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Encontro de Articuladores/as do Grito:'De muito usada, a faca já não corta!'

  • 31 de maio de 2025

Evento reúne representantes de todas as regiões do Brasil para renovar o compromisso com defesa da vida e da democracia

Escrito por Ana Valim – Comunicação Grito dos Excluídos/a

Com a participação de representantes de estados das cinco regiões do Brasil, acontece de 30/01 a 1º de junho, em São Paulo, o 23º Encontro Nacional de Articuladores e Articuladoras do Grito dos Excluídos e Excluídas. Em sua 31ª edição o Grito tem por tema e lema “Vida em Primeiro Lugar!” “Cuidar da Casa Comum da Democracia é luta de todo dia”.

Na mística de abertura, os participantes, com velas acesas, denunciaram injustiças e expressaram sonhos coletivos.
“Deixa-me acender cem vezes, mil vezes, um milhão de vezes de esperança que ventos perversos e fortes teimam em apagar. Que grande e bela profissão: acendedor de esperança” (Dom Helder Câmara).

Foto da reunião de articuladores e articuladoras do Grito dos Excluídos. Estão em pé, em círculo e de mãos dadas. Ao centro, no chão, diversas bandeiras de entidades.
Encontro de articuladores e articuladores na capital paulista. Foto: Alderon Costa

Para contribuir na análise de conjuntura, o encontro contou com a assessoria do educador popular, Anderson Pedrini, do CEPIS-Instituto Sedes Sapientae, que destacou cinco pontos centrais que marcam o contexto mundial e brasileiro e os desafios que impõem aos lutadores e lutadoras, aos movimentos e à toda esquerda.

O primeiro: entender a guerra para enfrentar as batalhas, referindo-se aos vários conflitos que se desenvolvem no mundo e principalmente à corrida tecnológica que se dá entre os Estados Unidos e China, sobretudo na última década, que impacta também na vida dos brasileiros. O segundo ponto: o capitalismo, que explora a força do trabalho e recursos naturais, se remodela mundialmente gerando crises social, econômica, ambiental, em um processo de humanização das coisas e coisificação das pessoas. Contraditoriamente, em meio dessa crise, aumenta o número de trilionários.


“Nos últimos dez anos, vivemos um ciclo de derrotas no Brasil, com o golpe contra o governo de Dilma Rousseff, o seu impeachment em 2016, a eleição de Bolsonaro, em 2018, a prisão de Lula. Período também das reformas estabelecidas pelo governo Temer – trabalhistas, da Previdência, Terceirizações”, ressaltou Pedrini.

O terceiro ponto: Correlação de forças. A burguesia tem espaço estratégico tanto na direita como na esquerda. A direita tem um projeto político, com função, objetivo, estratégias e metodologias, que se amplia como um fenômeno mundial. A esquerda não tem projeto.

Em um quarto ponto, Pedrini acenou para um novo momento, um novo movimento. Citando a música de Chico Buarque “De muito usada, a faca já não corta”, lembrou que temos que amolar, nos reinventar, recuperar o espaço, se reconstruir, a médio e longo prazo.

Diante desse cenário, como último ponto de sua análise, Pedrini ressalta os desafios a serem enfrentados pelos lutadores e lutadoras, a começar pela necessidade de escutar quais são as demandas, as ansiedades e angústias das pessoas. De ser fermento na massa, inserir-se por meio do trabalho de base. “É tempo de preparar o salto, num recuo organizado para o meio do povo. Tempo de unidade entre as forças. O Grito é uma impulsão nesse sentido”, concluiu.

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Foto da reunião de articuladores e articuladoras do Grito dos Excluídos. Estão em pé, em círculo e de mãos dadas. Ao centro, no chão, diversas bandeiras de entidades.
Encontro de articuladores e articuladores na capital paulista. Foto: Alderon Costa

Para contribuir na análise de conjuntura, o encontro contou com a assessoria do educador popular, Anderson Pedrini, do CEPIS-Instituto Sedes Sapientae, que destacou cinco pontos centrais que marcam o contexto mundial e brasileiro e os desafios que impõem aos lutadores e lutadoras, aos movimentos e à toda esquerda.

O primeiro: entender a guerra para enfrentar as batalhas, referindo-se aos vários conflitos que se desenvolvem no mundo e principalmente à corrida tecnológica que se dá entre os Estados Unidos e China, sobretudo na última década, que impacta também na vida dos brasileiros. O segundo ponto: o capitalismo, que explora a força do trabalho e recursos naturais, se remodela mundialmente gerando crises social, econômica, ambiental, em um processo de humanização das coisas e coisificação das pessoas. Contraditoriamente, em meio dessa crise, aumenta o número de trilionários.


“Nos últimos dez anos, vivemos um ciclo de derrotas no Brasil, com o golpe contra o governo de Dilma Rousseff, o seu impeachment em 2016, a eleição de Bolsonaro, em 2018, a prisão de Lula. Período também das reformas estabelecidas pelo governo Temer – trabalhistas, da Previdência, Terceirizações”, ressaltou Pedrini.

O terceiro ponto: Correlação de forças. A burguesia tem espaço estratégico tanto na direita como na esquerda. A direita tem um projeto político, com função, objetivo, estratégias e metodologias, que se amplia como um fenômeno mundial. A esquerda não tem projeto.

Em um quarto ponto, Pedrini acenou para um novo momento, um novo movimento. Citando a música de Chico Buarque “De muito usada, a faca já não corta”, lembrou que temos que amolar, nos reinventar, recuperar o espaço, se reconstruir, a médio e longo prazo.

Diante desse cenário, como último ponto de sua análise, Pedrini ressalta os desafios a serem enfrentados pelos lutadores e lutadoras, a começar pela necessidade de escutar quais são as demandas, as ansiedades e angústias das pessoas. De ser fermento na massa, inserir-se por meio do trabalho de base. “É tempo de preparar o salto, num recuo organizado para o meio do povo. Tempo de unidade entre as forças. O Grito é uma impulsão nesse sentido”, concluiu.

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