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Fortuna dos 5 super ricos dobra desde 2020, enquanto 60% da humanidade fica mais pobre

  • 17 de janeiro de 2024

Super ricos aumentaram fortuna em 114% no período, ao mesmo tempo que quase 5 bilhões de pessoas ficaram mais pobres em todo mundo, aponta o relatório 'Desigualdade S.A. – Como o poder corporativo divide nosso mundo e a necessidade de uma nova era de ação pública'

Por Redação - Jubileu Sul Brasil, com informações da Oxfam

US$ 14 milhões acumulados por hora de 2020. Foi assim que os cinco homens mais ricos do mundo dobraram suas fortunas - um aumento de 114%, de US$ 405 bilhões para US$ 869 bilhões. Ao mesmo tempo, 60% da humanidade - quase cinco bilhões de pessoas - ficaram mais pobres no período. É o que aponta o relatório Desigualdade S.A. – Como o poder corporativo divide nosso mundo e a necessidade de uma nova era de ação pública, novo estudo da Oxfam, apresentado neste 15 de janeiro durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, que ocorre na Suíça. 

A maior parte dessa riqueza está concentrada nas mãos de bilionários do Norte Global e das grandes companhias multinacionais. Essas empresas e os demais bilionários atuam evitando o pagamento de impostos, contribuem para o colapso climático e pressionam a privatização de serviços públicos. 

A fatia de serviços essenciais movimenta trilhões de dólares e são oportunidade de geração de lucro e riquezas para os que já são super ricos: “O Banco Mundial e outros atores envolvidos no financiamento do desenvolvimento deram prioridade à prestação de serviços privados, tratando os serviços básicos, na prática, como classes de ativos e usando dinheiro público para garantir retornos às empresas em vez de direitos humanos”, denuncia o informe. 

Monopólio do poder

Ao comentar os resultados do relatório no site da organização, a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia afirma que “o poder corporativo e monopolista desenfreado é uma máquina geradora de desigualdade”. 

Segundo Katia, “as empresas estão canalizando a maior parte da riqueza gerada no mundo para uma ínfima parcela da população, que já é super-rica. E também estão canalizando o poder, minando nossas democracias e nossos direitos. Nenhuma empresa ou indivíduo deveria ter tanto poder sobre nossas economias e nossas vidas. Ninguém deveria ter um bilhão de dólares!”, completa. 

No caso do Brasil, Katia Maia alerta para a questão racial no quadro de desigualdades: “No Brasil, a desigualdade de renda e riqueza anda em paralelo com a desigualdade racial e de gênero – nossos super-ricos são quase todos homens e brancos. Para construirmos um país mais justo e menos desigual, precisamos enfrentar esse pacto da branquitude entre os mais ricos.”

Desigualdade em números

Entre alguns dos dados destacados, o estudo mostra que:

  • Se cada um dos cinco homens mais ricos gastasse um milhão de dólares por dia, eles levariam 476 anos para esgotar toda sua fortuna combinada;
  • O 1% mais rico do mundo tem 43% de todos os ativos financeiros globais; 
  • O 1% mais rico do mundo tem 43% de todos os ativos financeiros globais;
  • Em termos globais, os homens possuem 105 trilhões de dólares em patrimônio a mais do que as mulheres – a diferença é equivalente a mais de quatro vezes a economia dos Estados Unidos;
  • Sete em cada dez das maiores empresas do mundo têm bilionários como CEOs ou principais acionistas;
  • Apenas 0,4% das mais de 1.600 maiores e mais influentes empresas do mundo se comprometeram publicamente com o pagamento de salários dignos seus trabalhadores e apoiam isso em suas cadeias de valor; 
  • Levaria 1.200 anos para uma trabalhadora do setores de saúde ganhar o que um CEO de uma das 100 maiores empresas da lista da Fortune ganha em média por ano.
https://youtu.be/xAaIOmdJaFs?feature=shared

Outra economia, possível para todos

“No ritmo atual, serão necessários 230 anos para acabar com a pobreza, mas poderemos ter o nosso primeiro trilionário em 10 anos (...) Para acabar com a desigualdade extrema, os governos terão que redistribuir de forma radical o poder dos bilionários e das grandes empresas às pessoas comuns”, aponta o estudo. 

Por isso, ao pontuar os rumos a uma economia para todos, o relatório Desigualdade S.A. destaca como o primeiro passo “elevar radicalmente o patamar da igualdade no mundo em níveis nacional e global; em segundo, conter o poder das grandes empresas e construir economias para todos, e não economias que procuram recompensar apenas os mais ricos”.  A análise destaca ainda o papel dos governos de todo o mundo na implementação de medidas concretas para redução das desigualdades. 

A redução desse fosso de desigualdade entre os super ricos e pobres é apontada como essencial para “garantir uma vida boa para todos em planeta que floresça, não ter que lutar pela sobrevivência”

Confira a íntegra do relatório:

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  • 17 de janeiro de 2024

Super ricos aumentaram fortuna em 114% no período, ao mesmo tempo que quase 5 bilhões de pessoas ficaram mais pobres em todo mundo, aponta o relatório 'Desigualdade S.A. – Como o poder corporativo divide nosso mundo e a necessidade de uma nova era de ação pública'

Por Redação - Jubileu Sul Brasil, com informações da Oxfam

US$ 14 milhões acumulados por hora de 2020. Foi assim que os cinco homens mais ricos do mundo dobraram suas fortunas - um aumento de 114%, de US$ 405 bilhões para US$ 869 bilhões. Ao mesmo tempo, 60% da humanidade - quase cinco bilhões de pessoas - ficaram mais pobres no período. É o que aponta o relatório Desigualdade S.A. – Como o poder corporativo divide nosso mundo e a necessidade de uma nova era de ação pública, novo estudo da Oxfam, apresentado neste 15 de janeiro durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, que ocorre na Suíça. 

A maior parte dessa riqueza está concentrada nas mãos de bilionários do Norte Global e das grandes companhias multinacionais. Essas empresas e os demais bilionários atuam evitando o pagamento de impostos, contribuem para o colapso climático e pressionam a privatização de serviços públicos. 

A fatia de serviços essenciais movimenta trilhões de dólares e são oportunidade de geração de lucro e riquezas para os que já são super ricos: “O Banco Mundial e outros atores envolvidos no financiamento do desenvolvimento deram prioridade à prestação de serviços privados, tratando os serviços básicos, na prática, como classes de ativos e usando dinheiro público para garantir retornos às empresas em vez de direitos humanos”, denuncia o informe. 

Monopólio do poder

Ao comentar os resultados do relatório no site da organização, a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia afirma que “o poder corporativo e monopolista desenfreado é uma máquina geradora de desigualdade”. 

Segundo Katia, “as empresas estão canalizando a maior parte da riqueza gerada no mundo para uma ínfima parcela da população, que já é super-rica. E também estão canalizando o poder, minando nossas democracias e nossos direitos. Nenhuma empresa ou indivíduo deveria ter tanto poder sobre nossas economias e nossas vidas. Ninguém deveria ter um bilhão de dólares!”, completa. 

No caso do Brasil, Katia Maia alerta para a questão racial no quadro de desigualdades: “No Brasil, a desigualdade de renda e riqueza anda em paralelo com a desigualdade racial e de gênero – nossos super-ricos são quase todos homens e brancos. Para construirmos um país mais justo e menos desigual, precisamos enfrentar esse pacto da branquitude entre os mais ricos.”

Desigualdade em números

Entre alguns dos dados destacados, o estudo mostra que:

  • Se cada um dos cinco homens mais ricos gastasse um milhão de dólares por dia, eles levariam 476 anos para esgotar toda sua fortuna combinada;
  • O 1% mais rico do mundo tem 43% de todos os ativos financeiros globais; 
  • O 1% mais rico do mundo tem 43% de todos os ativos financeiros globais;
  • Em termos globais, os homens possuem 105 trilhões de dólares em patrimônio a mais do que as mulheres – a diferença é equivalente a mais de quatro vezes a economia dos Estados Unidos;
  • Sete em cada dez das maiores empresas do mundo têm bilionários como CEOs ou principais acionistas;
  • Apenas 0,4% das mais de 1.600 maiores e mais influentes empresas do mundo se comprometeram publicamente com o pagamento de salários dignos seus trabalhadores e apoiam isso em suas cadeias de valor; 
  • Levaria 1.200 anos para uma trabalhadora do setores de saúde ganhar o que um CEO de uma das 100 maiores empresas da lista da Fortune ganha em média por ano.
https://youtu.be/xAaIOmdJaFs?feature=shared

Outra economia, possível para todos

“No ritmo atual, serão necessários 230 anos para acabar com a pobreza, mas poderemos ter o nosso primeiro trilionário em 10 anos (...) Para acabar com a desigualdade extrema, os governos terão que redistribuir de forma radical o poder dos bilionários e das grandes empresas às pessoas comuns”, aponta o estudo. 

Por isso, ao pontuar os rumos a uma economia para todos, o relatório Desigualdade S.A. destaca como o primeiro passo “elevar radicalmente o patamar da igualdade no mundo em níveis nacional e global; em segundo, conter o poder das grandes empresas e construir economias para todos, e não economias que procuram recompensar apenas os mais ricos”.  A análise destaca ainda o papel dos governos de todo o mundo na implementação de medidas concretas para redução das desigualdades. 

A redução desse fosso de desigualdade entre os super ricos e pobres é apontada como essencial para “garantir uma vida boa para todos em planeta que floresça, não ter que lutar pela sobrevivência”

Confira a íntegra do relatório:

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