Por Cristiane Sampaio |Brasil de Fato
Em ato político realizado nesta terça-feira (12) na Câmara dos Deputados, entidades da sociedade civil organizada provocaram deputados e senadores para a criação de uma Frente Parlamentar Mista em Defesa da Democracia e dos Direitos Humanos. Ao todo, o movimento pela formação do grupo reúne 47 organizações, incluindo entidades das áreas socioambiental, indígena, quilombola, jurídica, da comunicação social, entre outros.

Representantes de entidades da sociedade civil organizada durante ato político na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF) / Lula Marques/ PT na Câmara
Parlamentares
Integrantes de cinco partidos – PT, PSB, PCdoB, Rede e Psol – compareceram ao ato da sociedade civil, entre deputados e senadores. Ao todo, a mobilização das organizações envolvidas na manifestação alcançou cerca de 50 assinaturas de parlamentares interessados em participar do grupo.
Para a criação oficial de frentes mistas, que reúnem membros das duas casas legislativas, o regimento exige 198 nomes, que correspondem à soma de um terço dos integrantes do Congresso Nacional. Ao final do ato, as entidades entregaram à deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) um manifesto assinado pelas 47 organizações que pedem a criação da frente.
A ideia do movimento é seguir em campanha para atrair o apoio de outros parlamentares, inclusive membros de legendas que não estão no espectro do campo progressista. “Neste momento de perseguição política a quem luta, é fundamental que a gente se organize amplamente em defesa da democracia. Não se trata de esquerda e direita neste momento, e sim de garantir, inicialmente, os princípios constitucionais”, afirmou a psolista, após o recebimento da carta.
De acordo com o texto do manifesto, a criação da Frente serviria para fortalecer a resistência democrática e propor, no âmbito do parlamento, ações que possam contribuir para o aprimoramento do sistema de garantia de direitos.
Apesar do atual contexto ultraconservador, Talíria Petrone disse acreditar na possibilidade de avanços. “Acho que a gente tem uma dupla tarefa: por um lado, a resistência, pra não perder aquilo em que a gente já avançou, mas, paralelamente a isso, é preciso afirmar uma agenda que preveja mudanças estruturais. É difícil, mas acho que é uma resistência ativa”, finalizou.
As frentes parlamentares são grupos que reúnem integrantes do Poder Legislativo para discutir e fortalecer causas de interesse comum. Ao todo, o Congresso conta com cerca de 200 agremiações dessa natureza.
Edição: Mauro Ramos
Confira a carta das entidades ao parlamento: Carta_ao_Palarmento_-_CN_Final__2_
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Em ato político realizado nesta terça-feira (12) na Câmara dos Deputados, entidades da sociedade civil organizada provocaram deputados e senadores para a criação de uma Frente Parlamentar Mista em Defesa da Democracia e dos Direitos Humanos. Ao todo, o movimento pela formação do grupo reúne 47 organizações, incluindo entidades das áreas socioambiental, indígena, quilombola, jurídica, da comunicação social, entre outros.

Representantes de entidades da sociedade civil organizada durante ato político na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF) / Lula Marques/ PT na Câmara
Parlamentares
Integrantes de cinco partidos – PT, PSB, PCdoB, Rede e Psol – compareceram ao ato da sociedade civil, entre deputados e senadores. Ao todo, a mobilização das organizações envolvidas na manifestação alcançou cerca de 50 assinaturas de parlamentares interessados em participar do grupo.
Para a criação oficial de frentes mistas, que reúnem membros das duas casas legislativas, o regimento exige 198 nomes, que correspondem à soma de um terço dos integrantes do Congresso Nacional. Ao final do ato, as entidades entregaram à deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) um manifesto assinado pelas 47 organizações que pedem a criação da frente.
A ideia do movimento é seguir em campanha para atrair o apoio de outros parlamentares, inclusive membros de legendas que não estão no espectro do campo progressista. “Neste momento de perseguição política a quem luta, é fundamental que a gente se organize amplamente em defesa da democracia. Não se trata de esquerda e direita neste momento, e sim de garantir, inicialmente, os princípios constitucionais”, afirmou a psolista, após o recebimento da carta.
De acordo com o texto do manifesto, a criação da Frente serviria para fortalecer a resistência democrática e propor, no âmbito do parlamento, ações que possam contribuir para o aprimoramento do sistema de garantia de direitos.
Apesar do atual contexto ultraconservador, Talíria Petrone disse acreditar na possibilidade de avanços. “Acho que a gente tem uma dupla tarefa: por um lado, a resistência, pra não perder aquilo em que a gente já avançou, mas, paralelamente a isso, é preciso afirmar uma agenda que preveja mudanças estruturais. É difícil, mas acho que é uma resistência ativa”, finalizou.
As frentes parlamentares são grupos que reúnem integrantes do Poder Legislativo para discutir e fortalecer causas de interesse comum. Ao todo, o Congresso conta com cerca de 200 agremiações dessa natureza.
Edição: Mauro Ramos
Confira a carta das entidades ao parlamento: Carta_ao_Palarmento_-_CN_Final__2_
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