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Envelhecimento digno e cidadão é missão do Sefras há 26 anos

  • 5 de outubro de 2023

A partir de três Casas de Clara, a Ação Social Franciscana atende pessoas idosas e suas famílias no estado de São Paulo.

Por Isadora Morena - Revista Casa Comum

O Sefras é organização membro da Rede Jubileu Sul Brasil. Fotos: Divulgação/Sefras

A população brasileira está envelhecendo. Nos últimos 10 anos, o percentual de idosos – pessoas com mais de 60 anos – subiu de 11,3% para 15,1%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 2022.

Com esse crescimento, a projeção é que, em 2050, os idosos representem cerca de 30% da população do país, enquanto as crianças e os adolescentes serão apenas 14%.

As mudanças nas características da nossa população suscitam a necessidade de um debate público, ainda pouco realizado, sobre a qualidade de vida das pessoas idosas brasileiras. Apesar dos dados expressarem o resultado de avanços na medicina e dos cuidados com a saúde, é muito importante considerar que o processo de envelhecimento ocorre de forma diversa e desigual.

A experiência de envelhecer varia devido às relações de gênero e étnico-raciais, de acordo com a orientação sexual, os aspectos socioeconômicos e culturais e também o local de moradia, sendo marcada pelas desigualdades socioeconômicas e regionais em nosso país.

Para estimular o debate sobre o envelhecimento em todo o mundo, em 1990 a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) definiu o 1º de outubro como o Dia Internacional das Pessoas Idosas. A data é um marco importante na busca para que as pessoas possam envelhecer com dignidade, saúde e autonomia para continuar participando da sociedade como cidadãos de plenos direitos.

A atuação do Sefras

Seguindo esse mesmo princípio de possibilitar o envelhecimento com dignidade e qualidade, o Sefras – Ação Social Franciscana desenvolve, há 26 anos, os Centros de Convivência e Apoio a Pessoa Idosa – as chamadas Casas de Clara -, serviços de convivência e fortalecimento de vínculos para pessoas idosas, realizando diversos tipos de atendimento especialmente destinados a pessoas com 60 anos ou mais.

Atualmente existem três Casas de Clara, localizadas em Mogi das Cruzes, Pindamonhangaba e São Paulo, atendendo diariamente cerca de 300 idosos e idosas. Os serviços seguem as diretrizes da Política Nacional de Assistência Social com a perspectiva de realizar atendimentos que promovam a emancipação social e política por meio do acesso a direitos.

As Casas de Clara estimulam o envelhecimento ativo e saudável a partir de atividades de fortalecimento físico, dança, estímulos cognitivos, artesanato, rodas de conversa sobre direitos e outros assuntos pertinentes a esse público.

As propostas são realizadas nas sedes ou em espaços públicos, como parques e museus e são norteadas por cinco eixos socioeducativos: alimentação; arte e cultura, esporte e lazer; política; mística e espiritualidade; e Casa Comum.

As Casas de Clara contam com equipes técnicas compostas por assistentes sociais que realizam o atendimento e acompanhamento dos idosos. Esse grupo de profissionais também é responsável pela mobilização e articulação de políticas e espaços de participação social na luta em defesa e construção dos direitos da pessoa idosa, integrando fóruns regionais e municipais, conselhos, conferências e mobilizações populares.

Saiba mais e fique por dentro da atuação do Sefras com esse público.

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Por Isadora Morena - Revista Casa Comum

O Sefras é organização membro da Rede Jubileu Sul Brasil. Fotos: Divulgação/Sefras

A população brasileira está envelhecendo. Nos últimos 10 anos, o percentual de idosos – pessoas com mais de 60 anos – subiu de 11,3% para 15,1%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 2022.

Com esse crescimento, a projeção é que, em 2050, os idosos representem cerca de 30% da população do país, enquanto as crianças e os adolescentes serão apenas 14%.

As mudanças nas características da nossa população suscitam a necessidade de um debate público, ainda pouco realizado, sobre a qualidade de vida das pessoas idosas brasileiras. Apesar dos dados expressarem o resultado de avanços na medicina e dos cuidados com a saúde, é muito importante considerar que o processo de envelhecimento ocorre de forma diversa e desigual.

A experiência de envelhecer varia devido às relações de gênero e étnico-raciais, de acordo com a orientação sexual, os aspectos socioeconômicos e culturais e também o local de moradia, sendo marcada pelas desigualdades socioeconômicas e regionais em nosso país.

Para estimular o debate sobre o envelhecimento em todo o mundo, em 1990 a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) definiu o 1º de outubro como o Dia Internacional das Pessoas Idosas. A data é um marco importante na busca para que as pessoas possam envelhecer com dignidade, saúde e autonomia para continuar participando da sociedade como cidadãos de plenos direitos.

A atuação do Sefras

Seguindo esse mesmo princípio de possibilitar o envelhecimento com dignidade e qualidade, o Sefras – Ação Social Franciscana desenvolve, há 26 anos, os Centros de Convivência e Apoio a Pessoa Idosa – as chamadas Casas de Clara -, serviços de convivência e fortalecimento de vínculos para pessoas idosas, realizando diversos tipos de atendimento especialmente destinados a pessoas com 60 anos ou mais.

Atualmente existem três Casas de Clara, localizadas em Mogi das Cruzes, Pindamonhangaba e São Paulo, atendendo diariamente cerca de 300 idosos e idosas. Os serviços seguem as diretrizes da Política Nacional de Assistência Social com a perspectiva de realizar atendimentos que promovam a emancipação social e política por meio do acesso a direitos.

As Casas de Clara estimulam o envelhecimento ativo e saudável a partir de atividades de fortalecimento físico, dança, estímulos cognitivos, artesanato, rodas de conversa sobre direitos e outros assuntos pertinentes a esse público.

As propostas são realizadas nas sedes ou em espaços públicos, como parques e museus e são norteadas por cinco eixos socioeducativos: alimentação; arte e cultura, esporte e lazer; política; mística e espiritualidade; e Casa Comum.

As Casas de Clara contam com equipes técnicas compostas por assistentes sociais que realizam o atendimento e acompanhamento dos idosos. Esse grupo de profissionais também é responsável pela mobilização e articulação de políticas e espaços de participação social na luta em defesa e construção dos direitos da pessoa idosa, integrando fóruns regionais e municipais, conselhos, conferências e mobilizações populares.

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