Enterro do agente de saúde indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 23 anos, Reserva Te’ykue, Caarapó, MS
Situação, inclusive, repudiada pelo Conselho Continental da Nação Guarani – composta por lideranças Guarani e Kaiowá do Brasil, Argentina, Paraguai e BolíviaNesse contexto, a comunidade indígena Caarapó enfrentou processos de reintegração de posse que ordenou o despejo das comunidades tradicionais Pindoroky, Nhamõe Guavyray e Guapoy Guasu, dos povos Guarani e Kaiowá. Situação, inclusive, repudiada pelo Conselho Continental da Nação Guarani – composta por lideranças Guarani e Kaiowá do Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia. Diante da possibilidade um novo massacre, em março deste ano, o Conselho Continental da Nação Guarani (CCNAGUA) voltou a manifestar repudiou em carta a “ação violenta do Estado Brasileiro, que insiste em não reconhecer os direitos originários sobre os territórios Guarani e Kaiowá”. O documento foi direcionado às autoridades brasileiras e à comunidade internacional de Direitos Humanos, ele responsabiliza o executivo e judiciário brasileiro “por qualquer dano causado a vida de nosso Povo". Terra Indígena Pilad Rebua O cenário de violência na Comunidade indígena foi ainda mais grave, segundo lideranças indígenas da Aldeia indígena Passarinho, na Terra Indígena Pilad Rebua, em Miranda. Fazendeiros locais, explicam as lideranças, chegaram em quatro caminhonetes, logo após a divulgação do resultado das eleições presidenciais, encostaram os veículos na divisa da aldeia com a fazenda Garrote, soltaram fogos de artificio e em seguida começaram a atirar na direção dos indígenas. Os indígenas explicam que a aldeia é dividida apenas por uma cerca de arame farpado e as armas letais foram direcionadas para os indígenas. Todos da aldeia presenciaram o ato e felizmente ninguém foi atingido. Os tiros representam intimidação De acordo com o povo indígena, os ataques fazem parte da própria história de vida da aldeia. Há registro, por exemplo de ataque de policiais da Polícia Estadual e da ROTAI à comunidade, em junho de 2008. Na presença de mulheres, crianças e idosos, os policiais atiraram com munição real na direção dos indígenas e nas casas que existem dentro da área indígena Aldeia Passarinho. Comunidade indígena Bem Querer de Baixo Os casos acontecidos no Mato Grosso do Sul somam, também, ao incêndio criminoso praticado à única escola e ao único posto de saúde de atendimento ao povo indígena Pakararu, na Comunidade indígena Bem Querer de Baixo, em Pernambuco. O ato de violência foi praticado exatamente após o resultado da eleição presidencial, na noite de domingo (28). O Posto de Saúde e a escola são municipais, geridos pelo município e cedidos para uso do povo Pankararu.
Registro da degradação da escola cedida pelo governo municipal ao povo indígena Pakararu. Foto: Ascom Mídia Ninja
Registro do que sobrou do PSF de atendimento aos indígenas Pankararu. Foto: Ascom Mídia Ninja
Foto: Cimi Regional
Enterro do indígena Davi Gavião da aldeia Rubiácea, Terra Indígena Governador.
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Situação, inclusive, repudiada pelo Conselho Continental da Nação Guarani – composta por lideranças Guarani e Kaiowá do Brasil, Argentina, Paraguai e BolíviaNesse contexto, a comunidade indígena Caarapó enfrentou processos de reintegração de posse que ordenou o despejo das comunidades tradicionais Pindoroky, Nhamõe Guavyray e Guapoy Guasu, dos povos Guarani e Kaiowá. Situação, inclusive, repudiada pelo Conselho Continental da Nação Guarani – composta por lideranças Guarani e Kaiowá do Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia. Diante da possibilidade um novo massacre, em março deste ano, o Conselho Continental da Nação Guarani (CCNAGUA) voltou a manifestar repudiou em carta a “ação violenta do Estado Brasileiro, que insiste em não reconhecer os direitos originários sobre os territórios Guarani e Kaiowá”. O documento foi direcionado às autoridades brasileiras e à comunidade internacional de Direitos Humanos, ele responsabiliza o executivo e judiciário brasileiro “por qualquer dano causado a vida de nosso Povo". Terra Indígena Pilad Rebua O cenário de violência na Comunidade indígena foi ainda mais grave, segundo lideranças indígenas da Aldeia indígena Passarinho, na Terra Indígena Pilad Rebua, em Miranda. Fazendeiros locais, explicam as lideranças, chegaram em quatro caminhonetes, logo após a divulgação do resultado das eleições presidenciais, encostaram os veículos na divisa da aldeia com a fazenda Garrote, soltaram fogos de artificio e em seguida começaram a atirar na direção dos indígenas. Os indígenas explicam que a aldeia é dividida apenas por uma cerca de arame farpado e as armas letais foram direcionadas para os indígenas. Todos da aldeia presenciaram o ato e felizmente ninguém foi atingido. Os tiros representam intimidação De acordo com o povo indígena, os ataques fazem parte da própria história de vida da aldeia. Há registro, por exemplo de ataque de policiais da Polícia Estadual e da ROTAI à comunidade, em junho de 2008. Na presença de mulheres, crianças e idosos, os policiais atiraram com munição real na direção dos indígenas e nas casas que existem dentro da área indígena Aldeia Passarinho. Comunidade indígena Bem Querer de Baixo Os casos acontecidos no Mato Grosso do Sul somam, também, ao incêndio criminoso praticado à única escola e ao único posto de saúde de atendimento ao povo indígena Pakararu, na Comunidade indígena Bem Querer de Baixo, em Pernambuco. O ato de violência foi praticado exatamente após o resultado da eleição presidencial, na noite de domingo (28). O Posto de Saúde e a escola são municipais, geridos pelo município e cedidos para uso do povo Pankararu.
Registro da degradação da escola cedida pelo governo municipal ao povo indígena Pakararu. Foto: Ascom Mídia Ninja
Registro do que sobrou do PSF de atendimento aos indígenas Pankararu. Foto: Ascom Mídia Ninja
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Enterro do indígena Davi Gavião da aldeia Rubiácea, Terra Indígena Governador.
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