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É momento de propor uma unidade progressista para América-latina e Caribe, diz vice-presidenta da Colômbia 

  • 23 de fevereiro de 2024

Francia Marquez participou da Jornada Latino-americana e Caribenha de Integração dos Povos, que reuniu cerca de 4 mil militantes, de mais de 20 países, em Foz do Iguaçu. 

A vice-presidenta colombiana Francia Márques. Foto: Julana Barbosa/MST-PR

Por Guilherme Araki

A Jornada Latino-americana e Caribenha de Integração dos Povos recebeu a vice-presidente da Colômbia, Francia Marquez, na manhã desta sexta (23). A liderança política apresentou uma análise da conjuntura atual do continente, e apontou a unidade como elemento central: “Esse é o momento da América Latina e Caribe propor uma unidade progressista, para propor saídas para acabar com as desigualdades e com as inseguranças que vivem nossa gente. Devemos nos unir de maneiras distintas para nos articular e poder enfrentar essas crises”. 

A vice-presidente alertou para a importância da construção de um projeto que elimine o racismo e o machismo, combatendo também as mudanças climáticas e as desigualdades para alcançar a dignidade para todos os povos. Sobre o caminho para o projeto de integração, enfatizou: “Nossa união regional deve emergir do coração do povo”. 

Foto: Janelson Ferreira / MST

Marquez participou se pronunciou durante uma conferência, ao lado de Roberto Baggio, membro da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da organização da Jornada, Irene de León, da Rede de Intelectuais em Defesa da Humanidade (RedH), e Juan Grabois, da Frente Pátria Grande (FPG/Argentina).  

“Hoje é uma espécie de aquecimento, para nos prepararmos para andar passo a passo a longo prazo”, afirmou Baggio, se referindo à Jornada. O dirigente do MST apontou oito desafios para a esquerda nos próximos anos: retomar o trabalho de base permanente, tomar iniciativas nacionais de empoderamento produtivo popular, trabalhar uma perspectiva de ter a soberania alimentar, cuidar da natureza e da terra, massificar o processo de formação política, construir um conjunto de instrumentos para disputar a batalha das ideias, cultivar a solidariedade e o internacionalismo de classe e seguir combatendo e lutando contra as guerras, contra a presença bélica militar no continente.

Roberto Baggio, do MST. Foto: Juliana Barbosa / MST-PR

Juan Grabois, da Frente Pátria Grande, falou sobre os ataques aos direitos dos trabalhadores na Argentina e alertou para a necessidade de atenção em todo o continente. “Milei está realizando na Argentina um laboratório do que pode acontecer no resto da América Latina se os governos populares não cumprirem com suas funções”, afirmou. 

Juan Grabois, da Frente Pátria Grande. Foto: Claudia Castro Pueblo Unido/La Patriada

Como saída, o dirigente apontou para a unidade e internacionalismo. “Há uma guerra econômica sobre os povos latinos, se não houver uma união monetária, não vamos avançar”, completou. 

“Não há nenhum elemento mais potente que uma América Latina e um Caribe unidos, com autossuficiência e autonomia. Temos tudo para construir a soberania energética, tudo para construir uma soberania alimentar”, finalizou Irene de León da RedH.

Irene de León da RedH. Foto: Claudia Castro Pueblo Unido /La Patriada

A jornada continua com atividades até a noite desta sexta-feira (23), reunindo representantes de sindicatos, movimentos populares e organizações políticas de 25 países em Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

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Foto: Janelson Ferreira / MST

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Roberto Baggio, do MST. Foto: Juliana Barbosa / MST-PR

Juan Grabois, da Frente Pátria Grande, falou sobre os ataques aos direitos dos trabalhadores na Argentina e alertou para a necessidade de atenção em todo o continente. “Milei está realizando na Argentina um laboratório do que pode acontecer no resto da América Latina se os governos populares não cumprirem com suas funções”, afirmou. 

Juan Grabois, da Frente Pátria Grande. Foto: Claudia Castro Pueblo Unido/La Patriada

Como saída, o dirigente apontou para a unidade e internacionalismo. “Há uma guerra econômica sobre os povos latinos, se não houver uma união monetária, não vamos avançar”, completou. 

“Não há nenhum elemento mais potente que uma América Latina e um Caribe unidos, com autossuficiência e autonomia. Temos tudo para construir a soberania energética, tudo para construir uma soberania alimentar”, finalizou Irene de León da RedH.

Irene de León da RedH. Foto: Claudia Castro Pueblo Unido /La Patriada

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