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Cúpula dos Povos busca saídas ao atual sistema que caminha para a catástrofe ambiental

  • 3 de dezembro de 2019

A Cúpula dos Povos 2019 começou no dia 2 e segue até dia 7, na Escola de Artes e Ofícios da Universidade de Santiago do Chile (USACH)

A programação da Cúpula segue até sábado, 7, na Universidade de Santiago do Chile | Foto Francisco Vladimir

Por Comunicação | Rede Jubileu Sul Américas

Realizada desde 2005, a Cúpula dos Povos reúne cerca de 40 organizações e articulações sociais de vários territórios e setores do mundo para compartilhar experiências e promover soluções alternativas ao sistema atual que caminha para a catástrofe socioambiental. Este é o objetivo da Cúpula dos Povos que segue até sábado, 7, no Chile.

A Rede Jubileu Sul Américas participa da Cúpula e é representada por Lourdes Contreras, da Marcha Mundial de Mulheres macro Norte Peru, e Francisco Vladimir, articulador do Cone Sul da rede. "Entendemos que as soluções virão somente se conquistarmos a justiça a partir dos territórios e com eles. As soluções reais estão nas mãos dos povos", pronunciou-se em nota a rede latinoamericana e caribenha.

Entre os objetivos da Cúpula estão sensibilizar sobre os impactos do neoliberalismo e da mudança climática na vida das pessoas e do ecossistema, dando visibilidade às lutas territoriais, aos conflitos socioambientais e à criminalização dos lutadores em nível nacional e mundial.

A Cúpula também quer denunciar a promoção de soluções falsas que aprofundam a crise social e ambiental global e ignoram as demandas da sociedade civil que proclama enfrentar as mudanças climáticas de acordo com a gravidade da crise, com rigor científico e a favor da justiça climática. Busca também rechaçar as políticas nacionais e internacionais que retiram do povo de seus direitos sociais e ambientais, através de ameaças, assassinatos, bloqueios, intervenções militares ou outras medidas como forma de impor uma ordem neoliberal.

Chile

Este ano, o Chile seria um foco global para dois eventos internacionais de maior relevância: o Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em novembro, que reuniria líderes econômicos e governamentais das principais economias mundiais (incluindo os EUA e China) e a Conferência das Partes (COP25), em dezembro, que reuniria representantes de 197 países do mundo que são membros das Nações Unidas, para tomar acordos sobre ações que devem ser realizadas para conter as mudanças climáticas, reuniões que para a Cúpula dos Povos, falham há 25 anos na tentativa de garantir a mudança de rumo das economias e políticas mundiais para proteger e garantir a sobrevivência da espécie humana.

Ambos encontros foram suspensos porque, precisamente, o Chile era um foco mundial, mas por outras razões. "O povo chileno enfrentou a crise social, econômica e ambiental que sofreu, e vive uma situação de forte unidade nacional com altos protestos e organização popular, que foi brutalmente reprimida pelas forças do estado", aponta a coordenação da Cúpula. E nesse cenário, a Cúpula Popular acontece de 2 a 7 de dezembro, na Universidade de Santiago do Chile. ,

Confira a programação da Cúpula dos Povos.

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Por Comunicação | Rede Jubileu Sul Américas

Realizada desde 2005, a Cúpula dos Povos reúne cerca de 40 organizações e articulações sociais de vários territórios e setores do mundo para compartilhar experiências e promover soluções alternativas ao sistema atual que caminha para a catástrofe socioambiental. Este é o objetivo da Cúpula dos Povos que segue até sábado, 7, no Chile.

A Rede Jubileu Sul Américas participa da Cúpula e é representada por Lourdes Contreras, da Marcha Mundial de Mulheres macro Norte Peru, e Francisco Vladimir, articulador do Cone Sul da rede. "Entendemos que as soluções virão somente se conquistarmos a justiça a partir dos territórios e com eles. As soluções reais estão nas mãos dos povos", pronunciou-se em nota a rede latinoamericana e caribenha.

Entre os objetivos da Cúpula estão sensibilizar sobre os impactos do neoliberalismo e da mudança climática na vida das pessoas e do ecossistema, dando visibilidade às lutas territoriais, aos conflitos socioambientais e à criminalização dos lutadores em nível nacional e mundial.

A Cúpula também quer denunciar a promoção de soluções falsas que aprofundam a crise social e ambiental global e ignoram as demandas da sociedade civil que proclama enfrentar as mudanças climáticas de acordo com a gravidade da crise, com rigor científico e a favor da justiça climática. Busca também rechaçar as políticas nacionais e internacionais que retiram do povo de seus direitos sociais e ambientais, através de ameaças, assassinatos, bloqueios, intervenções militares ou outras medidas como forma de impor uma ordem neoliberal.

Chile

Este ano, o Chile seria um foco global para dois eventos internacionais de maior relevância: o Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em novembro, que reuniria líderes econômicos e governamentais das principais economias mundiais (incluindo os EUA e China) e a Conferência das Partes (COP25), em dezembro, que reuniria representantes de 197 países do mundo que são membros das Nações Unidas, para tomar acordos sobre ações que devem ser realizadas para conter as mudanças climáticas, reuniões que para a Cúpula dos Povos, falham há 25 anos na tentativa de garantir a mudança de rumo das economias e políticas mundiais para proteger e garantir a sobrevivência da espécie humana.

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Confira a programação da Cúpula dos Povos.

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