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A política genocida do governo Bolsonaro: Aos Bancos tudo. Ao Povo, migalhas.

  • 6 de abril de 2020
A política genocida do governo Bolsonaro: Aos Bancos tudo. Ao Povo, migalhas.
Foto - Gladstone Barreto/Flickr/CC

Há cerca de um mês, desde que o coronavírus começou a se espalhar pelo mundo, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vem querendo ignorar que essa pandemia já está instalada no país.

Ao invés de voltar toda a sua capacidade de mobilização e planejamento ao trabalho social, mais necessário que nunca, o governo brasileiro, na pessoa do presidente da República, segue agindo de forma desprecavida, e portanto, irresponsável, colocando em risco a vida de milhões de brasileiros. Somente com um esforço em nível mundial conseguiremos barrar a ameaça do novo coronavírus, a COVID 19.

R$1,2 trilhões são destinado s aos bancos e R$ 600 para as famílias. O auxílio ao povo, chamado de renda básica emergencial, custará cerca de R$ 100 bilhões, de acordo com cálculos do próprio governo, ou seja, menos de 9% do que foi disponibilizado aos bancos.

Valor destinado aos bancos

R$ 1 trilhão e 200 bilhões de "liquidez" para os bancos,representa 1/3 do orçamento público e aproximadamente 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil .  É a maior quantia de dinheiro já liberada na história, ao "mercado", segundo anúncio do próprio governo federal.  Sem qualquer forma de garantias sociais, cerca de R$ 85 bilhões deste valor, será  utilizado pela Caixa Econômica Federal para compra de carteiras podres dos bancos privados.

Por outro lado, criaram dificuldades para conceder R$ 600,00 para trabalhadoras e trabalhadores informais e adotaram medidas de cortes de salários sem ações concretas do Estado para subsidiar essa perda, configurando-se na mais cruel roubalheira da nossa história. Bolsonaro ainda diz que a crise social e econômica que passaremos é culpa exclusiva do isolamento social, que na verdade protege vidas!

De onde eles querem tirar esse dinheiro? Dos salários dos servidores públicos! Querem cortar 25% do salário de gente que é concursada e que presta um serviço vital nesse momento de pandemia. E sabe de onde mais esses milhões vão sair? Serão tirados dos salários dos trabalhadores formais. Existe uma proposta de reduzir o pagamento deste setor nos próximos meses.

Não se combate uma crise utilizando os mesmos mecanismos que geraram tal situação. É justamente isso que o governo Bolsonaro está fazendo.

A culpa das mortes, dos milhões de infectados pelo coronavírus, é do modelo neoliberal e dos seus seguidores. Governos neoliberais no mundo todo destruíram a saúde pública e agora colhem os frutos.

Os valores e princípios que se mostram capazes de fazer frente aos riscos, como os que uma pandemia proporciona para a humanidade já totalmente globalizada, são justamente os opostos aos valores hegemônicos no “mundo capitalista”: uma política econômica universalizante, capaz de garantir a reprodução básica da vida das pessoas no que diz respeito à saúde, educação, acesso à informação de qualidade, alimentação saudável , dentre outros.

A solidariedade vinda da classe trabalhadora, seja nos pequenos gestos cotidianos, seja em nível regional ou internacional, também tem se mostrado uma mola propulsora  para uma saída de respeito e proteção à vida.

Um sistema econômico regido pelo capital será incapaz de atender a esses valores e princípios.

A vida acima do lucro!

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Foto - Gladstone Barreto/Flickr/CC

Há cerca de um mês, desde que o coronavírus começou a se espalhar pelo mundo, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vem querendo ignorar que essa pandemia já está instalada no país.

Ao invés de voltar toda a sua capacidade de mobilização e planejamento ao trabalho social, mais necessário que nunca, o governo brasileiro, na pessoa do presidente da República, segue agindo de forma desprecavida, e portanto, irresponsável, colocando em risco a vida de milhões de brasileiros. Somente com um esforço em nível mundial conseguiremos barrar a ameaça do novo coronavírus, a COVID 19.

R$1,2 trilhões são destinado s aos bancos e R$ 600 para as famílias. O auxílio ao povo, chamado de renda básica emergencial, custará cerca de R$ 100 bilhões, de acordo com cálculos do próprio governo, ou seja, menos de 9% do que foi disponibilizado aos bancos.

Valor destinado aos bancos

R$ 1 trilhão e 200 bilhões de "liquidez" para os bancos,representa 1/3 do orçamento público e aproximadamente 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil .  É a maior quantia de dinheiro já liberada na história, ao "mercado", segundo anúncio do próprio governo federal.  Sem qualquer forma de garantias sociais, cerca de R$ 85 bilhões deste valor, será  utilizado pela Caixa Econômica Federal para compra de carteiras podres dos bancos privados.

Por outro lado, criaram dificuldades para conceder R$ 600,00 para trabalhadoras e trabalhadores informais e adotaram medidas de cortes de salários sem ações concretas do Estado para subsidiar essa perda, configurando-se na mais cruel roubalheira da nossa história. Bolsonaro ainda diz que a crise social e econômica que passaremos é culpa exclusiva do isolamento social, que na verdade protege vidas!

De onde eles querem tirar esse dinheiro? Dos salários dos servidores públicos! Querem cortar 25% do salário de gente que é concursada e que presta um serviço vital nesse momento de pandemia. E sabe de onde mais esses milhões vão sair? Serão tirados dos salários dos trabalhadores formais. Existe uma proposta de reduzir o pagamento deste setor nos próximos meses.

Não se combate uma crise utilizando os mesmos mecanismos que geraram tal situação. É justamente isso que o governo Bolsonaro está fazendo.

A culpa das mortes, dos milhões de infectados pelo coronavírus, é do modelo neoliberal e dos seus seguidores. Governos neoliberais no mundo todo destruíram a saúde pública e agora colhem os frutos.

Os valores e princípios que se mostram capazes de fazer frente aos riscos, como os que uma pandemia proporciona para a humanidade já totalmente globalizada, são justamente os opostos aos valores hegemônicos no “mundo capitalista”: uma política econômica universalizante, capaz de garantir a reprodução básica da vida das pessoas no que diz respeito à saúde, educação, acesso à informação de qualidade, alimentação saudável , dentre outros.

A solidariedade vinda da classe trabalhadora, seja nos pequenos gestos cotidianos, seja em nível regional ou internacional, também tem se mostrado uma mola propulsora  para uma saída de respeito e proteção à vida.

Um sistema econômico regido pelo capital será incapaz de atender a esses valores e princípios.

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