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Encíclica “Laudato Si” representa uma radical e bem-vinda visão e prática ecológica

  • 1 de julho de 2015

Desde que foi lançada em 18 de junho, a mais recente encíclica do Papa Francisco, a “Laudato Si” (Louvado seja), sobre o cuidado da casa comum, vem gerando novas e positivas perspectivas no que diz respeito às questões da ecologia. Texto contundente e de conteúdo radical, menciona os exploradores de bens comuns e recursos naturais; fala do acesso dos mais ricos em detrimento dos mais pobres; chama por uma “ecologia integral”.
Considerado um dos mais importantes documentos do Vaticano nos tempos atuais, o Papa propõe reflexão à crise ecológica e humana, levando em consideração eixos temáticos que norteiam o texto. São eles: a relação entre os pobres e a fragilidade do planeta; a convicção de que no mundo tudo está interligado; a crítica ao paradigma e às formas de poder que derivam da tecnologia; o convite a buscar outras maneiras de compreender a economia e o progresso; o valor próprio de cada criatura;o sentido humano da ecologia; a necessidade de debates sinceros e honestos; a grave responsabilidade da política internacional e local; a cultura do descarte; e a proposta de um novo estilo de vida.
O documento se constrói ao mesmo tempo com leveza e com ferocidade tecendo críticas aos modelos de desenvolvimento, às consequências graves geradas pelo consumo desregrado e qual o papel de cada pessoa, de cada ser humano em todo esse contexto.
A rede Jubileu Sul Brasil destaca, aqui, alguns pontos do documento que, com certeza, já está redefinindo discussões urgentes e apontando debates num caminho mais global, que compreenda definitivamente a integração entres seres humanos e natureza, enfatizando a lógica política e econômica que movimenta essas bases.
Atitudes
“Se nos aproximarmos da natureza e do meio ambiente sem esta abertura para a admiração e o encanto, se deixarmos de falar a língua da fraternidade e da beleza na nossa relação com o mundo, então as nossas atitudes serão as do dominador, do consumidor ou de um mero explorador dos recursos naturais, incapaz de pôr um limite aos seus interesses imediatos. Pelo contrário, se nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe, então brotarão de modo espontâneo a sobriedade e a solicitude”
Justiça Social
“Hoje não podemos deixar de reconhecer que uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna um a abordagem social, que deve integrar a justiça nos debates sobre o meio ambiente, para ouvir tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres”
Tecnologias
“[...] bem orientada, pode produzir coisas realmente valiosas para melhorar a qualidade de vida do ser humano” (103). As conquistas que ela permitiu “nos dão um poder tremendo” (n. 104), mas é preciso perguntar-se: “nas mãos de quem está e pode chegar a estar tanto poder? É tremendamente arriscado que resida numa pequena parte da humanidade”
Limites e Ecossistemas
“[...] Não dispomos ainda da cultura necessária para enfrentar esta crise e há necessidade de construir lideranças que tracem caminhos [...]. Torna-se indispensável criar um sistema normativo que inclua limites invioláveis e assegure a proteção dos ecossistemas, antes que as novas formas de poder derivadas do paradigma tecno-econômico acabem por arrasar não só com a política, mas também com a liberdade e a justiça”
Leia a Encíclica Laudato Si

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Considerado um dos mais importantes documentos do Vaticano nos tempos atuais, o Papa propõe reflexão à crise ecológica e humana, levando em consideração eixos temáticos que norteiam o texto. São eles: a relação entre os pobres e a fragilidade do planeta; a convicção de que no mundo tudo está interligado; a crítica ao paradigma e às formas de poder que derivam da tecnologia; o convite a buscar outras maneiras de compreender a economia e o progresso; o valor próprio de cada criatura;o sentido humano da ecologia; a necessidade de debates sinceros e honestos; a grave responsabilidade da política internacional e local; a cultura do descarte; e a proposta de um novo estilo de vida.
O documento se constrói ao mesmo tempo com leveza e com ferocidade tecendo críticas aos modelos de desenvolvimento, às consequências graves geradas pelo consumo desregrado e qual o papel de cada pessoa, de cada ser humano em todo esse contexto.
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Atitudes
“Se nos aproximarmos da natureza e do meio ambiente sem esta abertura para a admiração e o encanto, se deixarmos de falar a língua da fraternidade e da beleza na nossa relação com o mundo, então as nossas atitudes serão as do dominador, do consumidor ou de um mero explorador dos recursos naturais, incapaz de pôr um limite aos seus interesses imediatos. Pelo contrário, se nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe, então brotarão de modo espontâneo a sobriedade e a solicitude”
Justiça Social
“Hoje não podemos deixar de reconhecer que uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna um a abordagem social, que deve integrar a justiça nos debates sobre o meio ambiente, para ouvir tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres”
Tecnologias
“[...] bem orientada, pode produzir coisas realmente valiosas para melhorar a qualidade de vida do ser humano” (103). As conquistas que ela permitiu “nos dão um poder tremendo” (n. 104), mas é preciso perguntar-se: “nas mãos de quem está e pode chegar a estar tanto poder? É tremendamente arriscado que resida numa pequena parte da humanidade”
Limites e Ecossistemas
“[...] Não dispomos ainda da cultura necessária para enfrentar esta crise e há necessidade de construir lideranças que tracem caminhos [...]. Torna-se indispensável criar um sistema normativo que inclua limites invioláveis e assegure a proteção dos ecossistemas, antes que as novas formas de poder derivadas do paradigma tecno-econômico acabem por arrasar não só com a política, mas também com a liberdade e a justiça”
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