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Comunidades do Ceará participam de etapa da campanha “Mar Aberto Velas Livres" contra eólicas offshore

  • 13 de maio de 2026

Entre os dias 5 e 10 de maio de 2026, a Articulação dos Povos de Luta do Ceará (ARPOLU) e do Movimento dos Atingidos pelas Renováveis (MAR) realizou a sétima etapa da Campanha “Mar aberto velas livres: para as vidas preservar diga não às eólicas no mar”. A programação percorreu comunidades dos municípios de Fortaleza, Aquiraz, Cascavel e Beberibe, promovendo rodas de conversa, visitas a territórios atingidos por megaempreendimentos e momentos de partilha e articulação política.

Lideranças do Movimento dos Conselhos Populares (MCP), organização membro da Rede Jubileu Sul Brasil, participaram ativamente das atividades, reforçando o compromisso com a defesa dos territórios pesqueiros e com a soberania das comunidades tradicionais diante do avanço dos projetos de energia eólica offshore.

Comunidade reunida em roda de conversa, segurando faixa azul com texto "PELOS NOSSOS MODOS DE VIDA, NÃO ÀS EÓLICAS!" e logótipo de turbina eólica riscada sobre cena marinha, em protesto contra parques eólicos marinhos.

Roda de conversa na Raízes da Praia debateu impactos da Dessal

Um dos momentos centrais da programação aconteceu na manhã do dia 6 de maio, na ocupação Raízes da Praia, em Fortaleza. A comunidade recebeu integrantes da ARPOLU para uma roda de conversa sobre os impactos da Usina Dessal, empreendimento de dessalinização que está sendo implementado na Praia do Futuro.

Moradores e lideranças relataram os prejuízos já sentidos: alteração da dinâmica marinha, ameaça à pesca artesanal e riscos à subsistência das famílias. Pessoas de diversas comunidades do Ceará que estão na linha de frente contra os empreendimentos participaram do debate, compartilhando experiências e estratégias de resistência.

“É muito importante que todo mundo que vive nesses locais, que são diretamente impactados, se una para tentar encontrar estratégias - se não para barrar os empreendimentos, pelo menos para mostrar que existe uma comunidade ali e que ela está sofrendo”, destaca Ada Ponte, articuladora local do Jubileu Sul em Fortaleza.

A roda de conversa foi concluída com um café compartilhado, fortalecendo os laços de solidariedade entre as comunidades. O encontro também serviu para alinhar a participação coletiva, tanto da comunidade Raízes da Praia quanto da ARPOLU, em uma oficina sobre pobreza energética, que será realizada em agosto de 2026, em Fortaleza, mediada pelo Instituto Polis.

Por Flaviana Serafim - Jubileu Sul Brasil

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“É muito importante que todo mundo que vive nesses locais, que são diretamente impactados, se una para tentar encontrar estratégias - se não para barrar os empreendimentos, pelo menos para mostrar que existe uma comunidade ali e que ela está sofrendo”, destaca Ada Ponte, articuladora local do Jubileu Sul em Fortaleza.

A roda de conversa foi concluída com um café compartilhado, fortalecendo os laços de solidariedade entre as comunidades. O encontro também serviu para alinhar a participação coletiva, tanto da comunidade Raízes da Praia quanto da ARPOLU, em uma oficina sobre pobreza energética, que será realizada em agosto de 2026, em Fortaleza, mediada pelo Instituto Polis.

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