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Artigo: Façamos história! Palestina livre do rio ao mar!

  • 10 de outubro de 2025

No dia 7 de outubro de 2025 completaram dois anos da intensificação do genocídio do povo palestino que, com a Nakba, em 1947, se institucionaliza. É conhecido milícias armadas já no início do século XX. Mas é com esta decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), aliviando a consciência dos países pelo Holocausto, definiu pela existência de dois estados, jogando sobre os palestinos a punição deste crime humanitário.

Um Estado judeu ocupando 55% do território palestino e as suas terras mais férteis, e os palestinos ficariam com 45%. Já em 1948, os judeus iniciaram a ampliação do território e a expulsão dos muçulmanos de suas terras. É o início da grande catástrofe – a Nakba - e o genocídio do povo palestino. São expulsos da terra, têm seus bens roubados e aldeias inteiras dizimadas. É o sionismo como política oficial de Estado: é terrorista, assassino, de apartheid, colonialista e racista armado - até os dentes.

Em 7 de outubro de 2023, a resistência palestina conseguiu romper os muros da maior prisão a céu aberto, que era Gaza, e faz uma ação em uma área militar no território ocupado da Palestina. Esta ação objetivava fazer alguns prisioneiros e trocar pelos prisioneiros palestinos, entre eles centenas de mulheres e crianças. Foi um gesto de resistência ao Estado sionista colonial e de apartheid, que há 78 anos procura apagar os palestinos, suas vidas, sua história e sua identidade.

Esta ação vai ocorrer em um instante de intensa crise capitalista, com a classe trabalhadora acuada pelo subemprego e precarização do trabalho. A barbárie do capitalismo traz à tona as duas grandes questões de nossa época: a catástrofe ambiental e a perda da humanidade com o genocídio do povo da Palestina.

O capitalismo em uma crise humanitária, como foi a II Grande Guerra, criou a ONU para estabelecer relações estáveis entre as nações, garantido a autonomia dos povos e os direitos humanos. Agora, rompe com tudo isto e o mundo inteiro passa a assistir, de celular, o assassinato de toda uma população, tanto pelas armas, quanto pela fome. É a barbárie capitalista! As deliberações e punições da ONU são ignoradas.

É a falência deste órgão, mostrando também a submissão dos governantes que não assumem atitudes concretas para que este Estado assassino e terrorista seja detido. Ações mínimas como cortar as relações econômicas, diplomáticas, políticas e militares poderiam limitar a atuação genocida deste Estado sionista. Poucos são aqueles que tomam atitudes mais práticas e corajosas, como o vizinho presidente da Colômbia, Gustavo Petros.

Já passou a hora dos belos discursos denunciando o genocídio! Como dizia Giordano Bruno: “Que ingenuidade pedir a quem tem poder para mudar o poder!” É necessário coragem!
Este comportamento tem levado a sociedade civil a assumir um protagonismo nesta luta. A resistência Palestina tem movido o mundo e assim, milhões de pessoas pelo mundo inteiro vão para as ruas enfrentando a repressão de seus Estados e promovendo ações corajosas, desencadeando novas iniciativas e formatos, como as flotilhas.

Nós, do Comitê Mineiro de Solidariedade ao Povo Palestino, temos buscado diferentes formas de denunciar o genocídio e sensibilizar a nossa população. Uma destas formas foi fazer um abaixo-assinado cobrando uma atitude minimamente corajosa do governo brasileiro para o rompimento de todas as relações com o estado genocida de Israel.

Neste dia 7 de outubro, fomos em uma caravana para Brasília, para entregar um manifesto e os abaixo assinados. Fomos também protestar junto à embaixada dos EUA. Essas atividades foram organizadas juntamente com os Comitês de Brasília, de Goiânia e uma representação do estado de São Paulo.

Na embaixada fomos recebidas/os pelas forças de segurança que cercavam todo o prédio em uma enorme e despropositada demonstração de força. Nossa militância, sabendo do significado deste momento histórico de nos insurgimos para não sermos cúmplices do genocídio, hasteamos nossas bandeiras, denunciamos o genocídio e fizemos o ato de solidariedade ao Povo Palestino.

Era uma manifestação pacífica e cidadã quando, do nada, a repressão veio para cima dos manifestantes com toda violência (confira as imagens nas redes do comitê mineiro). Mesmo com a dor das cacetadas, do spray de pimenta no rosto e por todo o corpo, prisão de três jovens, a nossa militância não recuou. Não recuamos! Enfrentamos uma correlação de forças muito desigual, mas terminamos o nosso ato. Enfrentamos e saímos de lá felizes e com muita energia para continuar na luta.

E demos sequência à programação prevista. Fomos até a Presidência da República, onde fomos recebidas/os pelo representante da Secretaria Geral da Presidência, o Sr. Candido Hilário, que recebeu o nosso manifesto e os abaixo-assinados. Fomos também ao Itamaraty e protocolamos o manifesto. Depois fizemos a reunião dos comitês presentes para traçar novas linhas e continuar o trabalho unitário.

É muito bom saber que contamos com esta militância combativa e consciente de seu papel. Mas precisamos de todas e todos vocês. Não permitam que a história venha te cobrar: o que você fazia enquanto assistia, pelo seu celular, a eliminação do Povo Palestino? Venha conosco lutar por uma Palestina Livre do Rio ao Mar!

Belo Horizonte, 08 de outubro de 2025.

Artigo escrito pela economista Dirlene Marques, membro do Comitê Mineiro de Solidariedade à Palestina e da coordenação da Rede Jubileu Sul Brasil

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Um Estado judeu ocupando 55% do território palestino e as suas terras mais férteis, e os palestinos ficariam com 45%. Já em 1948, os judeus iniciaram a ampliação do território e a expulsão dos muçulmanos de suas terras. É o início da grande catástrofe – a Nakba - e o genocídio do povo palestino. São expulsos da terra, têm seus bens roubados e aldeias inteiras dizimadas. É o sionismo como política oficial de Estado: é terrorista, assassino, de apartheid, colonialista e racista armado - até os dentes.

Em 7 de outubro de 2023, a resistência palestina conseguiu romper os muros da maior prisão a céu aberto, que era Gaza, e faz uma ação em uma área militar no território ocupado da Palestina. Esta ação objetivava fazer alguns prisioneiros e trocar pelos prisioneiros palestinos, entre eles centenas de mulheres e crianças. Foi um gesto de resistência ao Estado sionista colonial e de apartheid, que há 78 anos procura apagar os palestinos, suas vidas, sua história e sua identidade.

Esta ação vai ocorrer em um instante de intensa crise capitalista, com a classe trabalhadora acuada pelo subemprego e precarização do trabalho. A barbárie do capitalismo traz à tona as duas grandes questões de nossa época: a catástrofe ambiental e a perda da humanidade com o genocídio do povo da Palestina.

O capitalismo em uma crise humanitária, como foi a II Grande Guerra, criou a ONU para estabelecer relações estáveis entre as nações, garantido a autonomia dos povos e os direitos humanos. Agora, rompe com tudo isto e o mundo inteiro passa a assistir, de celular, o assassinato de toda uma população, tanto pelas armas, quanto pela fome. É a barbárie capitalista! As deliberações e punições da ONU são ignoradas.

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Nós, do Comitê Mineiro de Solidariedade ao Povo Palestino, temos buscado diferentes formas de denunciar o genocídio e sensibilizar a nossa população. Uma destas formas foi fazer um abaixo-assinado cobrando uma atitude minimamente corajosa do governo brasileiro para o rompimento de todas as relações com o estado genocida de Israel.

Neste dia 7 de outubro, fomos em uma caravana para Brasília, para entregar um manifesto e os abaixo assinados. Fomos também protestar junto à embaixada dos EUA. Essas atividades foram organizadas juntamente com os Comitês de Brasília, de Goiânia e uma representação do estado de São Paulo.

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Era uma manifestação pacífica e cidadã quando, do nada, a repressão veio para cima dos manifestantes com toda violência (confira as imagens nas redes do comitê mineiro). Mesmo com a dor das cacetadas, do spray de pimenta no rosto e por todo o corpo, prisão de três jovens, a nossa militância não recuou. Não recuamos! Enfrentamos uma correlação de forças muito desigual, mas terminamos o nosso ato. Enfrentamos e saímos de lá felizes e com muita energia para continuar na luta.

E demos sequência à programação prevista. Fomos até a Presidência da República, onde fomos recebidas/os pelo representante da Secretaria Geral da Presidência, o Sr. Candido Hilário, que recebeu o nosso manifesto e os abaixo-assinados. Fomos também ao Itamaraty e protocolamos o manifesto. Depois fizemos a reunião dos comitês presentes para traçar novas linhas e continuar o trabalho unitário.

É muito bom saber que contamos com esta militância combativa e consciente de seu papel. Mas precisamos de todas e todos vocês. Não permitam que a história venha te cobrar: o que você fazia enquanto assistia, pelo seu celular, a eliminação do Povo Palestino? Venha conosco lutar por uma Palestina Livre do Rio ao Mar!

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