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Festival Lula Livre reúne 60 mil pessoas no Rio de Janeiro

  • 30 de julho de 2018
Por Eduardo Miranda, do Brasil de Fato

A praça dos Arcos da Lapa, no centro do Rio, ficou lotada neste sábado (28) para o Festival Lula Livre. A programação teve início às 14h e o ponto alto do evento gratuito foi o encontro no palco de Chico Buarque e Gilberto Gil, que não se reuniam para uma apresentação desde e época da ditadura militar (1964-1985) no Brasil.
O Festival teve a participação de diversos movimentos populares, artistas, intelectuais, professores e promove diferentes oficinas de criação ao longo da tarde, cortejos, além de apresentações artísticas de música, de teatro, circo e poesia. Às 17h, a tradicional Orquestra Voadora deu início às apresentações no palco principal.
No Festival desde cedo para aproveitar todas as atrações, o casal Sara Fazito e André Porcaro levou o filho João, de um ano de idade. "Não existem provas para justificar a prisão do Lula, queremos que ele se eleja presidente e por isso estamos aqui", disse Sara.
A atriz Cristina Pereira ressaltou o papel da classe artística para denunciar as arbitrariedades contra o campo progressista no país. "Estamos a poucos meses das eleições e a gente quer que Lula saia da prisão. Ele lidera as pesquisas de intenção de voto. O artista como comunicador está aqui, na luta, para denunciar para a população o que está ocorrendo no país".
Com uma apresentação contundente no palco, a cantora Ana Cañas entoou canções de protesto e foi acompanhada pelo público. "Como diria Nina Simone, como eu posso ser artista e não refletir o meu tempo? É meu dever estar aqui hoje. A América Latina tem uma tradição de golpes que contam, inclusive, com a mídia. Mas temos hoje aqui a mídia alternativa para colocar a realidade no ar".
A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) disse que a saída para as injustiças contra o ex-presidente está nas mãos do povo. "A grande mídia vinha sustentando que Lula tinha acabado como liderança e que não ia participar das eleições. Mas as manifestações mostram o contrário, mostram que Lula tem apoio do povo. Lula foi condenado sem crime e não teve direito ao trâmite legal, temos que apelar ao povo, que veio hoje se manifestar".

Ação do TRE

Nos arredores do Festival, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) apreendeu material gráfico com a frase de ordem "Lula Livre" e que continha a assinatura de alguns parlamentares. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) disse que a ação que tem Lula como alvo foi arbitrária. Ela argumentou que os adesivos e bandeiras no evento não faziam nenhuma alusão a candidaturas, mas apenas a partidos que defendem a liberdade do ex-presidente.

Edição: Diego Sartorato

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Com uma apresentação contundente no palco, a cantora Ana Cañas entoou canções de protesto e foi acompanhada pelo público. "Como diria Nina Simone, como eu posso ser artista e não refletir o meu tempo? É meu dever estar aqui hoje. A América Latina tem uma tradição de golpes que contam, inclusive, com a mídia. Mas temos hoje aqui a mídia alternativa para colocar a realidade no ar".
A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) disse que a saída para as injustiças contra o ex-presidente está nas mãos do povo. "A grande mídia vinha sustentando que Lula tinha acabado como liderança e que não ia participar das eleições. Mas as manifestações mostram o contrário, mostram que Lula tem apoio do povo. Lula foi condenado sem crime e não teve direito ao trâmite legal, temos que apelar ao povo, que veio hoje se manifestar".

Ação do TRE

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