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Começou, na Bolívia, II Encontro Mundial dos Movimentos Populares

  • 9 de julho de 2015

Começou nesta terça-feira (7), o II Encontro Mundial dos Movimentos Populares em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, reunindo 1.500 delegados e delegadas de todos os continentes com o tema “Mãe Terra, Moradia, Trabalho – Integração dos Povos. Na segunda-feira, se realizou uma coletiva de imprensa que aprofundou o tema e as expectativas para este segundo encontro, que culminará com a participação do Papa Francisco.
De maneira geral, os/as representantes dos movimentos sociais creem na importância de se pautar temas urgentes e atuais que afetam cotidianamente os mais pobres e excluídos no mundo inteiro. Questões como a natureza, a falta de emprego e moradia digna são a base de injustiças sociais em todos os países.
“Nós das organizações populares estamos muito contentes que o Papa reconheça a importância das organizações que surgem das bases, das organizações comunitárias, camponesas, dos povos originários, dos trabalhadores em geral, mas principalmente os mais precarizados, os que não têm direitos trabalhistas, das famílias que não têm um teto...”, declarou na coletiva Juan Grabois, da Confederação da Economia Popular da Argentina e integrante do comitê organizador do Encontro.
Também presente na coletiva, João Pedro Stédile, da coordenação Nacional do Movimento de Trabalhadores Sem Terra do Brasil/Via Campesina, enfatizou que nestes momentos de crises é importante que novas vozes surjam em favor dos menos favorecidos, fazendo referência ao Papa Francisco. Acrescentou que, de certa forma, este segundo encontro é uma continuidade do primeiro, ocorrido em Roma, numa forma de solidificar os compromissos que foram firmados no ano passado com os movimentos sociais.
“Acreditamos que este encontro em Santa Cruz será histórico e será um passo a mais para essa grande aliança dos povos para que possamos impulsionar as mudanças urgentes que a humanidade necessita. E para isso ele (Papa) também nos tem dado uma palavra de alento, que só há um caminho no qual os mesmo povos sejam os protagonistas. O povo tem que se organizar para lutar e resolver os problemas”, disse Stédile.
Representante do Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos, Charo Castelló falou da necessidade de ser parte do processo que envolve os temas propostos pelo Encontro. Segundo ele, os trabalhadores não podem ser meros espectadores, mas participar ativamente das mudanças. “Tem a ver com a humanidade, com a justiça, com a solidariedade e com a fraternidade. Isso é o que queremos viver e compartilhar nesses dias. Não queremos nos contem as propostas, queremos ser protagonistas delas”, afirmou.
O Encontro Mundial dos Movimentos Populares segue até o dia 9. Ao final uma pequena comissão representando as delegações entregará um documento final ao Papa Francisco tratando dos resultados desses três dias de discussões e encaminhamentos.
Para saber mais: http://movimientospopulares.org/
Com informação da Imprensa do Encontro Mundial dos Movimentos Populares.

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De maneira geral, os/as representantes dos movimentos sociais creem na importância de se pautar temas urgentes e atuais que afetam cotidianamente os mais pobres e excluídos no mundo inteiro. Questões como a natureza, a falta de emprego e moradia digna são a base de injustiças sociais em todos os países.
“Nós das organizações populares estamos muito contentes que o Papa reconheça a importância das organizações que surgem das bases, das organizações comunitárias, camponesas, dos povos originários, dos trabalhadores em geral, mas principalmente os mais precarizados, os que não têm direitos trabalhistas, das famílias que não têm um teto...”, declarou na coletiva Juan Grabois, da Confederação da Economia Popular da Argentina e integrante do comitê organizador do Encontro.
Também presente na coletiva, João Pedro Stédile, da coordenação Nacional do Movimento de Trabalhadores Sem Terra do Brasil/Via Campesina, enfatizou que nestes momentos de crises é importante que novas vozes surjam em favor dos menos favorecidos, fazendo referência ao Papa Francisco. Acrescentou que, de certa forma, este segundo encontro é uma continuidade do primeiro, ocorrido em Roma, numa forma de solidificar os compromissos que foram firmados no ano passado com os movimentos sociais.
“Acreditamos que este encontro em Santa Cruz será histórico e será um passo a mais para essa grande aliança dos povos para que possamos impulsionar as mudanças urgentes que a humanidade necessita. E para isso ele (Papa) também nos tem dado uma palavra de alento, que só há um caminho no qual os mesmo povos sejam os protagonistas. O povo tem que se organizar para lutar e resolver os problemas”, disse Stédile.
Representante do Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos, Charo Castelló falou da necessidade de ser parte do processo que envolve os temas propostos pelo Encontro. Segundo ele, os trabalhadores não podem ser meros espectadores, mas participar ativamente das mudanças. “Tem a ver com a humanidade, com a justiça, com a solidariedade e com a fraternidade. Isso é o que queremos viver e compartilhar nesses dias. Não queremos nos contem as propostas, queremos ser protagonistas delas”, afirmou.
O Encontro Mundial dos Movimentos Populares segue até o dia 9. Ao final uma pequena comissão representando as delegações entregará um documento final ao Papa Francisco tratando dos resultados desses três dias de discussões e encaminhamentos.
Para saber mais: http://movimientospopulares.org/
Com informação da Imprensa do Encontro Mundial dos Movimentos Populares.

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