Nós, integrantes do Comitê Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, reunidas em Genegra, Suíça, de 23 a 29 de maio de 2015, tivemos a oportunidade de conhecer os esforços organizativos e de alternativas comunitárias que nossas companheiras da Marcha Mundial da Suíça estão construindo, assim como ouvir as experiências de nossas companheiras jovens integrantes da caravana feminista que estão atravessando a Europa.
Tivemos a oportunidade de compartilhar experiências, reflexões e conhecer os problemas que enfrentam as mulheres migrantes, a discriminação, o estigma, os efeitos das políticas de austeridade e a crescente militarização e presença armada que geram violência na vida dos povos e das mulheres de norte a sul.
Juntas constatamos a presença agressiva de militares, ataques terroristas de grupos de extremismo religioso e a voracidade de companhias transnacionais que roubam e desalojam os povos de seus territórios, controlando-os, exercendo violência sexual, engravidando mulheres forçadamente, disseminando doenças e a contaminação dos bens naturais dos povos originários no mundo todo. A isso se somam as consequências das alterações climáticas e as políticas estatais que provocam extrema pobreza, destróem serviços públicos, geram desemprego, falta de moradia que resulta em uma crescente migração e tráfico de pessoas, sobreexploração e morte. Todos estes problemas são resultado do sistema patriarcal, capitalista e neocolonial que continua usando as mulheres, os povos e a natureza como objetos e mercadorias para a exploração e geração de sua riqueza, que cria a aprofunda a desigualdade entre países e também entre regiões do mesmo país.
Neste contexto, celebramos que em 30 países do mundo, do Sul ao Norte, durante o 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, e o 24 de abril, dia da ação “24h de solidariedade feminista”, denunciamos as empresas transnacionais, nos solidarizamos com as vítimas e demandamos justiça e reparação para as mulheres de Rana Plaza, Bangladesh, e para todas as trabalhadoras do mundo.
Saudamos a resistência e organização de comunidades, povos originários e movimentos sociais que estão provocando transformação políticas progressistas em alguns países do mundo, onde as mulheres têm cumprido um importante papel para a esperança dos povos.
Fazemos um chamado para continuarmos nos organizando e participando na 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, para avançarmos na construção de alternativas para a vida dos povos e das mulheres.
Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!
Comitê Internacional da Marcha Mundial das Mulheres
Genebra, 28 de maio de 2015
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Nós, integrantes do Comitê Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, reunidas em Genegra, Suíça, de 23 a 29 de maio de 2015, tivemos a oportunidade de conhecer os esforços organizativos e de alternativas comunitárias que nossas companheiras da Marcha Mundial da Suíça estão construindo, assim como ouvir as experiências de nossas companheiras jovens integrantes da caravana feminista que estão atravessando a Europa.
Tivemos a oportunidade de compartilhar experiências, reflexões e conhecer os problemas que enfrentam as mulheres migrantes, a discriminação, o estigma, os efeitos das políticas de austeridade e a crescente militarização e presença armada que geram violência na vida dos povos e das mulheres de norte a sul.
Juntas constatamos a presença agressiva de militares, ataques terroristas de grupos de extremismo religioso e a voracidade de companhias transnacionais que roubam e desalojam os povos de seus territórios, controlando-os, exercendo violência sexual, engravidando mulheres forçadamente, disseminando doenças e a contaminação dos bens naturais dos povos originários no mundo todo. A isso se somam as consequências das alterações climáticas e as políticas estatais que provocam extrema pobreza, destróem serviços públicos, geram desemprego, falta de moradia que resulta em uma crescente migração e tráfico de pessoas, sobreexploração e morte. Todos estes problemas são resultado do sistema patriarcal, capitalista e neocolonial que continua usando as mulheres, os povos e a natureza como objetos e mercadorias para a exploração e geração de sua riqueza, que cria a aprofunda a desigualdade entre países e também entre regiões do mesmo país.
Neste contexto, celebramos que em 30 países do mundo, do Sul ao Norte, durante o 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, e o 24 de abril, dia da ação “24h de solidariedade feminista”, denunciamos as empresas transnacionais, nos solidarizamos com as vítimas e demandamos justiça e reparação para as mulheres de Rana Plaza, Bangladesh, e para todas as trabalhadoras do mundo.
Saudamos a resistência e organização de comunidades, povos originários e movimentos sociais que estão provocando transformação políticas progressistas em alguns países do mundo, onde as mulheres têm cumprido um importante papel para a esperança dos povos.
Fazemos um chamado para continuarmos nos organizando e participando na 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, para avançarmos na construção de alternativas para a vida dos povos e das mulheres.
Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!
Comitê Internacional da Marcha Mundial das Mulheres
Genebra, 28 de maio de 2015
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