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II Seminário 'Transição ou Transação Energética?': Água e energia para o povo, não para data centers

  • 26 de agosto de 2025

Essa é uma das frases que marcaram a realização do II Seminário: Transição ou Transação Energética? Conflitos, Violações de Direitos, Clima e o Poder Digital, ocorrido entre os dias 21 e 23 de agosto de 2025, na cidade de Fortaleza/CE, fruto de uma construção coletiva de mais de 45 organizações e movimentos sociais do Nordeste e nacionais que contou com a participação de cerca e 200 pessoas.

Durante o seminário, as pessoas participantes desafiaram-se a refletir sobre os impactos socioambientais e climáticos na região nordeste, com o objetivo de acumular debate e fortalecer a organização política dos movimentos sociais, organizações, comunidades, coletivos e redes para fortalecer a construção da Cúpula dos Povos Rumo à COP30, que se realizará entre os dias 12 e 16 de novembro na cidade de Belém/PA.

Denúncias e anúncios foram as marcas das violações territoriais nos biomas do Nordeste, que expressam as particularidades do impacto climático e da financeirização do clima pelas corporações e empresas internacionais e nacionais nos territórios das populações tradicionais, no campo e na cidade, sob a anuência das gestões públicas nos estados, que operam na flexibilização da legislação de proteção ambiental; violam direitos e mercantilizam os bens comuns como a água, energia, terra, com a crescente instalação de usinas centralizadas de geração de energia eólica e solar, além da chegada de data centers sob a prerrogativa da sustentabilidade ambiental.

Foto de grande grupo reunido em auditório: pessoas de diferentes origens e identidades (incluindo indígenas e representantes de coletivos de mulheres, juventude, saúde, religião e movimentos sociais) exibem bandeiras e faixas de diversas organizações (como Jubileu Sul, Cáritas, Marcha Mundial de Mulheres etc.). O ambiente é institucional e comunitário, com cadeiras vermelhas, luz branca e parede de fundo clara. A imagem transmite unidade, mobilização popular e diversidade na defesa de justiça social e territorial.

Pessoas participantes do 2º seminário reunidas em Fortaleza (CE).

Reafirma-se, nestes dias, que vivemos um processo perverso de “transição energética” que mobiliza toda uma cadeia de produção, altera modos de vida como a agricultura familiar, a pesca artesanal, despossessando povos originários e comunidades tradicionais de seus territórios.

Esse processo em curso vai na contramão da luta dos movimentos sociais em defesa do meio ambiente e do clima e na luta por uma transição energética popular, considerando a nossa diversidade regional e a extensão territorial do Brasil.

Em novembro, no processo da Cúpula dos Povos na COP30, desejamos demarcar essas questões e reafirmar os diferentes impactos ambientais e climáticos regionais, mas que são reflexo do modelo financeiro do clima com o apossamento e desterritorialização das comunidades marcadas pelas dimensões  de classe, gênero e raça, revelando o sexismo e o racismo ambiental neste sistema  perverso do capital financeiro que transforma os bens comuns em mercadoria em nome do clima, que, para nós, é parte do mito e das falsas soluções do capitalismo.

Fortaleza, 25 de agosto de 2025.

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Denúncias e anúncios foram as marcas das violações territoriais nos biomas do Nordeste, que expressam as particularidades do impacto climático e da financeirização do clima pelas corporações e empresas internacionais e nacionais nos territórios das populações tradicionais, no campo e na cidade, sob a anuência das gestões públicas nos estados, que operam na flexibilização da legislação de proteção ambiental; violam direitos e mercantilizam os bens comuns como a água, energia, terra, com a crescente instalação de usinas centralizadas de geração de energia eólica e solar, além da chegada de data centers sob a prerrogativa da sustentabilidade ambiental.

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Pessoas participantes do 2º seminário reunidas em Fortaleza (CE).

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Em novembro, no processo da Cúpula dos Povos na COP30, desejamos demarcar essas questões e reafirmar os diferentes impactos ambientais e climáticos regionais, mas que são reflexo do modelo financeiro do clima com o apossamento e desterritorialização das comunidades marcadas pelas dimensões  de classe, gênero e raça, revelando o sexismo e o racismo ambiental neste sistema  perverso do capital financeiro que transforma os bens comuns em mercadoria em nome do clima, que, para nós, é parte do mito e das falsas soluções do capitalismo.

Fortaleza, 25 de agosto de 2025.

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