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Convocatória - Movimentos sociais iniciam Jornada Internacional de Ação Solidária com o Haiti

  • 31 de maio de 2016

A partir de amanhã, dia 1º de Junho até 15 de Outubro, movimentos sociais organizados em todos os continentes estarão mobilizados na Jornada Internacional de Ação Solidária com o Haiti. Entre várias demandas, a Jornada pede o fim da Minustah no país caribenho, garantido a soberania do povo haitiano que, há décadas, sofre com processos de invasões, cujas consequências são sentidas até hoje. Confira a convocatória:
POR UM HAITI LIVRE E SOBERANO
Mobilização de 1º de Junho a 15 de Outubro!
Pelo fim da MINUSTAH e toda ocupação no Haiti
Pela desmilitarização de Nossa América

HAITI LIBRE PORTUGUES1
O povo haitiano está em luta contra o imperialismo dos Estados Unidos e seus aliados. Mobilizações populares de 2015/16 têm posto em xeque os planos da chamada "comunidade internacional", forçando a saída do ex-presidente Martelly e anulação três vezes seguida do segundo turno eleitoral, exigidos a partir do exterior, mesmo contando com um único candidato. Apesar da recusa dos EUA, conseguiram iniciar um processo de verificação do escrutínio de 2015, descrito como fraudulento, com o resultado ainda em aberto.
Neste contexto, o Conselho de Segurança da ONU se prepara para decidir sobre o futuro da MINUSTAH - Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti. Esta força multilateral, com maioria das tropas oriunda da América Latina, ocupa o Haiti desde 1 de junho de 2004, após o primeiro golpe deste novo milênio contra um governo eleito em Nossa América. O seu atual mandato termina em 15 de outubro de 2016.
O Haiti não é uma ameaça à segurança hemisférica, tal como afirma o Conselho de Segurança para manter a MINUSTAH. É um exemplo de resistência contra a ocupação e saques que se manifestam através do desconhecimento quanto à institucionalidade democrática, do desperdício de recursos coletivos através do modelo de sobre-consumo, da apropriação terras camponesas, da destruição dos bens comuns e ecossistemas, do aprofundamento da dependência alimentar, financeira, comercial e energética e da mercantilização da vida.
Cada vez mais setores haitianos denunciam a ingerência estrangeira em seu país, o fracasso dos objetivos anunciados pela MINUSTAH e até mesmo o seu papel no agravamento da crise haitiana. Mas os EUA agora procuram prorrogar o seu mandato e o Canadá se dispõe a assumir o comando de uma nova etapa, descaradamente ligada à "proteção" de seus investimentos na megamineração, turismo de luxo, montadoras, agronegócio de exportação, um paraíso fiscal.
O Haiti é um laboratório de novas fórmulas do imperialismo norte-americano para recuperar o controle político e reconstruir sua hegemonia no continente enfrentando a grave crise do sistema capitalista. Assim, a retirada das tropas estrangeiras do Haiti - começando com as latino-americanas - e colocar um fim à MINUSTAH devem ser eixos de um movimento unitário de protestos populares que precisam paralisar esta ofensiva, expondo os padrões existentes de ocupação econômica, midiática, jurídica e militar e avançar na construção de alternativas libertadoras.
Por isso, chamamos para uma Jornada Continental de Ação Solidária no dia 1º de Junho de 2016, e continuar reforçando ainda mais as manifestações até 15 de Outubro, unidos ao povo haitiano em sua luta para conseguirmos :
a retirada imediata das tropas de ocupação no Haiti;
  -   o desmantelamento completo da MINUSTAH que mina sua soberania e trouxe imenso sofrimento ao povo do Haiti;
    - que a ONU reconheça a sua responsabilidade criminosa na introdução do cólera e indenize o país e as famílias dos 9.000 homens e mulheres a quem esta epidemia matou;
    - que a ONU invista recursos adequados para a erradicação do cólera e para provisão de infraestrutura que garanta o acesso universal à água potável;
    - respeitar o desenvolvimento do processo eleitoral, de acordo ao estabelecido nas instâncias administrativas locais, sem as pressões externa para o cumprimento dos prazos que só atendem aos interesses das agendas intervencionistas
    - o desmonte de todas as bases militares imperialistas no continente e o respeito à América Latina e ao Caribe como zona de paz;
    - combater os processos de desestabilização e de golpes anti-democráticos, a criminalização das lutas sociais, assassinatos seletivos e violação dos direitos humanos, dos povos e da natureza, em toda a região.
Convocamos a realizar de 1º de Junho até 15 de Outubro em todos os cantos do nosso continente, ações de vários tipos para dar visibilidade à luta do povo do Haiti, mostrar nossa solidariedade a este povo e pressionar para o cumprimento de suas exigências. Assim, convocamos a organização de:
Manifestações, piquetes, marchas
Rádio-abertas, mesas de discussão, apresentações de vídeo
Petições, cartas, declarações
Entrevistas com líderes de parlamentares e dos poderes executivos
Eventos locais, nacionais e sub-regionais
Convocamos a apoiar também o Tribunal popular antiimperialista que se acontecerá no Haiti, entre 28 de Julho e 17 de Dezembro de 2016, aprofundando sobre as consequências criminosas da ocupação centenária do país e reforçando as respostas populares.
O povo do Haiti continua a oferecer, desde o fim do século XVIII, alternativas transformadoras de libertação e igualdade. Ofereçamos, então, a este povo nosso respeito e solidariedade.
Viva a autodeterminação dos povos
Abaixo o neoliberalismo e a guerra
Viva a proteção e defesa dos nossos bens comuns
Viva a soberania alimentar, energética e financeira
Viva a agricultura camponesa agroecológica
Viva América Latina e Caribe como zona de paz
CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE
HAITI NÃO MINUSTAH
haiti.no.minustah@gmail.com | https://haitinominustah.info
FB: Haiti.no.minustah
@HaitiNoMinustah

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POR UM HAITI LIVRE E SOBERANO
Mobilização de 1º de Junho a 15 de Outubro!
Pelo fim da MINUSTAH e toda ocupação no Haiti
Pela desmilitarização de Nossa América

HAITI LIBRE PORTUGUES1
O povo haitiano está em luta contra o imperialismo dos Estados Unidos e seus aliados. Mobilizações populares de 2015/16 têm posto em xeque os planos da chamada "comunidade internacional", forçando a saída do ex-presidente Martelly e anulação três vezes seguida do segundo turno eleitoral, exigidos a partir do exterior, mesmo contando com um único candidato. Apesar da recusa dos EUA, conseguiram iniciar um processo de verificação do escrutínio de 2015, descrito como fraudulento, com o resultado ainda em aberto.
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O Haiti não é uma ameaça à segurança hemisférica, tal como afirma o Conselho de Segurança para manter a MINUSTAH. É um exemplo de resistência contra a ocupação e saques que se manifestam através do desconhecimento quanto à institucionalidade democrática, do desperdício de recursos coletivos através do modelo de sobre-consumo, da apropriação terras camponesas, da destruição dos bens comuns e ecossistemas, do aprofundamento da dependência alimentar, financeira, comercial e energética e da mercantilização da vida.
Cada vez mais setores haitianos denunciam a ingerência estrangeira em seu país, o fracasso dos objetivos anunciados pela MINUSTAH e até mesmo o seu papel no agravamento da crise haitiana. Mas os EUA agora procuram prorrogar o seu mandato e o Canadá se dispõe a assumir o comando de uma nova etapa, descaradamente ligada à "proteção" de seus investimentos na megamineração, turismo de luxo, montadoras, agronegócio de exportação, um paraíso fiscal.
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