Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Campanha incentiva redução no consumo de carne e chama atenção com mudanças climáticas

  • 25 de fevereiro de 2015

“Menos para nós, o suficiente para todos e todas”. Este é o lema da campanha ecumênica quaresmal deste ano de 2015 levado à frente por diversas organizações e igrejas na Suíça. A campanha tem como foco o consumo de carne e as causas disto sobre as questões e problemas ambientais decorrentes da produção e comercialização dos animais.
Na Suíça, de acordo com o material informativo da campanha, os animais precisam ser engordados com soja – provavelmente transgênica – proveniente dos países da América do Sul, como o Brasil, que adotam a monocultura, com todos os prejuízos que este modelo agrícola.
Desmatamento das florestas, utilização de produtos não recicláveis para embalagens, o monocultivo em larga escala que prejudica os pequenos agricultores, utilização de substâncias químicas e mal uso do solo são alguns dos fatores que contribuem para as mudanças climáticas.
O lema acompanha muito debates em torno do clima. Depois da Cúpula dos Povos, em dezembro e da Conferência das Partes (COP21) no Peru, Paris se prepara para receber a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, reunindo chefes de estado de várias nações, que tomarão decisões que implicarão diretamente no clima e na vida de milhares de pessoas. A Conferência também motivou o lema da campanha deste ano.
“Este é o gancho para fazer um trabalho de sensibilização sobre o consumo de carne na Suíça. A Suíça consome mais carne do que, pela superfície agrícola pode produzir. Isto significa que a Suíça tem que importar soja para alimentar o gado de corte. Neste sentido, o consumo de carne na Suíça tem uma conexão direta com as condições ambientais e sociais de produção de soja nos países do Sul, neste caso especialmente no Brasil. A campanha ecumênica visa sensibilizar o público suíço para contextos e ligações assim”, informa Tobias Buser, gerente de Programa da Fastenopfer no Brasil e Índia.
A campanha, portanto, incentiva a redução no consumo da carne tendo em vista todos os quesitos que estão relacionados a ela. São pontos principais da campanha uma petição direcionada ao Conselho Federal por uma política climática responsável; o “Chá da Partilha”, que será vendido a 5 francos suíços, cujo valor arrecadado será doado para ajudar na causa; a “Jornada das Rosas”, onde serão vendidas – neste próximo 14 de março -  160.000 rosas saídas do comércio justo, o valor arrecadado também será doado a projetos de desenvolvimento dos países do Sul; e o “Pão da Partilha”, que poderá ser comprado em várias padarias da Suíça, identificado com a logo da campanha. Para cada pão vendido, 50 cêntimos vão para os países do Sul que tenham projetos identificados com a campanha.
Com a realização da campanha, ressalta Tobias Buser, o resultado esperado é que “em geral se tenha um maior conhecimento sobre as mudanças climáticas, a justiça climática etc. e em concreto um consumo mais consciente de carne, resultando numa certa redução dos padrões de consumo individuais em direção ao consumo de carne localmente produzida que não agrida o meio ambiente e não cause injustiças sociais”.
A campanha tem à frente a Fastenopfer. Para assinar a petição:
www.sehen-und-handeln.ch/klimapetition
www.voir-et-agir.ch/petitionclimat
www.vedere-e-agire.ch/petizione

Últimas notícias

Jardim Pantanal dá início à construção de cartografia social em parceria com Jubileu Sul e MLB

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), em parceria com o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) , realizou uma roda de conversa…
Ler mais...

Mulheres da Pequena África marcam casas contra despejo e denunciam PLC 93 em ação de rua no Rio

O grito de alerta ecoou no centro do Rio de Janeiro na última sexta-feira, 22 de maio. Mulheres da Pequena África foram às ruas para…
Ler mais...

Moradia na Vila Dique: conquista para 71 famílias, mas luta continua para que ninguém fique para trás

O último sábado (16) foi de emoções contraditórias na Vila Dique, comunidade da zona norte de Porto Alegre (RS) duramente afetada pelas enchentes de maio…
Ler mais...

Campanha incentiva redução no consumo de carne e chama atenção com mudanças climáticas

  • 25 de fevereiro de 2015

“Menos para nós, o suficiente para todos e todas”. Este é o lema da campanha ecumênica quaresmal deste ano de 2015 levado à frente por diversas organizações e igrejas na Suíça. A campanha tem como foco o consumo de carne e as causas disto sobre as questões e problemas ambientais decorrentes da produção e comercialização dos animais.
Na Suíça, de acordo com o material informativo da campanha, os animais precisam ser engordados com soja – provavelmente transgênica – proveniente dos países da América do Sul, como o Brasil, que adotam a monocultura, com todos os prejuízos que este modelo agrícola.
Desmatamento das florestas, utilização de produtos não recicláveis para embalagens, o monocultivo em larga escala que prejudica os pequenos agricultores, utilização de substâncias químicas e mal uso do solo são alguns dos fatores que contribuem para as mudanças climáticas.
O lema acompanha muito debates em torno do clima. Depois da Cúpula dos Povos, em dezembro e da Conferência das Partes (COP21) no Peru, Paris se prepara para receber a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, reunindo chefes de estado de várias nações, que tomarão decisões que implicarão diretamente no clima e na vida de milhares de pessoas. A Conferência também motivou o lema da campanha deste ano.
“Este é o gancho para fazer um trabalho de sensibilização sobre o consumo de carne na Suíça. A Suíça consome mais carne do que, pela superfície agrícola pode produzir. Isto significa que a Suíça tem que importar soja para alimentar o gado de corte. Neste sentido, o consumo de carne na Suíça tem uma conexão direta com as condições ambientais e sociais de produção de soja nos países do Sul, neste caso especialmente no Brasil. A campanha ecumênica visa sensibilizar o público suíço para contextos e ligações assim”, informa Tobias Buser, gerente de Programa da Fastenopfer no Brasil e Índia.
A campanha, portanto, incentiva a redução no consumo da carne tendo em vista todos os quesitos que estão relacionados a ela. São pontos principais da campanha uma petição direcionada ao Conselho Federal por uma política climática responsável; o “Chá da Partilha”, que será vendido a 5 francos suíços, cujo valor arrecadado será doado para ajudar na causa; a “Jornada das Rosas”, onde serão vendidas – neste próximo 14 de março -  160.000 rosas saídas do comércio justo, o valor arrecadado também será doado a projetos de desenvolvimento dos países do Sul; e o “Pão da Partilha”, que poderá ser comprado em várias padarias da Suíça, identificado com a logo da campanha. Para cada pão vendido, 50 cêntimos vão para os países do Sul que tenham projetos identificados com a campanha.
Com a realização da campanha, ressalta Tobias Buser, o resultado esperado é que “em geral se tenha um maior conhecimento sobre as mudanças climáticas, a justiça climática etc. e em concreto um consumo mais consciente de carne, resultando numa certa redução dos padrões de consumo individuais em direção ao consumo de carne localmente produzida que não agrida o meio ambiente e não cause injustiças sociais”.
A campanha tem à frente a Fastenopfer. Para assinar a petição:
www.sehen-und-handeln.ch/klimapetition
www.voir-et-agir.ch/petitionclimat
www.vedere-e-agire.ch/petizione

Últimas notícias

Jardim Pantanal dá início à construção de cartografia social em parceria com Jubileu Sul e MLB

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), em parceria com o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) , realizou uma roda de conversa…
Ler mais...

Mulheres da Pequena África marcam casas contra despejo e denunciam PLC 93 em ação de rua no Rio

O grito de alerta ecoou no centro do Rio de Janeiro na última sexta-feira, 22 de maio. Mulheres da Pequena África foram às ruas para…
Ler mais...

Moradia na Vila Dique: conquista para 71 famílias, mas luta continua para que ninguém fique para trás

O último sábado (16) foi de emoções contraditórias na Vila Dique, comunidade da zona norte de Porto Alegre (RS) duramente afetada pelas enchentes de maio…
Ler mais...