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Jubileu Sul/Américas se solidariza com o povo argentino

  • 2 de fevereiro de 2024

Em nota, a Rede ressalta: “urgente não é garantir os lucros deste sistema, urgente é garantir o direito à saúde, à alimentação, à moradia, e à defesa e proteção dos espaços coletivos que abrigam a vida”. 

Mobilização na Argentina contra as medidas neoliberais do presidente Javier Milei. Foto: Autoconvocatoria Deuda

Por Jubileu Sul Américas*

"A Rede Jubileu Sul/Américas expressa sua solidariedade e apoio ao povo argentino, nos unimos ao rechaço ao ajuste econômico, bem como às reformas promovidas pelo presidente recém-eleito Javier Milei.

Na Argentina está em curso um processo que visa aprofundar ainda mais os níveis de desregulamentação do capital, desmantelar o Estado e avançar numa linha acordada com instituições financeiras como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, entre outras.

O desmantelamento das instituições e do papel do Estado significa violar os direitos da grande maioria da população, da própria natureza, alargando abissalmente as disparidades sociais numa nação que tem sido constantemente saqueada com base em acordos financeiros, políticas extrativistas, imposição de ditaduras, bem como o sangramento envolvido no pagamento de dívidas ilegais e ilegítimas.

Acompanhamos a luta deste povo, a sua história, aprendemos que a memória viva é semente de lutas, que a verdade é o caminho - uma verdade que hoje é disputada com uma narrativa e práticas de ódio, de discriminação  classista, racista e sexista, e que só pode ser contrastada com a força coletiva, com a mobilização social, com resistência à imposição de uma política de terror  que criminaliza o povo.

Abraçamos o povo argentino e, assumimos que, como América Latina e Caribe, escrevemos nossa história juntos. Reconhecemos que além das fronteiras que o sistema capitalista patriarcal impõe, somos aqueles que defendem nosso direito à vida, ao bem comum, à rebeldia, à felicidade.

O urgente não é garantir os lucros deste sistema, o urgente é garantir o direito à saúde, à alimentação, à moradia, e à defesa e proteção dos espaços coletivos que abrigam a vida.

Unimo-nos ao repúdio ao pagamento da fraude da dívida e subscrevemos a exigência da sua investigação, da punição dos responsáveis ​​e da reparação dos seus crimes. Fazemos nossa a exigência: “A PÁTRIA  NÃO ESTÁ À VENDA”.

Não devemos, não pagamos

Somos os povos, os credores!

1º de fevereiro de 2024"

Confira a nota em espanhol:

*Com tradução do Jubileu Sul Brasil

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O desmantelamento das instituições e do papel do Estado significa violar os direitos da grande maioria da população, da própria natureza, alargando abissalmente as disparidades sociais numa nação que tem sido constantemente saqueada com base em acordos financeiros, políticas extrativistas, imposição de ditaduras, bem como o sangramento envolvido no pagamento de dívidas ilegais e ilegítimas.

Acompanhamos a luta deste povo, a sua história, aprendemos que a memória viva é semente de lutas, que a verdade é o caminho - uma verdade que hoje é disputada com uma narrativa e práticas de ódio, de discriminação  classista, racista e sexista, e que só pode ser contrastada com a força coletiva, com a mobilização social, com resistência à imposição de uma política de terror  que criminaliza o povo.

Abraçamos o povo argentino e, assumimos que, como América Latina e Caribe, escrevemos nossa história juntos. Reconhecemos que além das fronteiras que o sistema capitalista patriarcal impõe, somos aqueles que defendem nosso direito à vida, ao bem comum, à rebeldia, à felicidade.

O urgente não é garantir os lucros deste sistema, o urgente é garantir o direito à saúde, à alimentação, à moradia, e à defesa e proteção dos espaços coletivos que abrigam a vida.

Unimo-nos ao repúdio ao pagamento da fraude da dívida e subscrevemos a exigência da sua investigação, da punição dos responsáveis ​​e da reparação dos seus crimes. Fazemos nossa a exigência: “A PÁTRIA  NÃO ESTÁ À VENDA”.

Não devemos, não pagamos

Somos os povos, os credores!

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*Com tradução do Jubileu Sul Brasil

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