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Jubileu Sul Américas participa da Conferência Internacional "Repensando o papel dos Investimentos Estrangeiros e a Nova Rota da Seda na América Latina"

  • 15 de março de 2020

Comunicação da Rede Jubileu Sul Américas

Nos dias 3 e 4 de março de 2020, em Buenos Aires, Argentina, o Jubileu Sul Américas se fez presente na Conferência Internacional Repensando o papel dos Investimentos Estrangeiros e a Nova Rota da Seda na América Latina, organizada por Transnational Institute (TNI) e Universidade Nacional de San Martín (UNSAM).

Francisco Vladimir Lima, articulador do Cone Sul do Jubileu Sul Américas, representou a Rede na referida conferência e compartilha elementos a respeito.

O objetivo principal foi debater a partir de uma perspectiva crítica acerca das implicações do "Investimento Estrangeiro Direto" (IED), em particular o de origem Chinesa. Um dos debates foi pensar e discutir a ideia de que o IED pudesse funcionar como um motor de desenvolvimento sustentável, tendo um papel relevante no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Mas, é preciso entender os 3 domínios que pretende o IED, dos quais não está disposto a renunciar: geopolíticos, socioecológicos e democráticos.

Para o Jubileu Sul Américas, é de grande relevância fazer parte desses espaços de debate, já que se conectam com alguns dos eixos  estratégicos da Rede, como a Justiça Socioambiental e a luta contra a Dívida. A partir deles, têm sido feitas propostas sobre o papel nefasto dos sistemas financeiros, figuras como bancos internacionais, bem como o conjunto de empresas chinesas e suas implicações na América Latina e no Caribe, compreendendo que o papel do capital, além de suas origens, tende a impor modelos que geram morte e desgraça nos territórios; sendo que os “investimentos” ocorrem em setores “estratégicos”, como mineração ou energia, e não há investimento chinês nas áreas de saúde, social ou ambiental; pelo contrário, leis e direitos para proteger as pessoas e a natureza são violados. 

Na perspectiva do Jubileu Sul Américas, essas lógicas de "investimento" são baseadas na necessidade de acumular e perpetuar o sistema de consumo e depredação de todas as formas de vida, como, por exemplo, a contaminação e exploração de fontes de água e trabalho escravo, sendo este um dos elementos que sustentam a lógica do modelo perverso de dívida que nos afeta como povos do Sul; dívida e "investimentos" são dois elementos que se nutrem.

Outro elemento que deve ser desmentido é que o Investimento Direto Estrangeiro (IED) é uma contribuição significativa para o "crescimento econômico" dos países onde é realizado, por trás do qual está a incapacidade de governo de muitos de nossos Estados, que depositam nessas estratégias falsas soluções para os problemas estruturais. É necessário continuar as análises comparativas em relação ao IDE e aos níveis de pobreza e conflitos de governança nesses países.

Não devemos, Não pagamos!
Somos os povos, os credores!
A vida acima da Dívida

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O objetivo principal foi debater a partir de uma perspectiva crítica acerca das implicações do "Investimento Estrangeiro Direto" (IED), em particular o de origem Chinesa. Um dos debates foi pensar e discutir a ideia de que o IED pudesse funcionar como um motor de desenvolvimento sustentável, tendo um papel relevante no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Mas, é preciso entender os 3 domínios que pretende o IED, dos quais não está disposto a renunciar: geopolíticos, socioecológicos e democráticos.

Para o Jubileu Sul Américas, é de grande relevância fazer parte desses espaços de debate, já que se conectam com alguns dos eixos  estratégicos da Rede, como a Justiça Socioambiental e a luta contra a Dívida. A partir deles, têm sido feitas propostas sobre o papel nefasto dos sistemas financeiros, figuras como bancos internacionais, bem como o conjunto de empresas chinesas e suas implicações na América Latina e no Caribe, compreendendo que o papel do capital, além de suas origens, tende a impor modelos que geram morte e desgraça nos territórios; sendo que os “investimentos” ocorrem em setores “estratégicos”, como mineração ou energia, e não há investimento chinês nas áreas de saúde, social ou ambiental; pelo contrário, leis e direitos para proteger as pessoas e a natureza são violados. 

Na perspectiva do Jubileu Sul Américas, essas lógicas de "investimento" são baseadas na necessidade de acumular e perpetuar o sistema de consumo e depredação de todas as formas de vida, como, por exemplo, a contaminação e exploração de fontes de água e trabalho escravo, sendo este um dos elementos que sustentam a lógica do modelo perverso de dívida que nos afeta como povos do Sul; dívida e "investimentos" são dois elementos que se nutrem.

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