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Justiça no mundo do trabalho: formação política como caminho

  • 20 de agosto de 2020

Iniciativas das organizações membro do Jubileu Sul, contemplados com o financiamento “Ajuda a Terceiros” no âmbito do projeto Fortalecimiento de la Red Jubileo Sur / Américas en el logro del desarrollo y de la soberanía de los pueblos latinoamericanos y caribenhos, têm ampliado suas ações e incidência em diferentes regiões do país.

Entre esses projetos está “Promoção da justiça no mundo do trabalho”, da Pastoral Operária (PO), que visa defender o trabalho e soberania dos povos, e promover impacto social nos territórios onde a PO atua e que são afetados pelas dívidas sociais.

Coordenadora Nacional da Pastoral Operária, Mônica Fidelis explica que a PO já realiza ações de formação na base, mas o projeto vai permitir que a iniciativa seja intensificada, aprofundada e fortalecida.

Para trabalhar as dívidas sociais, a estratégia segundo Mônica é por meio “do fortalecimento da formação, sensibilização e mobilização dos grupos nos territórios, para melhor alinhamento no debate dos direitos, mudanças estruturais no mundo do trabalho, reestruturação produtiva, soberania e ações comuns. Utilizando-se de escuta, análise da realidade, discussões, exposições, trabalhos em grupos, construção de propostas de ação”.

Nesse sentido, o conjunto de ações que serão realizadas com apoio da Ajuda a Terceiros, com focos na promoção da consciência de classe, prevê um seminário nacional sobre o mundo do trabalho, rodas de conversa nas bases em 35 grupos no país, cursos sobre a realidade brasileira e como funciona a sociedade em seis diferentes grupos no Brasil. No público alvo, as lideranças estaduais da PO, pesquisadores, militantes dos grupos de base e organizações parceiras em todas as regiões do Brasil.

Pandemia avança e futuro é incerto aos trabalhadores e trabalhadoras, afirma Mônica Fidelis, da Pastoral Operária. Foto: Jesse Carneiro/Flickr/CC

Para facilitar a comunicação sobre o mundo do trabalho e os cursos de base, o site da Pastoral Operaria será reformulado e serão publicadas cartilhas sobre dívida pública, privatizações e precarização.

Conjuntura e mundo do trabalho

No atual cenário, a coordenadora da PO pontua que outros desafios se impõem à promoção da justiça no mundo do trabalho. O principal, diz Mônica, além do próprio sistema capitalista e um governo brasileiro “fascista genocida e excludente”, é o contexto de crise sanitária, com mortes, desemprego, retirada de direito, precarização no trabalho e desorganização das camadas mais populares da classe trabalhadora.

“O governo, para atender os interesses do capital, tem aplicado duras reformas nas leis trabalhistas e previdenciária, de modo a criminalizar os mais empobrecidos e marginalizados, enquanto reforça os privilégios e interesses dos ricos e do mercado internacional”, critica Mônica.

Ela completa que a pandemia avança e, com ela, também a incerteza quanto ao futuro à médio e longo prazo para a classe trabalhadora. “Os números de infectadas e infectados os e mortos crescem na mesma proporção que crescem os números de precarizadas e precarizados no mercado informal, números de desemprego, pobreza, miséria, racismo, fascismo e exclusão... Os desafios são muitos, mas seguimos na luta, sempre!”.

Sobre a importância da Ajuda a Terceiros pelo Jubileu Sul para a realização do projeto, a coordenadora da PO destaca que, na realidade atual, o apoio representa “um sopro de resistência e vitalidade”, que fortalecer a PO desde as ações na base, nos territórios, regionais até a nível nacional.

“Precisamos estar, mais do que nunca, unidas e unidos. Porque a disputa entre capital e força de trabalho se faz de forma injusta e cruel. Acredito na força da partilha, solidariedade e do amor entre nós. Acredito que o fortalecimento nas relações e ações são formas de resistência e revolução. Sejamos revolucionárias e revolucionários!”, conclui.

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Entre esses projetos está “Promoção da justiça no mundo do trabalho”, da Pastoral Operária (PO), que visa defender o trabalho e soberania dos povos, e promover impacto social nos territórios onde a PO atua e que são afetados pelas dívidas sociais.

Coordenadora Nacional da Pastoral Operária, Mônica Fidelis explica que a PO já realiza ações de formação na base, mas o projeto vai permitir que a iniciativa seja intensificada, aprofundada e fortalecida.

Para trabalhar as dívidas sociais, a estratégia segundo Mônica é por meio “do fortalecimento da formação, sensibilização e mobilização dos grupos nos territórios, para melhor alinhamento no debate dos direitos, mudanças estruturais no mundo do trabalho, reestruturação produtiva, soberania e ações comuns. Utilizando-se de escuta, análise da realidade, discussões, exposições, trabalhos em grupos, construção de propostas de ação”.

Nesse sentido, o conjunto de ações que serão realizadas com apoio da Ajuda a Terceiros, com focos na promoção da consciência de classe, prevê um seminário nacional sobre o mundo do trabalho, rodas de conversa nas bases em 35 grupos no país, cursos sobre a realidade brasileira e como funciona a sociedade em seis diferentes grupos no Brasil. No público alvo, as lideranças estaduais da PO, pesquisadores, militantes dos grupos de base e organizações parceiras em todas as regiões do Brasil.

Pandemia avança e futuro é incerto aos trabalhadores e trabalhadoras, afirma Mônica Fidelis, da Pastoral Operária. Foto: Jesse Carneiro/Flickr/CC

Para facilitar a comunicação sobre o mundo do trabalho e os cursos de base, o site da Pastoral Operaria será reformulado e serão publicadas cartilhas sobre dívida pública, privatizações e precarização.

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No atual cenário, a coordenadora da PO pontua que outros desafios se impõem à promoção da justiça no mundo do trabalho. O principal, diz Mônica, além do próprio sistema capitalista e um governo brasileiro “fascista genocida e excludente”, é o contexto de crise sanitária, com mortes, desemprego, retirada de direito, precarização no trabalho e desorganização das camadas mais populares da classe trabalhadora.

“O governo, para atender os interesses do capital, tem aplicado duras reformas nas leis trabalhistas e previdenciária, de modo a criminalizar os mais empobrecidos e marginalizados, enquanto reforça os privilégios e interesses dos ricos e do mercado internacional”, critica Mônica.

Ela completa que a pandemia avança e, com ela, também a incerteza quanto ao futuro à médio e longo prazo para a classe trabalhadora. “Os números de infectadas e infectados os e mortos crescem na mesma proporção que crescem os números de precarizadas e precarizados no mercado informal, números de desemprego, pobreza, miséria, racismo, fascismo e exclusão... Os desafios são muitos, mas seguimos na luta, sempre!”.

Sobre a importância da Ajuda a Terceiros pelo Jubileu Sul para a realização do projeto, a coordenadora da PO destaca que, na realidade atual, o apoio representa “um sopro de resistência e vitalidade”, que fortalecer a PO desde as ações na base, nos territórios, regionais até a nível nacional.

“Precisamos estar, mais do que nunca, unidas e unidos. Porque a disputa entre capital e força de trabalho se faz de forma injusta e cruel. Acredito na força da partilha, solidariedade e do amor entre nós. Acredito que o fortalecimento nas relações e ações são formas de resistência e revolução. Sejamos revolucionárias e revolucionários!”, conclui.

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