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Exposição sobre dom Pedro Casaldáliga chega a São Paulo

  • 30 de janeiro de 2017

Por Marina Saran – Caros Amigos | Imagem: CRB
A exposição Pere Casaldáliga, profissão: Esperança, sobre dom Pedro Casaldáliga, chega ao Brasil no dia 25 de janeiro, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), e permanece no espaço até dia 30 de abril. A mostra, com imagens registradas pelo fotógrafo catalão Joan Guerrero, esteve em maio de 2015 na cidade de Barcelona e, segundo Marta Nin, sub-diretora da Casa América da Catalunha, teve uma repercussão positiva. "O impacto foi muito grande. Na cerimônia de abertura eram muitos os que participaram e muitos também os políticos, intelectuais, artistas, jornalistas, empresários e missionários que estavam presentes".
A exposição registra o período de 2011 da vida de Casaldáliga e do povo de São Félix do Araguaia (MT), onde o bispo vive desde 1968, e virá com novidades para o Brasil. " Acrescentamos poemas e cartas escritas por dom Pedro que cobrem todos os períodos de sua vida. Tem uma carta em particular que desperta muito minha atenção por ele ter escrito aos 12 anos para os pais, anunciando sua vontade de entrar para o sacerdócio. Produzimos também um vídeo de personalidades brasileiras comentando o legado de Casaldáliga", afirma Marta Nin.
A diretora acredita que essa exposição é muito importante, pois nos lembra de resistir. “Os pensamentos de Dom Pedro são ainda muito reveladores e trazem toda luz para iluminar nossos tempos sombrios. Casaldáliga é um lutador incansável pelas causas em que acredita, ele é de uma fé profunda e ao mesmo tempo um revolucionário que lutou toda a sua vida para alcançar um mundo mais justo e próspero”.
Nascido Pere Casaldáliga, em Balsareny, na província catalã de Barcelona, ele veio ao Brasil como missionário e passou a viver na cidade de São Félix do Araguaia, onde recebeu inúmeras ameaças de morte. Ajudou a fundar o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) também a Comissão Pastoral da terra (CPT). Durante o golpe civil militar, foi brutalmente perseguido e sofreu cinco processos de expulsão do País. Mesmo após o fim da ditadura, continuou sua luta em prol das comunidades menos favorecidas, principalmente dos indígenas e do Movimento dos Trabalhadores sem Terra.

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