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Coletivos de mulheres participam de debates sobre outras formas de economia, bem-viver, corpo e território

  • 12 de dezembro de 2017

Por Rogéria Araujo - Comunicação Jubileu Sul Brasil
Os coletivos e organizações que fazem parte do projeto “Nós, mulheres, na defesa e na luta por direitos” participaram de 1 a 6 de dezembro das atividades promovidas pelo Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), no Rio de Janeiro. As atividades discutiram políticas de autogestão, formas de economias justas e solidárias e, sobretudo, o papel que as mulheres têm dentro da engrenagem massificadora do comércio e financeirização do corpo, dos territórios, da vida.
A primeira atividade “Autogestão, Bem Viver e Territórios”, que aconteceu de 1 a 3, fez com que as participantes trocassem e conhecessem experiências autônomas com protagonismo feminino. Cooperativas de trabalho, ocupações de prédios, movimentos de trabalhadores sem teto, rede de comércio solidário, feira de troca solidária de sementes, feira de produtos orgânicos e ocupações de fábricas foram alguns dos exemplos de autogestão que foram apresentados. Na parte mais prática, foi realizada uma visita ao projeto “Quintais”, que desenvolve hortas comunitárias com mulheres da Zona Oeste do Rio de Janeiro, além de recuperar as tradições das ervas medicinais.
De 4 a 6, os coletivos de mulheres do Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais participaram do seminário “Outras Economias alternativas ao capitalismo e ao atual modelo de desenvolvimento” que trouxe um rico debate com a participação de Cris Faustino, da Rede Brasileira de Justiça Ambiental; Lorena Cabnal, feminista comunitária da Guatemala; Karina Kato, economista e professora do CPDA/UFRRJ; e Nívia Regina da Silvia, agrônoma e da coordenação do MST.
Entre debates sobre os efeitos do capitalismo e como o sistema patriarcal está interligado a este processo, foram colocadas as mudanças estruturantes como alternativas para um modo de vida mais digno e justo, sobretudo com as mulheres, principais vítimas do Estado que adota modelos econômicos que produzem e reproduzem formas de violências tanto os que afetam o corpo e o espírito – machismo, racismo, sexismo – como os que afetam a natureza, os bens naturais, e o bem viver.
O projeto “Nós, mulheres, na defesa e na luta por direitos” está sendo realizado nos territórios de Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, São Paulo e São José dos Campos e tem por objetivo realizar um ciclo de formação ao longo de um ano e fortalecer os coletivos de mulheres nestes territórios articulando com as lutas já em curso. O projeto é uma realização da rede Jubileu Sul Brasil com apoio do Instituto Irmãs da Santa Cruz, Adveniat, Cafod e DKA.

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