadas de arrocho salarial e reajustes abaixo da inflação - que saltou de 93,83% para 2.000% ao ano -, aumentaram a desigualdade, a pobreza e a concentração de renda. 

Sobre a Rede Jubileu Sul Brasil

Formada por uma rede que envolve 27 organizações, o Jubileu Sul Brasil surgiu em 1999, como resultado dos debates e dos movimentos de resistência à dívida externa que cresceram durante a década de 1980. A articulação da Rede começou em 1998, no ensejo das campanhas do Jubileu 2000, a partir da discussão lançada pelo Papa João Paulo II pelo perdão da dívida de países pobres altamente endividados, e da 3ª Semana Social Brasileira que teve como mote as dívidas sociais.

Nestes 25 anos, a Rede tem como pauta central a luta contra o sistema de endividamento, mecanismo de reprodução do capitalismo no qual o Estado transfere dinheiro público para pagar dívidas, contraídas em empréstimos de bancos privados e instituições financeiras internacionais, tais como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Isso retira recursos de políticas públicas, como saúde e educação, para atender aos “ajustes” exigidos pelos credores da dívida. 

Os juros e condições perpetuam os pagamentos da dívida pública, mantendo os países num ciclo de novos empréstimos para pagar dívidas anteriores infindáveis, o que aprofunda desigualdades e interfere na soberania, sobretudo nos países do Sul global. Por isso, a Rede JSB também atua reivindicando reparação às dívidas financeira, social, socioecológica, de gênero, racial e histórica devida aos povos e territórios. 

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