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Comunicar em tempos difíceis: o compromisso da caminhada a partir dos nossos corpos, saberes, lutas e transformações

  • 28 de janeiro de 2022

Por Comunicação Jubileu Sul/Américas, com tradução e edição do Jubileu Sul Brasil

A comunicação popular, comunitária e livre assume uma perspectiva eminentemente política, pois prioriza o fato de tornar visíveis os processos que fazem ressoar as lutas dos povos, aprofundando sua crítica ao modelo capitalista, racista e colonial imposto aos corpos e territórios. 

Na primeira reunião com a roda de conversa “Comunicar em tempos difíceis”, realizada no último 21 de janeiro, organizações membro e parceiros da Rede Jubileu Sul/Américas promoveram um espaço de diálogo horizontal e plural, que destacou que a comunicação é um dos elementos que se juntam para construir outros mundos possíveis.

Durante o encontro, destacou-se o entendimento de que as lutas atuais se desenvolvem em oposição às lógicas mercantilistas, e que também conseguiu tecer uma série de processos que visam trilhar o caminho da autonomia tecnológica, enfrentando desafios significativos de resiliência, criatividade e a sabedoria ancestral que caracteriza nossos povos.

Em um cenário complexo e multi crises agravado pela pandemia do Covid-19, as organizações membro, a rede de comunicadores e aliados que se reuniram no evento realizado de forma virtual, compartilharam experiências, sentimentos, estratégias e práticas visando a processos comunicativos para a transformação social.

No painel moderado por Martha Flores, da Secretaria Regional, e Francisco Vladimir, articulador e membro da rede de comunicadores, ambos do JS/A, orientaram a análise para o reconhecimento de que fazer e construir comunicação na América Latina e no Caribe envolve questionar um modelo que criminaliza, em que dia após dia milhões de pessoas enfrentam condições de pobreza geradas por esse modelo heteronormativo que sanciona corpos, rebeliões e todas as diferentes formas de ser e criar, pelo qual este encontro homenageia todas as pessoas de corpos diversos, de sentimentos rebeldes que assumiram a comunicação como parte da própria vida, do amor e de todos os sentires e deveres.

Durante o encontro, elas e eles nos inspiraram e emocionaram com suas valiosas experiências e estratégias compartilhadas: Julia Fernández (Cuba), do Centro Memorial Martin Luther King; Rosa Rivero, da Marcha Mundial de Mulheres Macro Norte-Peru; Iván Castañeira, da Agência Tengantai  e Acción Ecológica (Equador); Andy Alonso de Veracruz, da DAUGUE (México); José Elosegui, da Rádio Mundo Real (Uruguai). Também do Caribe, Islanda Aduel, do Haiti, e Kandis Sebro, do Sindicato dos Trabalhadores dos Campos Petrolíferos em Trinidad e Tobago, além de Isabelle Rodrigues, do Instituto PACS (Brasil) nos acompanharam desde o Cone Sul.

A roda de conversa evidenciou o significado de se acompanhar processos de comunicação no contexto da pandemia, onde se vão tecendo novas formas de contar, desde a aprendizagem de novas ferramentas, networking e reconfiguração da imagem do jornalista, fotógrafo, comunicador e substituindo-a por fazer comunicação de outras formas: treinamento, criar equipes e redes das comunidades divulgando processos dos territórios foi uma das maiores lições que essa pandemia nos deixou.

Construir, sustentar e promover a comunicação popular, comunitária e livre tem possibilitado reivindicar a comunicação como uma prática eminentemente política que busca transformar vidas, que é ferramenta de construção da unidade com visão de longo prazo para além dos acontecimentos do momento.

Desde la Red de Comunicadores, aliades, articulaciones de Jubileo Sur/Américas se hace parte de un tejido colaborativo, con acumulado político entramado desde las organizaciones y movimientos sociales latinoamericanos y caribeños. 

A partir da Rede de Comunicadores, aliados e articulações do Jubileu Sul/Américas se fez um tecido colaborativo, com uma rede política de organizações e movimentos sociais latino-americanos e caribenhos.

Baixa a íntegra do informativo sobre a roda de conversa (em espanhol).


Saiba mais sobre as estratégias, experiências e conhecimentos de cada uma das apresentações do evento, revivendo o que foi compartilhado no encontro:

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A comunicação popular, comunitária e livre assume uma perspectiva eminentemente política, pois prioriza o fato de tornar visíveis os processos que fazem ressoar as lutas dos povos, aprofundando sua crítica ao modelo capitalista, racista e colonial imposto aos corpos e territórios. 

Na primeira reunião com a roda de conversa “Comunicar em tempos difíceis”, realizada no último 21 de janeiro, organizações membro e parceiros da Rede Jubileu Sul/Américas promoveram um espaço de diálogo horizontal e plural, que destacou que a comunicação é um dos elementos que se juntam para construir outros mundos possíveis.

Durante o encontro, destacou-se o entendimento de que as lutas atuais se desenvolvem em oposição às lógicas mercantilistas, e que também conseguiu tecer uma série de processos que visam trilhar o caminho da autonomia tecnológica, enfrentando desafios significativos de resiliência, criatividade e a sabedoria ancestral que caracteriza nossos povos.

Em um cenário complexo e multi crises agravado pela pandemia do Covid-19, as organizações membro, a rede de comunicadores e aliados que se reuniram no evento realizado de forma virtual, compartilharam experiências, sentimentos, estratégias e práticas visando a processos comunicativos para a transformação social.

No painel moderado por Martha Flores, da Secretaria Regional, e Francisco Vladimir, articulador e membro da rede de comunicadores, ambos do JS/A, orientaram a análise para o reconhecimento de que fazer e construir comunicação na América Latina e no Caribe envolve questionar um modelo que criminaliza, em que dia após dia milhões de pessoas enfrentam condições de pobreza geradas por esse modelo heteronormativo que sanciona corpos, rebeliões e todas as diferentes formas de ser e criar, pelo qual este encontro homenageia todas as pessoas de corpos diversos, de sentimentos rebeldes que assumiram a comunicação como parte da própria vida, do amor e de todos os sentires e deveres.

Durante o encontro, elas e eles nos inspiraram e emocionaram com suas valiosas experiências e estratégias compartilhadas: Julia Fernández (Cuba), do Centro Memorial Martin Luther King; Rosa Rivero, da Marcha Mundial de Mulheres Macro Norte-Peru; Iván Castañeira, da Agência Tengantai  e Acción Ecológica (Equador); Andy Alonso de Veracruz, da DAUGUE (México); José Elosegui, da Rádio Mundo Real (Uruguai). Também do Caribe, Islanda Aduel, do Haiti, e Kandis Sebro, do Sindicato dos Trabalhadores dos Campos Petrolíferos em Trinidad e Tobago, além de Isabelle Rodrigues, do Instituto PACS (Brasil) nos acompanharam desde o Cone Sul.

A roda de conversa evidenciou o significado de se acompanhar processos de comunicação no contexto da pandemia, onde se vão tecendo novas formas de contar, desde a aprendizagem de novas ferramentas, networking e reconfiguração da imagem do jornalista, fotógrafo, comunicador e substituindo-a por fazer comunicação de outras formas: treinamento, criar equipes e redes das comunidades divulgando processos dos territórios foi uma das maiores lições que essa pandemia nos deixou.

Construir, sustentar e promover a comunicação popular, comunitária e livre tem possibilitado reivindicar a comunicação como uma prática eminentemente política que busca transformar vidas, que é ferramenta de construção da unidade com visão de longo prazo para além dos acontecimentos do momento.

Desde la Red de Comunicadores, aliades, articulaciones de Jubileo Sur/Américas se hace parte de un tejido colaborativo, con acumulado político entramado desde las organizaciones y movimientos sociales latinoamericanos y caribeños. 

A partir da Rede de Comunicadores, aliados e articulações do Jubileu Sul/Américas se fez um tecido colaborativo, com uma rede política de organizações e movimentos sociais latino-americanos e caribenhos.

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