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Cartografia Social no Jardim Pantanal: mapear o território é reconhecer lutas, direitos e história

  • 2 de julho de 2026

No dia 28 de junho, a Rede Jubileu Sul Brasil realizou uma atividade de cartografia social no Jardim Pantanal, zona leste da cidade de São Paulo. A ação integra o Projeto “Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público”

Com o tema “Mapear o território é reconhecer nossas lutas, direitos e história!”, a atividade teve como objetivo realizar o mapeamento participativo do território, identificando suas potencialidades, desafios e demandas para fortalecer o protagonismo dos moradores, valorizar os saberes locais e produzir informações que subsidiem ações de planejamento, incidência política e garantia de direitos. 

A atividade teve início com a apresentação da proposta de cartografia social à comunidade. Nesse momento, foram explicados os objetivos da metodologia, destacando sua importância como ferramenta de participação social, escuta qualificada e valorização dos conhecimentos produzidos pelos próprios moradores sobre o território.

Posteriormente, foi realizada a visita de campo com moradoras e moradores que percorreram o território durante aproximadamente duas horas. A caminhada contou com a participação de representantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e do Movimento Luta de Classes (MLC), que acompanharam a atividade e contribuíram com suas percepções sobre a realidade local.

Quatro pessoas posam com bandeiras da Rede Jubileu Sul Brasil e do Movimento de Classes em um ambiente com paredes laranja decoradas com chapéus, capacetes e um letreiro que diz "PELO PODER POPULAR E O SOCIALISMO". Um homem à esquerda usa camiseta com a imagem de Manoel Lisboa e levanta o punho.

Moradoras e moradores na reunião para mapeamento do Jd. Pantanal. Fotos: Regina Lima.

Desigualdades e ausência de políticas públicas

O Jardim Pantanal apresenta um território extenso, marcado por profundas desigualdades sociais e condições de altíssima vulnerabilidade e risco social. Durante a caminhada, foi possível observar a precariedade da infraestrutura urbana: grande parte das vias não possui pavimentação adequada, há deficiência no sistema de drenagem e saneamento básico, fatores que contribuem para frequentes alagamentos, principalmente por se tratar de uma região localizada na várzea do Rio Tietê.

As condições ambientais e urbanísticas impactam diretamente a qualidade de vida da população, dificultando o deslocamento de moradores, aumentando os riscos à saúde e comprometendo o acesso a direitos fundamentais.

Outro aspecto observado foi a insuficiência de equipamentos e serviços públicos capazes de atender às necessidades da comunidade. Ao longo do percurso, foi constatada a ausência de estruturas públicas que garantam o acesso à proteção social, ao lazer, à cultura e a outros direitos essenciais, evidenciando um cenário de fragilidade das políticas públicas no território.

“Mapear o território vai além da produção de informações: é reconhecer as lutas da comunidade, valorizar sua história, dar visibilidade às suas demandas e fortalecer a construção coletiva de um futuro pautado em mais direitos, dignidade, justiça social e cidadania”, afirma Regina Lima, articuladora local em São Paulo que realiza as atividades em parceria com o MLB no Jd. Pantanal.

Paisagem de descarte ambiental com carros queimados e entulho espalhados às margens de um rio poluído, cercado por vegetação nativa e uma pequena estrutura de madeira à esquerda.

Condições ambientais e urbanísticas e a falta de políticas públicas impactam a vida de quem mora no Jardim Pantanal.



Resistência e dívida histórica

Ao mesmo tempo, a atividade permitiu reconhecer a importância dos moradores e das organizações comunitárias na construção de estratégias coletivas de resistência, solidariedade e defesa de direitos, reforçando o potencial da participação popular na transformação da realidade local.

Ficou evidente que o poder público possui uma grande dívida histórica com a população moradora do Jardim Pantanal, especialmente no que se refere à garantia de infraestrutura, serviços públicos de qualidade e políticas que assegurem o direito à cidade.

A visita de campo confirma a relevância da cartografia social como instrumento de diagnóstico participativo e fortalecimento comunitário. A metodologia possibilitou compreender, por meio da observação direta e do diálogo com o território, as principais demandas enfrentadas pela população.

Os registros produzidos durante a atividade contribuirão para subsidiar futuras ações de planejamento, incidência política e desenvolvimento local, fortalecendo a participação dos moradores na defesa de seus direitos e na construção de propostas voltadas à melhoria das condições de vida no território.

As atividades locais em São Paulo fazem parte do projeto "Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público", realizado pelo Jubileu Sul por meio do Termo de Fomento nº 984635/2025, firmado com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, decorrente da Emenda Parlamentar nº 36110013, de autoria da deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), e da Emenda Parlamentar nº 44830012, do deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ).

Por Flaviana Serafim - Comunicação Jubileu Sul Brasil

 

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Com o tema “Mapear o território é reconhecer nossas lutas, direitos e história!”, a atividade teve como objetivo realizar o mapeamento participativo do território, identificando suas potencialidades, desafios e demandas para fortalecer o protagonismo dos moradores, valorizar os saberes locais e produzir informações que subsidiem ações de planejamento, incidência política e garantia de direitos. 

A atividade teve início com a apresentação da proposta de cartografia social à comunidade. Nesse momento, foram explicados os objetivos da metodologia, destacando sua importância como ferramenta de participação social, escuta qualificada e valorização dos conhecimentos produzidos pelos próprios moradores sobre o território.

Posteriormente, foi realizada a visita de campo com moradoras e moradores que percorreram o território durante aproximadamente duas horas. A caminhada contou com a participação de representantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e do Movimento Luta de Classes (MLC), que acompanharam a atividade e contribuíram com suas percepções sobre a realidade local.

Quatro pessoas posam com bandeiras da Rede Jubileu Sul Brasil e do Movimento de Classes em um ambiente com paredes laranja decoradas com chapéus, capacetes e um letreiro que diz "PELO PODER POPULAR E O SOCIALISMO". Um homem à esquerda usa camiseta com a imagem de Manoel Lisboa e levanta o punho.

Moradoras e moradores na reunião para mapeamento do Jd. Pantanal. Fotos: Regina Lima.

Desigualdades e ausência de políticas públicas

O Jardim Pantanal apresenta um território extenso, marcado por profundas desigualdades sociais e condições de altíssima vulnerabilidade e risco social. Durante a caminhada, foi possível observar a precariedade da infraestrutura urbana: grande parte das vias não possui pavimentação adequada, há deficiência no sistema de drenagem e saneamento básico, fatores que contribuem para frequentes alagamentos, principalmente por se tratar de uma região localizada na várzea do Rio Tietê.

As condições ambientais e urbanísticas impactam diretamente a qualidade de vida da população, dificultando o deslocamento de moradores, aumentando os riscos à saúde e comprometendo o acesso a direitos fundamentais.

Outro aspecto observado foi a insuficiência de equipamentos e serviços públicos capazes de atender às necessidades da comunidade. Ao longo do percurso, foi constatada a ausência de estruturas públicas que garantam o acesso à proteção social, ao lazer, à cultura e a outros direitos essenciais, evidenciando um cenário de fragilidade das políticas públicas no território.

“Mapear o território vai além da produção de informações: é reconhecer as lutas da comunidade, valorizar sua história, dar visibilidade às suas demandas e fortalecer a construção coletiva de um futuro pautado em mais direitos, dignidade, justiça social e cidadania”, afirma Regina Lima, articuladora local em São Paulo que realiza as atividades em parceria com o MLB no Jd. Pantanal.

Paisagem de descarte ambiental com carros queimados e entulho espalhados às margens de um rio poluído, cercado por vegetação nativa e uma pequena estrutura de madeira à esquerda.

Condições ambientais e urbanísticas e a falta de políticas públicas impactam a vida de quem mora no Jardim Pantanal.



Resistência e dívida histórica

Ao mesmo tempo, a atividade permitiu reconhecer a importância dos moradores e das organizações comunitárias na construção de estratégias coletivas de resistência, solidariedade e defesa de direitos, reforçando o potencial da participação popular na transformação da realidade local.

Ficou evidente que o poder público possui uma grande dívida histórica com a população moradora do Jardim Pantanal, especialmente no que se refere à garantia de infraestrutura, serviços públicos de qualidade e políticas que assegurem o direito à cidade.

A visita de campo confirma a relevância da cartografia social como instrumento de diagnóstico participativo e fortalecimento comunitário. A metodologia possibilitou compreender, por meio da observação direta e do diálogo com o território, as principais demandas enfrentadas pela população.

Os registros produzidos durante a atividade contribuirão para subsidiar futuras ações de planejamento, incidência política e desenvolvimento local, fortalecendo a participação dos moradores na defesa de seus direitos e na construção de propostas voltadas à melhoria das condições de vida no território.

As atividades locais em São Paulo fazem parte do projeto "Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público", realizado pelo Jubileu Sul por meio do Termo de Fomento nº 984635/2025, firmado com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, decorrente da Emenda Parlamentar nº 36110013, de autoria da deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), e da Emenda Parlamentar nº 44830012, do deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ).

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