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6ª Semana Social Brasileira é debatida em reunião das pastorais sociais em Brasília

  • 13 de março de 2020

A 6ª Semana Social Brasileira (SSB) é realizada por diversas organizações, pastorais e movimentos sociais, e tem como objetivo promover um espaço de mobilização e debate tendo como temática os processos de exclusão e as desigualdades sociais.

O lema dessa sexta edição é “'Mutirão pela vida: por terra, teto e trabalho”, segundo Sandra Quintela, economista, articuladora nacional da Rede Jubileu Sul Brasil - que esteve presente na reunião das pastorais sociais que debateu a articulação da 6ª SSB - a escolha desse lema é resultado de um processo coletivo de construção realizado a partir da base. Segundo a especialista, a defesa à vida tem sido a maior luta das populações mais excluídas, principalmente na atual conjuntura política brasileira, onde as populações tradicionais, indígenas e quilombolas são constantemente ameaçadas pelo processo de especulação de suas terras.

“Quando falamos de terra, falamos de condições de vida e de políticas públicas: política agrícola, reforma agrária, crédito e comercialização de comida sem agrotóxico. Quando falamos de teto, estamos falando de moradia, de saúde pública, de educação pública, de saneamento, do direito de ir e vir, de transporte público e de que nós mulheres possamos ter um teto sem violência, afinal, a maior parte da violência contra mulheres acontece dentro de casa. Quando falamos de trabalho, estamos falando da dignidade humana. Já são 14 milhões de desempregados no Brasil e uma grande parte da população em trabalhos precarizados, sem segurança e direitos básicos. Tudo isso está incorporado no lema da Semana”, observa.

Sandra conta que foi desse espaço amplo de articulação que surgiram organizações como a Rede Jubileu Sul, criada durante as discussões da 3ª SSB. “O Jubileu é fruto desse processo de debate em torno das dívidas sociais, principalmente com os mais pobres e as mais pobres, os excluídos e as excluídas. A Rede tem participado dessas discussões desde sempre, antes mesmo de ser uma rede, por meio das organizações que hoje a compõem. Precisamos desse mutirão. Nós só sairemos dessa situação de maneira coletiva”, defende.

Entre os dias 3 e 5 de julho se realizará o Seminário Nacional de Mobilização que dá início aos processos locais e regionais da 6ª SSB, que se encerra no primeiro semestre de 2022.

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“Quando falamos de terra, falamos de condições de vida e de políticas públicas: política agrícola, reforma agrária, crédito e comercialização de comida sem agrotóxico. Quando falamos de teto, estamos falando de moradia, de saúde pública, de educação pública, de saneamento, do direito de ir e vir, de transporte público e de que nós mulheres possamos ter um teto sem violência, afinal, a maior parte da violência contra mulheres acontece dentro de casa. Quando falamos de trabalho, estamos falando da dignidade humana. Já são 14 milhões de desempregados no Brasil e uma grande parte da população em trabalhos precarizados, sem segurança e direitos básicos. Tudo isso está incorporado no lema da Semana”, observa.

Sandra conta que foi desse espaço amplo de articulação que surgiram organizações como a Rede Jubileu Sul, criada durante as discussões da 3ª SSB. “O Jubileu é fruto desse processo de debate em torno das dívidas sociais, principalmente com os mais pobres e as mais pobres, os excluídos e as excluídas. A Rede tem participado dessas discussões desde sempre, antes mesmo de ser uma rede, por meio das organizações que hoje a compõem. Precisamos desse mutirão. Nós só sairemos dessa situação de maneira coletiva”, defende.

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