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Bancos lucram e o povo sofre com cortes em direitos | A atual e complexa conjuntura por Vírginia Fontes

  • 19 de novembro de 2019

Por Comunicação | Rede Jubileu Sul

O Itaú Unibanco teve um lucro líquido recorrente de R$ 7,16 bilhões no terceiro trimestre deste ano, um avanço de 10,9% ante ao mesmo período de 2018. O aumento, segundo relatório divulgado no dia 4 de novembro, está associado ao crescimento da carteira de crédito expandida.

Outros bancos como o Bradesco tiveram lucro líquido de R$ 6,54 bilhões e o Santander o de R$ 3,71 bilhões. Não por acaso, são essas mesmas instituições financeiras as principais compradoras de títulos da dívida pública interna brasileira, assim como as maiores detentoras do estoque da dívida, ou seja, são os proprietários da dívida pública brasileira e dos juros que provem dela.

"O governo se mostra cada vez mais refém do pagamento desses juros absurdos que só beneficiam a prática do rentismo. O deslocamento de fundos públicos, com cortes progressivos nos gastos sociais, para alimentar o lucro dos bancos é algo crescente e deliberado na política do Governo Federal de superávit primário e, agora, de congelamento dos gastos públicos e desvinculação das receitas de saúde e educação", escreveram Gustavo Galvão Pedro e João Roberto Lopes Pinto, do grupo de pesquisa da Escola de Ciência Política da UNIRIO, em 2016.

O cenário permanece. Recrudescem os cortes em saúde, educação, cultura, ciência e esporte. A Reforma da Previdência do Governo Bolsonaro e seu ministro Paulo Guedes, com a PEC 06/2019, foi realizada nos moldes da realizada no Chile na década de 1980, e evidencia cada vez mais o desejo de um Estado mínimo que retira os direitos de sua população.

O Chile está nas ruas, em resposta a essa política que leva o povo à miséria, e é sobre este cenário que a professora Vírginia Fontes tece comentários e possíveis horizontes, sobre a atual luta de classes que atravessa o povo brasileiro e alguns dos países vizinhos. Há saídas? Quais? A palestra de Virgínia é uma aula para os que lutam por mudanças.

A historiadora Virginia Fontes palestrou durante o Seminário Como anda a luta de classes no Brasil e na América Latina?, no dia 21 de agosto, em São Paulo (SP). Ela é mestre pela UFF (1985) e doutora em Filosofia pela Université Paris Nanterre (1992). Atua na pós-graduação em história da UFF, onde integra o NIEP-MARX – Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e o Marxismo – e na Fiocruz, Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio – EPSJV.

Atua nas áreas de atuação: Teoria e Filosofia da História, Epistemologia, História do Brasil República, História Contemporânea. É professora da Escola Nacional Florestan Fernandes-MST e coordenadora do GT História e Marxismo-ANPUH. Integra diversos conselhos editoriais no país e no exterior.

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"O governo se mostra cada vez mais refém do pagamento desses juros absurdos que só beneficiam a prática do rentismo. O deslocamento de fundos públicos, com cortes progressivos nos gastos sociais, para alimentar o lucro dos bancos é algo crescente e deliberado na política do Governo Federal de superávit primário e, agora, de congelamento dos gastos públicos e desvinculação das receitas de saúde e educação", escreveram Gustavo Galvão Pedro e João Roberto Lopes Pinto, do grupo de pesquisa da Escola de Ciência Política da UNIRIO, em 2016.

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O Chile está nas ruas, em resposta a essa política que leva o povo à miséria, e é sobre este cenário que a professora Vírginia Fontes tece comentários e possíveis horizontes, sobre a atual luta de classes que atravessa o povo brasileiro e alguns dos países vizinhos. Há saídas? Quais? A palestra de Virgínia é uma aula para os que lutam por mudanças.

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Atua nas áreas de atuação: Teoria e Filosofia da História, Epistemologia, História do Brasil República, História Contemporânea. É professora da Escola Nacional Florestan Fernandes-MST e coordenadora do GT História e Marxismo-ANPUH. Integra diversos conselhos editoriais no país e no exterior.

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