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Entidades sindicais denunciam violações por parte do principal patrocinador da Copa

  • 11 de junho de 2014

Por Adital

Por meio de uma carta aberta, a Regional Latino-Americana da União Internacional dos Trabalhadores (REL-Uita), a Confederação Nacional dos Trabalhadores de Turismo e Hospitalidade n(Contratuh) e demais organizações parceiras denunciam que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) é patrocinada com trabalho indecente. A carta é dirigida ao presidente da instituição, Joseph S. Blatter, às vésperas da realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, que iniciará nesta quinta-feira, 12 de junho.

Os sindicalistas listam alguns pontos da declaração de princípios da Fifa para contrapor situações de trabalho indecente protagonizadas por um dos principais patrocinadores do Mundial de Futebol. "Senhor Blatter, entre os promotores oficiais do Mundial da Fifa Brasil 2014 figura a rede transnacional de comidas rápidas McDonald's, uma companhia conhecida não só pela escassa salubridade de muitos dos alimentos presentes em seu menu, mas também por explorar, maltratar e discriminar seus trabalhadores e trabalhadoras”. O documento cita os salários irrisórios, as desumanas e insalubres condições de trabalho, as longas jornadas diárias e, principalmente, a repressão contra qualquer tentativa de organização sindical como provas da "dura realidade vivida pela maioria dos trabalhadores do McDonald's”.

De acordo com o documento, o Ministério Público do Trabalho (MPT) do Estado de Pernambuco, no Brasil, conjuntamente com a Contratuh deram entrada em uma ação judicial em razão das práticas ilícitas da empresa em matéria de duração da jornada de trabalho, submissão dos trabalhadores, alimentação inadequada, descontos indevidos em seus salários, salários inferiores ao mínimo legal e - o mais grave de tudo - a recorrência ao trabalho infantil, entre outras práticas degradantes de exploração da mão de obra. Diante da ação judicial, a companhia Arcos Dorados Ltda., franqueada master da McDonald's na América Latina firmou um acordo com o MPT para pagar 7,5 milhões de reais por danos morais coletivos aos trabalhadores brasileiros.

No Estado do Paraná, também no Brasil, foi dada entrada em uma demanda contra essa mesma companhia, Arcos Dorados, na qual se reivindica o pagamento de 10 milhões de reais pela contratação de crianças/jovens menores de 18 anos para atividades que implicavam riscos à saúde. "Também podemos destacar casos de discriminação, como o comprovado há poucos meses pela justiça espanhola no McDonald's Estación, na cidade de Granada. A justiça condenou a companhia por ter imposto tarefas humilhantes a um de seus trabalhadores que havia realizado atividades sindicais em seu local de trabalho”, assinala a carta.

A repressão antissindical seria especialmente violenta na América Latina, "onde são incontáveis os sindicatos de trabalhadores varridos cotidianamente pelas gerências do McDonald's, porque a companhia descarta todos os seus empregados sindicalizados”.

As entidades sindicalistas repudiam a escolha do McDonald's como promotor oficial do Mundial Fifa Brasil 2014, bem como requer a exclusão da referida companhia dessa condição de destaque em virtude de suas práticas contrárias ao Código de Ética e aos diversos textos que regem a Federação.

 

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De acordo com o documento, o Ministério Público do Trabalho (MPT) do Estado de Pernambuco, no Brasil, conjuntamente com a Contratuh deram entrada em uma ação judicial em razão das práticas ilícitas da empresa em matéria de duração da jornada de trabalho, submissão dos trabalhadores, alimentação inadequada, descontos indevidos em seus salários, salários inferiores ao mínimo legal e - o mais grave de tudo - a recorrência ao trabalho infantil, entre outras práticas degradantes de exploração da mão de obra. Diante da ação judicial, a companhia Arcos Dorados Ltda., franqueada master da McDonald's na América Latina firmou um acordo com o MPT para pagar 7,5 milhões de reais por danos morais coletivos aos trabalhadores brasileiros.

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A repressão antissindical seria especialmente violenta na América Latina, "onde são incontáveis os sindicatos de trabalhadores varridos cotidianamente pelas gerências do McDonald's, porque a companhia descarta todos os seus empregados sindicalizados”.

As entidades sindicalistas repudiam a escolha do McDonald's como promotor oficial do Mundial Fifa Brasil 2014, bem como requer a exclusão da referida companhia dessa condição de destaque em virtude de suas práticas contrárias ao Código de Ética e aos diversos textos que regem a Federação.

 

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