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Famílias de 544 vítimas de desastres brasileiros vão à OEA cobrar justiça

  • 10 de julho de 2024

Comissão receberá familiares das vítimas de Brumadinho, Mariana, Maceió, Boate Kiss e Ninho do Urubu. Na sessão será discutida a responsabilidade do Estado brasieiro nestas violações de direitos humanos

272 vítimas que morreram no crime da Vale em Brumadinho (MG) - Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Por Redação - Brasil de Fato PR

Familiares de 544 vítimas de tragédias brasileiras serão recebidos pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) para uma audiência pública nesta sexta-feira (12). Lá, será discutida a responsabilidade do Estado brasileiro nas violações de direitos humanos causadas por atividades comerciais no país.

A sessão reunirá representantes das vítimas dos rompimentos das barragens da Vale, em Brumadinho, em 2019; e da Vale e BHP, em Mariana, em 2015; do afundamento causado pela Braskem com a exploração do subsolo em Maceió, a partir de 2018; dos incêndios da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), em 2013; e do alojamento Ninho do Urubu, do Flamengo, no Rio de Janeiro, em 2019. Até hoje, ninguém foi responsabilizado por nenhum desses desastres.

A OEA congrega 34 nações e é o principal fórum político, jurídico e social da região. A audiência no órgão deve durar 1h30min e terá transmissão on-line, pelo canal do YouTube da organização.

Para Tâmara Biolo Soares, advogada e representante das vítimas na CIDH, o evento será uma oportunidade única para levar à OEA informações sobre os desastres. “Levaremos ao conhecimento da Comissão que vítimas e familiares têm sido intimidados e amedrontados, inclusive por meio de ações judiciais, e retaliados quando do recebimento de indenizações, em razão de sua luta por justiça”, acrescentou ela.

Segundo Tâmara, familiares esperam que, com a audiência, a comissão renove a urgência para que Estado brasileiro processe e puna os responsáveis, evitando que os desastres se repitam. Esperam também que a comissão cobre a efetiva fiscalização das atividades empresariais e comerciais também para evitar novas tragédias.

Estarão representados no encontro a Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão-Brumadinho (Avarum), a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), a Associação Quilombola Vila Santa Efigênia e Adjacências – Mariana/MG, a Associação de Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (Muvb), Associação dos Familiares de Vítimas do Incêndio do Ninho do Urubu (Afavinu), o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (Mam) e a Comissão de Atingidos pela Barragem de Fundão (Cabf). Também estarão presentes representantes do Estado brasileiro.

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A sessão reunirá representantes das vítimas dos rompimentos das barragens da Vale, em Brumadinho, em 2019; e da Vale e BHP, em Mariana, em 2015; do afundamento causado pela Braskem com a exploração do subsolo em Maceió, a partir de 2018; dos incêndios da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), em 2013; e do alojamento Ninho do Urubu, do Flamengo, no Rio de Janeiro, em 2019. Até hoje, ninguém foi responsabilizado por nenhum desses desastres.

A OEA congrega 34 nações e é o principal fórum político, jurídico e social da região. A audiência no órgão deve durar 1h30min e terá transmissão on-line, pelo canal do YouTube da organização.

Para Tâmara Biolo Soares, advogada e representante das vítimas na CIDH, o evento será uma oportunidade única para levar à OEA informações sobre os desastres. “Levaremos ao conhecimento da Comissão que vítimas e familiares têm sido intimidados e amedrontados, inclusive por meio de ações judiciais, e retaliados quando do recebimento de indenizações, em razão de sua luta por justiça”, acrescentou ela.

Segundo Tâmara, familiares esperam que, com a audiência, a comissão renove a urgência para que Estado brasileiro processe e puna os responsáveis, evitando que os desastres se repitam. Esperam também que a comissão cobre a efetiva fiscalização das atividades empresariais e comerciais também para evitar novas tragédias.

Estarão representados no encontro a Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão-Brumadinho (Avarum), a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), a Associação Quilombola Vila Santa Efigênia e Adjacências – Mariana/MG, a Associação de Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (Muvb), Associação dos Familiares de Vítimas do Incêndio do Ninho do Urubu (Afavinu), o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (Mam) e a Comissão de Atingidos pela Barragem de Fundão (Cabf). Também estarão presentes representantes do Estado brasileiro.

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