Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Encontro debate os rumos da economia brasileira e propõe alternativas à crise estrutural do capitalismo

  • 23 de julho de 2025

Reunindo intelectuais, economistas, jornalistas, militantes e representantes de movimentos sociais de diversas regiões do Brasil, o “Encontro de Economistas e Afins: refletindo sobre os rumos da economia brasileira” foi marcado por reflexões sobre o capitalismo contemporâneo, as crises múltiplas que o país atravessa e a urgência de alternativas políticas estruturais.

Com uma abordagem crítica e decolonial, o encontro destacou que o atual modelo econômico, centrado na financeirização e na dívida pública, agrava desigualdades e precariza ainda mais a vida da população.

O evento, realizado no Rio de Janeiro no último dia 12 de julho de 2025, foi promovido pela Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), que há 25 anos atua de forma promovendo reflexão e mobilização frente as dívidas pública, social, histórica e ecológica.

Grupo diverso de cerca de 30 pessoas reunidas sorrindo em uma sala decorada com bandeirolas coloridas, segurando duas bandeiras: uma da Rede Jubileu Sul Brasil, com o mapa do país estilizado e os dizeres 'A vida acima da dívida', e outra da Palestina, com faixas horizontais nas cores preta, branca e verde com um triângulo vermelho à esquerda. O ambiente é festivo, com chão quadriculado e clima de confraternização

Participantes do Encontro de Economistas e Afins, realizado no Sindsprev/RJ. Fotos: Flaviana Serafim

Capitalismo em crise permanente

O debate principal girou em torno da crise estrutural do capitalismo global, agravada por desigualdades, devastação ambiental e financeirização de todos os aspectos da vida.

Para as pessoas participantes, não se trata apenas de uma crise econômica passageira, mas o colapso de um modelo, cuja resposta da burguesia tem sido aprofundar a expropriação de direitos, a precarização do trabalho e a destruição dos serviços públicos. É o colapso estrutural de um paradigma que esgota a vida, destrói os territórios e promove desigualdade como regra.

Para Soraya Tupinambá, pesquisadora da Fiocruz e membro do Jubileu Sul Ceará, as implicações da economia sobre o meio ambiente ficam invisíveis, ao mesmo tempo que se aprofunda o extrativismo no Brasil, sobretudo a mineração.

“O que vemos é uma financeirização da natureza muito grande, a partir dessa nova frente de desenvolvimento chamado ‘capitalismo verde’, com a transição energética, créditos de carbono. Sem controle florestas são transformadas em ativos financeiros e mecanismos de crédito de carbono, sem nenhum controle social, expropriam territórios comprometendo modos de vida”, critica.

Também foram abordadas desde as novas formas de exploração via plataformas digitais, até o papel de fundos de investimento internacionais no controle do saneamento básico e outros serviços no Brasil.

Velhas receitas, novos pacotes: dívida pública domina o Estado pelo capital financeiro

O papel da dívida pública como elemento central de controle e dependência foi outro ponto recorrente nas falas. Para especialistas presentes, a dívida interna brasileira, que consome quase metade do orçamento público por meio do pagamento de juros e amortizações (R$ 950 bilhões em 2024), é uma das principais expressões da captura do Estado pelo capital financeiro nacional e internacional.

As exposições apontaram que o sistema financeiro global, por meio do sistema de endividamento público, fundos de investimento e bancos multilaterais exercem controle direto sobre as políticas econômicas e sociais dos países.

Por isso, uma das pautas também foi a atuação das instituições financeiras multilaterais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), promotoras de políticas de ajuste que esvaziam a soberania dos países e submetem seus orçamentos aos interesses do capital financeiro.

Um dos exemplos citados foi o relatório do Banco Mundial, entregue ao governo brasileiro em junho de 2025. O documento recomenda a revisão das regras da previdência, a redução de gastos com saúde e educação, e o avanço de parcerias público-privadas como solução para o investimento público, sob o pretexto de “sustentabilidade fiscal e ambiental”.

A discussão destacou ainda a atuação de fundos de investimento estrangeiros, como o BlackRock, e grupos financeiros nacionais, como o Itaú, que têm controle direto sobre setores essenciais como o saneamento básico, por meio de empresas como Aegea, BRK Ambiental e Grupo Equatorial.

“A lógica da dívida é usada como instrumento de dominação. O povo não deve: é credor de uma dívida histórica, social e ecológica que o Estado brasileiro ainda não pagou”, critica a economista e educadora popular Sandra Quintela, da Rede JSB.

Foto de um encontro em formato de roda, com cerca de 40 pessoas sentadas em cadeiras azuis dispostas em círculo, em um salão decorado com bandeirinhas coloridas de festa junina. No centro da roda estão estendidas no chão duas bandeiras: uma da Palestina e outra da Rede Jubileu Sul Brasil com o mapa do Brasil e a frase ‘A vida acima da dívida’. A maioria dos participantes está atenta, tomando notas ou ouvindo atentamente. O ambiente tem chão quadriculado azul e branco, quadros coloridos nas paredes e boa iluminação natural

Revolução ou barbárie: alternativas que nascem dos territórios

Ao mesmo tempo em que foi feita uma análise crítica do cenário político econômico atual, o encontro também teve como marca o compartilhamento de experiências de resistência, alternativas comunitárias, construção de outros caminhos e mundos possíveis.

Houve consenso de que a luta de classes está viva e que as lutas identitárias são parte constitutiva do embate, e não campos separados. A valorização da classe trabalhadora em toda sua diversidade – com raça, gênero, território – foi colocada como estratégia essencial para qualquer projeto de transformação.

“Ou a classe trabalhadora se organiza para superar o capitalismo, ou a barbárie será o nosso futuro", resumiu Denise Gentil, economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nesse sentido, para a administradora Deise Ferraz, professora da Universidade Federal de Minas Gerais, o encontro de especialista é relevante “para que possamos refletir sobre os elementos determinantes que a classe trabalhadora se organiza para enfrentar. Mas um enfrentamento que não seja apenas de reação, seja também para a transformação dessa condição que nos encontramos hoje”.

As falas também convergiram em torno de um diagnóstico: para enfrentar a catástrofe social, ambiental e econômica que se avizinha, é preciso ousar imaginar outras formas de organização política, econômica e cultural – sem cair nas falsas alternativas oferecidas pelas potências hegemônicas.

Diante do aprofundamento da crise, os participantes defenderam a urgência de pensar alternativas estruturais que rompam com o modelo atual. Para os movimentos sociais presentes, não se trata apenas de mudar a gestão da política econômica, mas de propor novos caminhos, baseados na soberania popular, na justiça social e ambiental e no enfrentamento do racismo, do patriarcado e da colonialidade.

Outra urgência é repensar a economia desde os territórios, desde as mulheres, os povos originários e comunidades periféricas, reconhecendo suas práticas como expressões de enfrentamento real ao sistema.

Na visão da pesquisadora Soraya Tupinambá, é preciso “repensar um novo projeto para o Brasil, que compatibilize desenvolvimento com conservação dos bens comuns, água, floresta e produção de alimentos, sobretudo diante das emergências climáticas que ameaçam a vida do planeta. É o encontro entre economia e meio ambiente para pensar um projeto de país em outras bases, em bases sustentáveis e que seja capaz de enfrentar a crise do clima”.

Entre os desafios nesse processo, está o de reaprender a sonhar e a construir a esperança não como ilusão, mas como organização concreta das possibilidades.

Para o economista Plínio de Arruda Sampaio Jr, “a esperança surge na adversidade. Ninguém fica pensando que há esperança se está tudo bem. A esperança surge na adversidade, da junção da luta com a crítica, na luta de resistência à barbárie”, ressalta.

Próximos passos

Na avaliação de participantes, o encontro cumpriu seu papel como um espaço de escuta, de convergências e divergências, de articulação e ousadia.

“A população preta faz parte de um projeto político de emancipação e de luta, e precisa estar em espaços como esse para pensar novos rumos para esse país”, pontua a economista Giselle Florentino, diretora executiva da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial.

Para Gilberto Maringoni, jornalista e professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC, “é fundamental fazer um encontro para discutir economia política porque economia são escolhas. E é decisivo fazer isso num momento em que há uma ofensiva Imperial contra o Brasil que suscita boa parte da população brasileira um sentimento nacionalista, de defesa do país”.

Segundo o jornalista, o governo Lula não é capaz de enfrentar o cenário articulando apenas com o empresariado. “O movimento popular é fundamental nessa história e esse encontro busca ajudar nesse ponto de somar num movimento nacionalista, mas principalmente partir de baixo, das reivindicações populares que não estão sendo plenamente atendidas”, completa.

O evento terminou com a formação de um grupo de trabalho para elaborar as discussões em um documento-síntese, a ser divulgado pelo Jubileu Sul. A expectativa é dar continuidade aos debates em outras atividades de forma virtual e, presencialmente, com um segundo encontro em data a ser definida

O encontro foi promovido no âmbito do projeto “Resistência e defesa dos direitos frente o sobre-endividamento e às mudanças climáticas”, para o planejamento das ações nos marcos da "Campanha de conscientização sobre dívida sociais", realizado pela Rede Jubileu Sul Brasil conforme o Termo de Fomento nº 962421/2024, firmado com o Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania, decorrente da Emenda Parlamentar nº 39840002, de autoria da Deputada Federal Fernanda Melchionna.

Por Flaviana Serafim - Jubileu Sul Brasil

Últimas notícias

Berta Cáceres: 10 anos após sua volta aos ancestrais, honramos sua vida e luta

Dez anos após Berta Cáceres se transformar em semente, honramos a vida e a luta de nossa irmã, ao lado de sua família, do Conselho…
Ler mais...

Câmara aprova acordo Mercosul–União Europeia; Jubileu Sul denuncia riscos socioambientais e cobra debate público

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, neste 25 de fevereiro, o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Apenas…
Ler mais...

Jubileu Sul Brasil inicia ações de projeto nacional de fortalecimento comunitário frente ao sobre-endividamento público

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) deu início, neste mês de fevereiro, às atividades do projeto "Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público"…
Ler mais...

Encontro debate os rumos da economia brasileira e propõe alternativas à crise estrutural do capitalismo

  • 23 de julho de 2025

Reunindo intelectuais, economistas, jornalistas, militantes e representantes de movimentos sociais de diversas regiões do Brasil, o “Encontro de Economistas e Afins: refletindo sobre os rumos da economia brasileira” foi marcado por reflexões sobre o capitalismo contemporâneo, as crises múltiplas que o país atravessa e a urgência de alternativas políticas estruturais.

Com uma abordagem crítica e decolonial, o encontro destacou que o atual modelo econômico, centrado na financeirização e na dívida pública, agrava desigualdades e precariza ainda mais a vida da população.

O evento, realizado no Rio de Janeiro no último dia 12 de julho de 2025, foi promovido pela Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), que há 25 anos atua de forma promovendo reflexão e mobilização frente as dívidas pública, social, histórica e ecológica.

Grupo diverso de cerca de 30 pessoas reunidas sorrindo em uma sala decorada com bandeirolas coloridas, segurando duas bandeiras: uma da Rede Jubileu Sul Brasil, com o mapa do país estilizado e os dizeres 'A vida acima da dívida', e outra da Palestina, com faixas horizontais nas cores preta, branca e verde com um triângulo vermelho à esquerda. O ambiente é festivo, com chão quadriculado e clima de confraternização

Participantes do Encontro de Economistas e Afins, realizado no Sindsprev/RJ. Fotos: Flaviana Serafim

Capitalismo em crise permanente

O debate principal girou em torno da crise estrutural do capitalismo global, agravada por desigualdades, devastação ambiental e financeirização de todos os aspectos da vida.

Para as pessoas participantes, não se trata apenas de uma crise econômica passageira, mas o colapso de um modelo, cuja resposta da burguesia tem sido aprofundar a expropriação de direitos, a precarização do trabalho e a destruição dos serviços públicos. É o colapso estrutural de um paradigma que esgota a vida, destrói os territórios e promove desigualdade como regra.

Para Soraya Tupinambá, pesquisadora da Fiocruz e membro do Jubileu Sul Ceará, as implicações da economia sobre o meio ambiente ficam invisíveis, ao mesmo tempo que se aprofunda o extrativismo no Brasil, sobretudo a mineração.

“O que vemos é uma financeirização da natureza muito grande, a partir dessa nova frente de desenvolvimento chamado ‘capitalismo verde’, com a transição energética, créditos de carbono. Sem controle florestas são transformadas em ativos financeiros e mecanismos de crédito de carbono, sem nenhum controle social, expropriam territórios comprometendo modos de vida”, critica.

Também foram abordadas desde as novas formas de exploração via plataformas digitais, até o papel de fundos de investimento internacionais no controle do saneamento básico e outros serviços no Brasil.

Velhas receitas, novos pacotes: dívida pública domina o Estado pelo capital financeiro

O papel da dívida pública como elemento central de controle e dependência foi outro ponto recorrente nas falas. Para especialistas presentes, a dívida interna brasileira, que consome quase metade do orçamento público por meio do pagamento de juros e amortizações (R$ 950 bilhões em 2024), é uma das principais expressões da captura do Estado pelo capital financeiro nacional e internacional.

As exposições apontaram que o sistema financeiro global, por meio do sistema de endividamento público, fundos de investimento e bancos multilaterais exercem controle direto sobre as políticas econômicas e sociais dos países.

Por isso, uma das pautas também foi a atuação das instituições financeiras multilaterais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), promotoras de políticas de ajuste que esvaziam a soberania dos países e submetem seus orçamentos aos interesses do capital financeiro.

Um dos exemplos citados foi o relatório do Banco Mundial, entregue ao governo brasileiro em junho de 2025. O documento recomenda a revisão das regras da previdência, a redução de gastos com saúde e educação, e o avanço de parcerias público-privadas como solução para o investimento público, sob o pretexto de “sustentabilidade fiscal e ambiental”.

A discussão destacou ainda a atuação de fundos de investimento estrangeiros, como o BlackRock, e grupos financeiros nacionais, como o Itaú, que têm controle direto sobre setores essenciais como o saneamento básico, por meio de empresas como Aegea, BRK Ambiental e Grupo Equatorial.

“A lógica da dívida é usada como instrumento de dominação. O povo não deve: é credor de uma dívida histórica, social e ecológica que o Estado brasileiro ainda não pagou”, critica a economista e educadora popular Sandra Quintela, da Rede JSB.

Foto de um encontro em formato de roda, com cerca de 40 pessoas sentadas em cadeiras azuis dispostas em círculo, em um salão decorado com bandeirinhas coloridas de festa junina. No centro da roda estão estendidas no chão duas bandeiras: uma da Palestina e outra da Rede Jubileu Sul Brasil com o mapa do Brasil e a frase ‘A vida acima da dívida’. A maioria dos participantes está atenta, tomando notas ou ouvindo atentamente. O ambiente tem chão quadriculado azul e branco, quadros coloridos nas paredes e boa iluminação natural

Revolução ou barbárie: alternativas que nascem dos territórios

Ao mesmo tempo em que foi feita uma análise crítica do cenário político econômico atual, o encontro também teve como marca o compartilhamento de experiências de resistência, alternativas comunitárias, construção de outros caminhos e mundos possíveis.

Houve consenso de que a luta de classes está viva e que as lutas identitárias são parte constitutiva do embate, e não campos separados. A valorização da classe trabalhadora em toda sua diversidade – com raça, gênero, território – foi colocada como estratégia essencial para qualquer projeto de transformação.

“Ou a classe trabalhadora se organiza para superar o capitalismo, ou a barbárie será o nosso futuro", resumiu Denise Gentil, economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nesse sentido, para a administradora Deise Ferraz, professora da Universidade Federal de Minas Gerais, o encontro de especialista é relevante “para que possamos refletir sobre os elementos determinantes que a classe trabalhadora se organiza para enfrentar. Mas um enfrentamento que não seja apenas de reação, seja também para a transformação dessa condição que nos encontramos hoje”.

As falas também convergiram em torno de um diagnóstico: para enfrentar a catástrofe social, ambiental e econômica que se avizinha, é preciso ousar imaginar outras formas de organização política, econômica e cultural – sem cair nas falsas alternativas oferecidas pelas potências hegemônicas.

Diante do aprofundamento da crise, os participantes defenderam a urgência de pensar alternativas estruturais que rompam com o modelo atual. Para os movimentos sociais presentes, não se trata apenas de mudar a gestão da política econômica, mas de propor novos caminhos, baseados na soberania popular, na justiça social e ambiental e no enfrentamento do racismo, do patriarcado e da colonialidade.

Outra urgência é repensar a economia desde os territórios, desde as mulheres, os povos originários e comunidades periféricas, reconhecendo suas práticas como expressões de enfrentamento real ao sistema.

Na visão da pesquisadora Soraya Tupinambá, é preciso “repensar um novo projeto para o Brasil, que compatibilize desenvolvimento com conservação dos bens comuns, água, floresta e produção de alimentos, sobretudo diante das emergências climáticas que ameaçam a vida do planeta. É o encontro entre economia e meio ambiente para pensar um projeto de país em outras bases, em bases sustentáveis e que seja capaz de enfrentar a crise do clima”.

Entre os desafios nesse processo, está o de reaprender a sonhar e a construir a esperança não como ilusão, mas como organização concreta das possibilidades.

Para o economista Plínio de Arruda Sampaio Jr, “a esperança surge na adversidade. Ninguém fica pensando que há esperança se está tudo bem. A esperança surge na adversidade, da junção da luta com a crítica, na luta de resistência à barbárie”, ressalta.

Próximos passos

Na avaliação de participantes, o encontro cumpriu seu papel como um espaço de escuta, de convergências e divergências, de articulação e ousadia.

“A população preta faz parte de um projeto político de emancipação e de luta, e precisa estar em espaços como esse para pensar novos rumos para esse país”, pontua a economista Giselle Florentino, diretora executiva da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial.

Para Gilberto Maringoni, jornalista e professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC, “é fundamental fazer um encontro para discutir economia política porque economia são escolhas. E é decisivo fazer isso num momento em que há uma ofensiva Imperial contra o Brasil que suscita boa parte da população brasileira um sentimento nacionalista, de defesa do país”.

Segundo o jornalista, o governo Lula não é capaz de enfrentar o cenário articulando apenas com o empresariado. “O movimento popular é fundamental nessa história e esse encontro busca ajudar nesse ponto de somar num movimento nacionalista, mas principalmente partir de baixo, das reivindicações populares que não estão sendo plenamente atendidas”, completa.

O evento terminou com a formação de um grupo de trabalho para elaborar as discussões em um documento-síntese, a ser divulgado pelo Jubileu Sul. A expectativa é dar continuidade aos debates em outras atividades de forma virtual e, presencialmente, com um segundo encontro em data a ser definida

O encontro foi promovido no âmbito do projeto “Resistência e defesa dos direitos frente o sobre-endividamento e às mudanças climáticas”, para o planejamento das ações nos marcos da "Campanha de conscientização sobre dívida sociais", realizado pela Rede Jubileu Sul Brasil conforme o Termo de Fomento nº 962421/2024, firmado com o Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania, decorrente da Emenda Parlamentar nº 39840002, de autoria da Deputada Federal Fernanda Melchionna.

Por Flaviana Serafim - Jubileu Sul Brasil

Últimas notícias

Berta Cáceres: 10 anos após sua volta aos ancestrais, honramos sua vida e luta

Dez anos após Berta Cáceres se transformar em semente, honramos a vida e a luta de nossa irmã, ao lado de sua família, do Conselho…
Ler mais...

Câmara aprova acordo Mercosul–União Europeia; Jubileu Sul denuncia riscos socioambientais e cobra debate público

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, neste 25 de fevereiro, o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Apenas…
Ler mais...

Jubileu Sul Brasil inicia ações de projeto nacional de fortalecimento comunitário frente ao sobre-endividamento público

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) deu início, neste mês de fevereiro, às atividades do projeto "Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público"…
Ler mais...