
Membros da equipe do Balcão de Direitos para Imigrantes participam do lançamento do livro "Jesus e os Direitos Humanos", dia 17 de dezembro, em São Paulo

Membros da equipe do Balcão de Direitos para Imigrantes participam do lançamento do livro "Jesus e os Direitos Humanos", dia 17 de dezembro, em São Paulo
Por fim, e não menos importante, o livro nos questiona “Todas as vidas importam?”. João Luiz da Costa, teólogo, pedagogo e mestrando em Ciências da Religião, a partir da lógica neoliberal, o pobre é tido como alguém sem valor, alguém cuja vida pouco importa. “Se a vida do pobre não importa, não faz sentido lutar para que ele tenha seus direitos garantidos. Nesse caso, não é o humano que tem direito, é o capital”, avalia Costa nos levando – e assustando – diante à realidade que nos permeia.
Durante o debate de lançamento o livro, Andreia Fernandes, professora e pastora da Igreja Metodista denunciou. “A Igreja vibra por Jesus estar na goiabeira, mas não vibra porque tem muitos "João de Deus" que abusa de mulheres. O problema não é a aparição sobrenatural de Jesus na goiabeira, o problema é não aparecer ninguém pra ajudar um imigrante, ajudar uma mulher vítima de violência doméstica”, disse a pastora, que continuou.
“Se a igreja fecha as portas nós vamos aprender a bater. A minha preocupação é convidar as Maria Madalenas para perto de nós”. O livro também desmistifica a má e preconceituosa fama atribuída à Maria Madalena, a seguidora de Jesus Cristo, por ele amada.
O livro foi publicado pela Usina de Valores, uma iniciativa do Instituto Vladimir Herzog com apoio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo. Para mais informações sobre como adquirira obra, entre em contato com www.usinadevalores.org.br.
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Por fim, e não menos importante, o livro nos questiona “Todas as vidas importam?”. João Luiz da Costa, teólogo, pedagogo e mestrando em Ciências da Religião, a partir da lógica neoliberal, o pobre é tido como alguém sem valor, alguém cuja vida pouco importa. “Se a vida do pobre não importa, não faz sentido lutar para que ele tenha seus direitos garantidos. Nesse caso, não é o humano que tem direito, é o capital”, avalia Costa nos levando – e assustando – diante à realidade que nos permeia.
Durante o debate de lançamento o livro, Andreia Fernandes, professora e pastora da Igreja Metodista denunciou. “A Igreja vibra por Jesus estar na goiabeira, mas não vibra porque tem muitos "João de Deus" que abusa de mulheres. O problema não é a aparição sobrenatural de Jesus na goiabeira, o problema é não aparecer ninguém pra ajudar um imigrante, ajudar uma mulher vítima de violência doméstica”, disse a pastora, que continuou.
“Se a igreja fecha as portas nós vamos aprender a bater. A minha preocupação é convidar as Maria Madalenas para perto de nós”. O livro também desmistifica a má e preconceituosa fama atribuída à Maria Madalena, a seguidora de Jesus Cristo, por ele amada.
O livro foi publicado pela Usina de Valores, uma iniciativa do Instituto Vladimir Herzog com apoio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo. Para mais informações sobre como adquirira obra, entre em contato com www.usinadevalores.org.br.
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