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Campanha internacional em solidariedade ao Haiti: assine a declaração

  • 24 de outubro de 2022

Apoie a campanha em defesa da soberania e autodeterminação do povo haitiano, que está sob risco de uma nova intervenção estrangeira

Por Redação Jubileu Sul/Américas, com edição e tradução do Jubileu Sul Brasil

A Assembleia Internacional dos Povos, a Rede Jubileu Sul/Américas (JS/A), a Assembleia dos Povos do Caribe e a Jornada Continental por Democracia e Contra o o Neoliberalismo promovem uma campanha internacional em solidariedade ao Haiti. O país vem sofrendo múltiplas crises, recentemente agravadas com os riscos de uma nova intervenção estrangeira e por um surto de cólera que assolam a população já tão vulnerabilizada (leia mais). 

Como parte da mobilização, a Rede JS/A, organizações membro - entre as quais o Jubileu Sul Brasil, - e movimentos parceiros também vêm promovendo ação digital nas redes sociais, protestos presenciais e iniciativas como o abaixo-assinado em solidariedade, pela soberania e autodeterminação do povo haitiano.

Personalidades como o músico Roger Waters, o sociólogo Noam Chomsky e mais de 500 ativistas sociais e populares, artistas, acadêmicos e figuras públicas já assinaram a carta aberta por um Haiti digno e soberano, livre de intervenção estrangeira. Confira a íntegra e apoie assinando aqui:    

“Durante os últimos quatro anos, o povo haitiano se mobilizou permanentemente contra o enorme empobrecimento das massas, as desigualdades escandalosas que condenam a maioria da população a viver em condições desumanas e contra os benefícios econômicos desfrutados por uma pequena minoria. Em particular, mobilizou-se contra o aumento da inflação, os preços dos combustíveis e, mais recentemente, para rejeitar os pedidos de intervenção estrangeira que foram solicitados ilegitimamente pelo primeiro-ministro Ariel Henry, apoiado pelos Estados Unidos. 

Hoje o Haiti enfrenta uma possível nova ocupação militar direta pela Organização das Nações Unidas (ONU), como ocorreu entre 2004 e 2017 por meio da Missão da ONU para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH). Nesse sentido, são preocupantes as declarações do secretário-geral da organização, Antonio Guterres, que solicitou ao Conselho de Segurança a aprovação dessa intervenção militar, que se soma à recente chegada de aviões militares enviados pelos governos do Canadá e dos Estados Unidos. 

É especialmente digno de nota que as razões pelas quais o governo Henry e as Nações Unidas justificam essa possível intervenção militar são causadas justamente pelas ocupações anteriores na ilha, como a disseminação da cólera, e a crise humanitária causada pelos numerosos casos de violência sexual e humana, violações de direitos cometidas pelos militares Capacetes Azuis da ONU contra a população civil.

Exortamos a comunidade internacional, os mecanismos de integração regional, como a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), e em particular os governos populares e progressistas de nosso continente, para que rejeitem categoricamente essas novas tentativas de ocupação do Haiti e rejeitem qualquer tentativa de interferência .

Em alusão aos princípios do Direito Internacional de não intervenção, igualdade de direitos, autodeterminação dos povos e igualdade soberana consagrados na Resolução 2625 da Assembleia Geral das Nações Unidas, a solução dos problemas internos do Haiti deve ser promovida pelo próprio povo haitiano, sem qualquer tipo de intervenção estrangeira, e priorizando a soberania, a autodeterminação e a democracia no país.

Por um Haiti digno e soberano, livre de ocupação!”

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A Assembleia Internacional dos Povos, a Rede Jubileu Sul/Américas (JS/A), a Assembleia dos Povos do Caribe e a Jornada Continental por Democracia e Contra o o Neoliberalismo promovem uma campanha internacional em solidariedade ao Haiti. O país vem sofrendo múltiplas crises, recentemente agravadas com os riscos de uma nova intervenção estrangeira e por um surto de cólera que assolam a população já tão vulnerabilizada (leia mais). 

Como parte da mobilização, a Rede JS/A, organizações membro - entre as quais o Jubileu Sul Brasil, - e movimentos parceiros também vêm promovendo ação digital nas redes sociais, protestos presenciais e iniciativas como o abaixo-assinado em solidariedade, pela soberania e autodeterminação do povo haitiano.

Personalidades como o músico Roger Waters, o sociólogo Noam Chomsky e mais de 500 ativistas sociais e populares, artistas, acadêmicos e figuras públicas já assinaram a carta aberta por um Haiti digno e soberano, livre de intervenção estrangeira. Confira a íntegra e apoie assinando aqui:    

“Durante os últimos quatro anos, o povo haitiano se mobilizou permanentemente contra o enorme empobrecimento das massas, as desigualdades escandalosas que condenam a maioria da população a viver em condições desumanas e contra os benefícios econômicos desfrutados por uma pequena minoria. Em particular, mobilizou-se contra o aumento da inflação, os preços dos combustíveis e, mais recentemente, para rejeitar os pedidos de intervenção estrangeira que foram solicitados ilegitimamente pelo primeiro-ministro Ariel Henry, apoiado pelos Estados Unidos. 

Hoje o Haiti enfrenta uma possível nova ocupação militar direta pela Organização das Nações Unidas (ONU), como ocorreu entre 2004 e 2017 por meio da Missão da ONU para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH). Nesse sentido, são preocupantes as declarações do secretário-geral da organização, Antonio Guterres, que solicitou ao Conselho de Segurança a aprovação dessa intervenção militar, que se soma à recente chegada de aviões militares enviados pelos governos do Canadá e dos Estados Unidos. 

É especialmente digno de nota que as razões pelas quais o governo Henry e as Nações Unidas justificam essa possível intervenção militar são causadas justamente pelas ocupações anteriores na ilha, como a disseminação da cólera, e a crise humanitária causada pelos numerosos casos de violência sexual e humana, violações de direitos cometidas pelos militares Capacetes Azuis da ONU contra a população civil.

Exortamos a comunidade internacional, os mecanismos de integração regional, como a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), e em particular os governos populares e progressistas de nosso continente, para que rejeitem categoricamente essas novas tentativas de ocupação do Haiti e rejeitem qualquer tentativa de interferência .

Em alusão aos princípios do Direito Internacional de não intervenção, igualdade de direitos, autodeterminação dos povos e igualdade soberana consagrados na Resolução 2625 da Assembleia Geral das Nações Unidas, a solução dos problemas internos do Haiti deve ser promovida pelo próprio povo haitiano, sem qualquer tipo de intervenção estrangeira, e priorizando a soberania, a autodeterminação e a democracia no país.

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