O Encontro Nacional de Mulheres da Cáritas Brasileira foi realizado entre os dias 23 e 25 de julho, com o objetivo de agregar aspectos para a finalização da construção da política nacional de gênero da rede Cáritas. A atividade contou com a participação de cerca de 65 mulheres, entre elas: liderança indígena de referência, representantes do governo do estado, especialista em estudos sobre a comunidade LGBTQIAPN+, representantes dos regionais e do secretariado nacional da Cáritas Brasileira.
A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) participou do encontro, representada pela economista e educadora popular Sandra Quintela, da coordenação do JSB.
A Política Nacional de Gênero têm sido construída junto à Comissão Nacional de Mulheres da rede Cáritas, abordando temáticas como equidade de gênero, igualdade salarial entre homens e mulheres, entre outros assuntos importantes que fortalecem a promoção de equidade de gênero, envolvendo também os direitos de pessoas LGBTQIAPN+.

A atividade foi realizada com o objetivo de construir a política nacional de gênero da rede Cáritas
“A construção da política de gênero da Cáritas Brasileira é a materialização de muitos encontros, muitas reflexões, partilhas de vida das mulheres que atuam dentro da Cáritas e das mulheres com quem trabalhamos nos grupos, comunidades e na sociedade. A política é um direcionamento para que a Cáritas Brasileira afirme o seu compromisso em combater as desigualdades entre homens e mulheres e promover a equidade de oportunidades. É necessário combater as desigualdades e promover a equidade”, disse Valquíria Lima, diretora-executiva da Cáritas Brasileira.
Antes do encontro nacional, foram mobilizadas etapas preparatórias virtuais de cada inter regional, a fim de agregar ideias e conteúdos relevantes à política que será lançada pela rede Cáritas.
As políticas institucionais da rede se traduzem em diretrizes gerais, fundadas em valores e princípios, que definem objetivos e orientam um conjunto de ações articuladas. Para a Cáritas Brasileira a construção de uma Política Nacional se dá através de um esforço coletivo, democrático e participativo, que orienta a rede sobre um tema específico, fundamentado em valores e princípios éticos à luz do ensino social da Igreja, devidamente vinculado à missão institucional.
“Participar de um encontro nacional de mulheres da rede Cáritas é um marco importante não só para a minha vida enquanto mulher negra, de periferia, mas sobretudo para uma rede constituída na sua maioria de mulheres que fazem o seu enfrentamento todos os dias”, disse Josilene Passos, assessora da Cáritas Brasileira Regional Nordeste 3.
Durante o encontro foram apresentados temas que fortalecem a luta por equidade de gênero, como: análise de cenário do contexto das crises climáticas na perspectiva de gênero, feminismos que são inspirações para a construção da política, diversidade e luta da comunidade LGBTQIAPN+, equidade de gênero a partir do ensino social da igreja e da pedagogia de Jesus, além de momentos de trabalhos em grupos, com o compromisso de agregar na Política Nacional de Gênero da rede.

Josilene Passos (à esquerda), Sandra Quintela e Raimunda Oliveira no encontro em Salvador.
Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
“A pele negra é a mais barata no mercado. E a indígena nem é vendida. Porque, por muito tempo, fomos inexistentes”, disse Nádia Akuã Tupinambá, líder indígena que compôs o painel Feminismos: Fontes de Inspiração para a Política de Gênero da Cáritas Brasileira.
Em julho, celebra-se o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, um momento muito importante e significativo diante da sociedade, que é comemorado no dia 25 deste mês.
Neste dia homenageia-se as mulheres negras latino-americanas e caribenhas, e representa a luta contra o racismo e as culturas machistas que as mulheres de todo o mundo sofrem.
De acordo com a pesquisa nacional de violência contra a mulher negra, realizada pelo DataSenado e pela Nexus - Pesquisa e inteligência de dados -, cerca de 53% das mulheres negras brasileiras que sofreram algum tipo de violência doméstica foram vítimas ainda na juventude, antes mesmo dos 25 anos de idade.

Marcha do Julho das Pretas
O 1º Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas aconteceu no dia 25 de julho de 1992, em Santo Domingo, capital da República Dominicana. Neste encontro foram reunidas mais de 300 representantes de 32 países, no qual foram denunciados vários problemas sofridos por mulheres negras. Deste evento nasceu a Rede de Mulheres Afro latino-americanas e Afro-caribenhas, que conquistaram junto à ONU o reconhecimento da data de 25 de julho como um dia internacional para celebrar as mulheres negras latino americanas e caribenhas.
No âmbito brasileiro, no dia 25 de julho também se consolidou o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, homenageando Tereza de Benguela, líder quilombola que é símbolo de resistência e luta das mulheres negras. A implementação desta data se deu através da Lei 12.987/2014.
Redação e imagens - Cáritas Brasileira, com edição do Jubileu Sul Brasil
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O Encontro Nacional de Mulheres da Cáritas Brasileira foi realizado entre os dias 23 e 25 de julho, com o objetivo de agregar aspectos para a finalização da construção da política nacional de gênero da rede Cáritas. A atividade contou com a participação de cerca de 65 mulheres, entre elas: liderança indígena de referência, representantes do governo do estado, especialista em estudos sobre a comunidade LGBTQIAPN+, representantes dos regionais e do secretariado nacional da Cáritas Brasileira.
A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) participou do encontro, representada pela economista e educadora popular Sandra Quintela, da coordenação do JSB.
A Política Nacional de Gênero têm sido construída junto à Comissão Nacional de Mulheres da rede Cáritas, abordando temáticas como equidade de gênero, igualdade salarial entre homens e mulheres, entre outros assuntos importantes que fortalecem a promoção de equidade de gênero, envolvendo também os direitos de pessoas LGBTQIAPN+.

A atividade foi realizada com o objetivo de construir a política nacional de gênero da rede Cáritas
“A construção da política de gênero da Cáritas Brasileira é a materialização de muitos encontros, muitas reflexões, partilhas de vida das mulheres que atuam dentro da Cáritas e das mulheres com quem trabalhamos nos grupos, comunidades e na sociedade. A política é um direcionamento para que a Cáritas Brasileira afirme o seu compromisso em combater as desigualdades entre homens e mulheres e promover a equidade de oportunidades. É necessário combater as desigualdades e promover a equidade”, disse Valquíria Lima, diretora-executiva da Cáritas Brasileira.
Antes do encontro nacional, foram mobilizadas etapas preparatórias virtuais de cada inter regional, a fim de agregar ideias e conteúdos relevantes à política que será lançada pela rede Cáritas.
As políticas institucionais da rede se traduzem em diretrizes gerais, fundadas em valores e princípios, que definem objetivos e orientam um conjunto de ações articuladas. Para a Cáritas Brasileira a construção de uma Política Nacional se dá através de um esforço coletivo, democrático e participativo, que orienta a rede sobre um tema específico, fundamentado em valores e princípios éticos à luz do ensino social da Igreja, devidamente vinculado à missão institucional.
“Participar de um encontro nacional de mulheres da rede Cáritas é um marco importante não só para a minha vida enquanto mulher negra, de periferia, mas sobretudo para uma rede constituída na sua maioria de mulheres que fazem o seu enfrentamento todos os dias”, disse Josilene Passos, assessora da Cáritas Brasileira Regional Nordeste 3.
Durante o encontro foram apresentados temas que fortalecem a luta por equidade de gênero, como: análise de cenário do contexto das crises climáticas na perspectiva de gênero, feminismos que são inspirações para a construção da política, diversidade e luta da comunidade LGBTQIAPN+, equidade de gênero a partir do ensino social da igreja e da pedagogia de Jesus, além de momentos de trabalhos em grupos, com o compromisso de agregar na Política Nacional de Gênero da rede.

Josilene Passos (à esquerda), Sandra Quintela e Raimunda Oliveira no encontro em Salvador.
Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
“A pele negra é a mais barata no mercado. E a indígena nem é vendida. Porque, por muito tempo, fomos inexistentes”, disse Nádia Akuã Tupinambá, líder indígena que compôs o painel Feminismos: Fontes de Inspiração para a Política de Gênero da Cáritas Brasileira.
Em julho, celebra-se o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, um momento muito importante e significativo diante da sociedade, que é comemorado no dia 25 deste mês.
Neste dia homenageia-se as mulheres negras latino-americanas e caribenhas, e representa a luta contra o racismo e as culturas machistas que as mulheres de todo o mundo sofrem.
De acordo com a pesquisa nacional de violência contra a mulher negra, realizada pelo DataSenado e pela Nexus - Pesquisa e inteligência de dados -, cerca de 53% das mulheres negras brasileiras que sofreram algum tipo de violência doméstica foram vítimas ainda na juventude, antes mesmo dos 25 anos de idade.

Marcha do Julho das Pretas
O 1º Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas aconteceu no dia 25 de julho de 1992, em Santo Domingo, capital da República Dominicana. Neste encontro foram reunidas mais de 300 representantes de 32 países, no qual foram denunciados vários problemas sofridos por mulheres negras. Deste evento nasceu a Rede de Mulheres Afro latino-americanas e Afro-caribenhas, que conquistaram junto à ONU o reconhecimento da data de 25 de julho como um dia internacional para celebrar as mulheres negras latino americanas e caribenhas.
No âmbito brasileiro, no dia 25 de julho também se consolidou o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, homenageando Tereza de Benguela, líder quilombola que é símbolo de resistência e luta das mulheres negras. A implementação desta data se deu através da Lei 12.987/2014.
Redação e imagens - Cáritas Brasileira, com edição do Jubileu Sul Brasil
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