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6ª SSB realiza seminário nacional e divulga carta aberta

  • 26 de outubro de 2021
Seminário Nacional da 6ª SSB reuniu cerca de 500 pessoas online no sábado (23). A coordenação da SSB conduziu o memento reunida na sede da CNBB, em Brasília.

O Seminário Nacional da 6ª Semana Social Brasileira (SSB) reuniu cerca de 500 pessoas de todo o Brasil em uma programação que contemplou momentos de reflexão sobre os temas centrais de mobilização: Terra, Teto e Trabalho.

Com o tema “O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos”, o centro do Seminário foi a apresentação da proposta metodológica inicial para dar início às mobilizações para a construção de um projeto popular para o Brasil. A Rede Jubileu Sul Brasil integra a coordenação da 6ª SSB, que segue mobilizada até 2023.

O seminário ocorreu de forma híbrida, com pessoas de todo Brasil online e membros da coordenação nacional da 6ª SSB presentes na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Brasília, no sábado (23). Ao final do seminário, os participantes divulgaram a carta aberta: "Diante do projeto de morte expresso no gravíssimo quadro econômico, social, ambiental e político reafirmamos a urgência de construir um projeto internacionalista de solidariedade, irrigando o Bem Viver dos povos pela amorosidade que cuida e alavanca projetos de vida", diz um trecho do documento.

Leia a íntegra da Carta

Brasília, 23 de outubro de 2021

Carta Mutirão pelo Brasil que queremos: o bem viver dos povos

“Sonho e semente de reconstrução”
(Levante Popular, de Antônio Baiano)

A 6ª Semana Social Brasileira reunida no Seminário Nacional “O Brasil que queremos: O Bem Viver dos povos”, no dia 23 de outubro de 2021, em formato híbrido e transmitido da sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),  reafirma o que nos disse o Papa Francisco no 4º Encontro Mundial dos Movimentos Populares: “Sabeis que sois chamados a participar nos grandes processos de mudança [...] O futuro da humanidade está, em grande medida, nas vossas mãos, na vossa capacidade de vos organizar e promover alternativas criativas”.

Nessa trajetória de 30 anos da construção do Brasil que queremos, almejamos o diálogo dos povos. Nosso compromisso de luta pela dignidade, justiça socioambiental e de uma “economia com alma”.  Reafirmamos nossa solidariedade às famílias e vítimas do descaso do Governo Federal no enfrentamento da pandemia, conforme denuncia o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19.

Diante do projeto de morte expresso no gravíssimo quadro econômico, social, ambiental e político reafirmamos a urgência de construir um projeto internacionalista de solidariedade, irrigando o Bem Viver dos povos pela amorosidade que cuida e alavanca projetos de vida.

Estamos no meio da caminhada dos quatro anos da 6ª Semana Social Brasileira, desde o seu início em 2020. Avançamos nas articulações e reflexões, e agora o convite é avançar no Levante Popular que coloque nossos ouvidos e corações em escutar e sentir os clamores das pessoas que sentem fome e das que não tem terra, teto e trabalho. Por isso, conclamamos:

A continuar organizando os mutirões pela vida por terra, teto e trabalho, com soberania, democracia e outra economia;

 No Trabalho seguir os projetos de Redução da jornada de trabalho e de uma renda básica universal. Apoiar e fortalecer os coletivos organizados em processos de autogestão e economia popular solidária, através das redes de cooperação e comercialização das iniciativas locais de geração de renda.

 Terra e Teto não podem ser espaços de especulação imobiliária e exploração financeira do agronegócio produtor de fome para o povo, de violência no campo e conflitos urbanos, e sim, espaço de vida.

 Afirmamos as resistências concretas em forma de agroecologia, luta por demarcação das terras indígenas e quilombolas, reforma agrária popular, luta contra a grilagem de terras, proteção de comunidades e lideranças ameaçadas e mobilização contra os despejos, auto-organização das mulheres, das juventudes, das periferias, ações para salvar nascentes e rios, contra a privatização das águas, contra o encarceramento em massa, luta sindical, direitos das pessoas com deficiências e idosas.

Não queremos morrer nem de fome, nem de bala e nem de vírus, queremos viver!

Vamos espalhando sementes de transformação, de ternura e teimosia. 

Participantes do Seminário Nacional da 6ª Semana Social Brasileira

 

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O Seminário Nacional da 6ª Semana Social Brasileira (SSB) reuniu cerca de 500 pessoas de todo o Brasil em uma programação que contemplou momentos de reflexão sobre os temas centrais de mobilização: Terra, Teto e Trabalho.

Com o tema “O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos”, o centro do Seminário foi a apresentação da proposta metodológica inicial para dar início às mobilizações para a construção de um projeto popular para o Brasil. A Rede Jubileu Sul Brasil integra a coordenação da 6ª SSB, que segue mobilizada até 2023.

O seminário ocorreu de forma híbrida, com pessoas de todo Brasil online e membros da coordenação nacional da 6ª SSB presentes na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Brasília, no sábado (23). Ao final do seminário, os participantes divulgaram a carta aberta: "Diante do projeto de morte expresso no gravíssimo quadro econômico, social, ambiental e político reafirmamos a urgência de construir um projeto internacionalista de solidariedade, irrigando o Bem Viver dos povos pela amorosidade que cuida e alavanca projetos de vida", diz um trecho do documento.

Leia a íntegra da Carta

Brasília, 23 de outubro de 2021

Carta Mutirão pelo Brasil que queremos: o bem viver dos povos

“Sonho e semente de reconstrução”
(Levante Popular, de Antônio Baiano)

A 6ª Semana Social Brasileira reunida no Seminário Nacional “O Brasil que queremos: O Bem Viver dos povos”, no dia 23 de outubro de 2021, em formato híbrido e transmitido da sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),  reafirma o que nos disse o Papa Francisco no 4º Encontro Mundial dos Movimentos Populares: “Sabeis que sois chamados a participar nos grandes processos de mudança [...] O futuro da humanidade está, em grande medida, nas vossas mãos, na vossa capacidade de vos organizar e promover alternativas criativas”.

Nessa trajetória de 30 anos da construção do Brasil que queremos, almejamos o diálogo dos povos. Nosso compromisso de luta pela dignidade, justiça socioambiental e de uma “economia com alma”.  Reafirmamos nossa solidariedade às famílias e vítimas do descaso do Governo Federal no enfrentamento da pandemia, conforme denuncia o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19.

Diante do projeto de morte expresso no gravíssimo quadro econômico, social, ambiental e político reafirmamos a urgência de construir um projeto internacionalista de solidariedade, irrigando o Bem Viver dos povos pela amorosidade que cuida e alavanca projetos de vida.

Estamos no meio da caminhada dos quatro anos da 6ª Semana Social Brasileira, desde o seu início em 2020. Avançamos nas articulações e reflexões, e agora o convite é avançar no Levante Popular que coloque nossos ouvidos e corações em escutar e sentir os clamores das pessoas que sentem fome e das que não tem terra, teto e trabalho. Por isso, conclamamos:

A continuar organizando os mutirões pela vida por terra, teto e trabalho, com soberania, democracia e outra economia;

 No Trabalho seguir os projetos de Redução da jornada de trabalho e de uma renda básica universal. Apoiar e fortalecer os coletivos organizados em processos de autogestão e economia popular solidária, através das redes de cooperação e comercialização das iniciativas locais de geração de renda.

 Terra e Teto não podem ser espaços de especulação imobiliária e exploração financeira do agronegócio produtor de fome para o povo, de violência no campo e conflitos urbanos, e sim, espaço de vida.

 Afirmamos as resistências concretas em forma de agroecologia, luta por demarcação das terras indígenas e quilombolas, reforma agrária popular, luta contra a grilagem de terras, proteção de comunidades e lideranças ameaçadas e mobilização contra os despejos, auto-organização das mulheres, das juventudes, das periferias, ações para salvar nascentes e rios, contra a privatização das águas, contra o encarceramento em massa, luta sindical, direitos das pessoas com deficiências e idosas.

Não queremos morrer nem de fome, nem de bala e nem de vírus, queremos viver!

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