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Golpe de Estado institucional completa um mês e Lugo fala ao povo paraguaio

  • 23 de julho de 2012

Por Natasha Pitts, jornalista da Adital

Passado um mês após o golpe de Estado parlamentar que retirou o presidente Fernando Lugo do poder, o ex-mandatário divulgou uma mensagem denunciando quem esteve por trás do golpe e chamando à reconquista da democracia. Lugo também pede à população paraguaia que reflita se os golpistas que hoje estão no poder serão capazes de respeitar a decisão que sairá das urnas de abril de 2013.

Lugo relembrou as 17 mortes em Curuguaty e deixou claro que o episódio foi usado para justificar a manobra dos parlamentares golpistas. "Os que tramaram contra o povo paraguaio esperavam que déssemos o passo em falso”, denuncia, lembrando que o interesse antes demonstrado na resolução do massacre, desapareceu.

O ex-mandatário também afirma que a integração soberana e transparente do Paraguai com a região foi atitude que incomodou aqueles interessados em uma pseudo-integração promovida pelos negócios ilícitos e pela narcopolítica.

Entre as medidas tomadas após a destituição de Lugo e que contrariam interesses populares Lugo cita a concretização de negócios com a multinacional Río Tinto Alcán, medida que trai a soberania energética do país e os interesses da nação. Da mesma forma, o ex-mandatário cita a negação em implementar o imposto sobre a soja, o que fortalece um modelo de país para poucos. As centenas de demissões ilegais também já podem ser consideradas uma marca do governo golpista.

Diante disso, Fernando Lugo assegura que não vai deixar de lutar para reconquistar a democracia. "Não vamos retroceder neste momento de luta pacífica para que volte a democracia a nosso país e se anule o ridículo julgamento político de 21 e 22 junho passado. Para que se respeitem as decisões tomadas democraticamente pelo povo”.

Adital

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Diante disso, Fernando Lugo assegura que não vai deixar de lutar para reconquistar a democracia. "Não vamos retroceder neste momento de luta pacífica para que volte a democracia a nosso país e se anule o ridículo julgamento político de 21 e 22 junho passado. Para que se respeitem as decisões tomadas democraticamente pelo povo”.

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