No marco da Semana Mundial de Ação contra a Dívida e as Instituições Financeiras Internacionais (IFIs), diversas redes e movimentos populares da América Latina e do Caribe uniram esforços para impulsionar coletivamente uma série de atividades, coincidindo com as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, de 12 a 18 de outubro, em Bangkok, Tailândia, e com as atividades da Semana no mundo.
Agrupadas na campanha “Fora FMI-BM! 80 anos de miséria, devastação e dívidas. Reparações já!", as articulações regionais Jubileu Sul/Américas, CADTM-AYNA, Deuda x Clima Abya Yala, Aliança contra a Desigualdade FIA-LA/C, a Marcha Mundial das Mulheres-Região Américas e o Serviço Internacional Cristão de Solidariedade com a América Latina SICSAL-CONVIDA20 destacaram a importância de atualizar um olhar regional sobre essas instituições e seus impactos na vida dos povos e do planeta.
Entre outras atividades, as redes e alianças lançaram uma declaração intitulada “Recuperemos nossos direitos, soberania e futuro”, na qual afirmam que as IFIs acumulam mais de oito décadas impulsionando um sistema de violência econômica e financeira estrutural, cujo custo se expressa em dívida, desigualdade e devastação ecológica. Apontam ainda que, atualmente, o FMI e o Banco Mundial, junto com todo o sistema da dívida pública, além de manterem suas exigências históricas de ajuste, privatizações e abertura aos grandes capitais internacionais, colocam especial ênfase no impulso do modelo extrativista e da mal chamada “transição verde”, buscando facilitar os avanços do capital financeiro internacional, das grandes transnacionais e da ultradireita, bem como os interesses geopolíticos dos EUA.
O alto custo de vida, a mudança climática e a pilhagem cada vez mais militarizada são apenas alguns dos impactos que ressaltam, convocando a fortalecer as resistências e a luta comum para auditar, anular e não pagar dívidas que são ilegítimas e fraudulentas, retirar o FMI e o BM da região e fechá-los, e reverter as políticas de entrega e ocupação neoliberal, neocolonialista e imperialista.
As articulações também realizaram um Encontro virtual “Fora FMI-BM, Reparação Já!”, em 15 de outubro. De diversos países e territórios, do México à Argentina, passando por Cuba, Equador, Colômbia, Venezuela, Peru e Brasil, compartilharam denúncias e demandas, junto a resistências, estratégias e iniciativas, com o objetivo de pensar coletivamente os próximos passos da luta, tanto em nível regional como mundial.
Convidamos a conhecer a Declaração, disponível em espanhol, inglês, francês e português, e a somar adesões através do link https://bit.ly/ALTO-Recuperemos. Também a visitar a gravação do encontro virtual. A Campanha "Fora FMI! Reparação Já!” se reunirá novamente em 29 de outubro para acordar as próximas ações na região e convida organizações e pessoas interessadas.
Por Comunicação - Jubileu Sul/Américas
Com tradução do Jubileu Sul Brasil
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No marco da Semana Mundial de Ação contra a Dívida e as Instituições Financeiras Internacionais (IFIs), diversas redes e movimentos populares da América Latina e do Caribe uniram esforços para impulsionar coletivamente uma série de atividades, coincidindo com as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, de 12 a 18 de outubro, em Bangkok, Tailândia, e com as atividades da Semana no mundo.
Agrupadas na campanha “Fora FMI-BM! 80 anos de miséria, devastação e dívidas. Reparações já!", as articulações regionais Jubileu Sul/Américas, CADTM-AYNA, Deuda x Clima Abya Yala, Aliança contra a Desigualdade FIA-LA/C, a Marcha Mundial das Mulheres-Região Américas e o Serviço Internacional Cristão de Solidariedade com a América Latina SICSAL-CONVIDA20 destacaram a importância de atualizar um olhar regional sobre essas instituições e seus impactos na vida dos povos e do planeta.
Entre outras atividades, as redes e alianças lançaram uma declaração intitulada “Recuperemos nossos direitos, soberania e futuro”, na qual afirmam que as IFIs acumulam mais de oito décadas impulsionando um sistema de violência econômica e financeira estrutural, cujo custo se expressa em dívida, desigualdade e devastação ecológica. Apontam ainda que, atualmente, o FMI e o Banco Mundial, junto com todo o sistema da dívida pública, além de manterem suas exigências históricas de ajuste, privatizações e abertura aos grandes capitais internacionais, colocam especial ênfase no impulso do modelo extrativista e da mal chamada “transição verde”, buscando facilitar os avanços do capital financeiro internacional, das grandes transnacionais e da ultradireita, bem como os interesses geopolíticos dos EUA.
O alto custo de vida, a mudança climática e a pilhagem cada vez mais militarizada são apenas alguns dos impactos que ressaltam, convocando a fortalecer as resistências e a luta comum para auditar, anular e não pagar dívidas que são ilegítimas e fraudulentas, retirar o FMI e o BM da região e fechá-los, e reverter as políticas de entrega e ocupação neoliberal, neocolonialista e imperialista.
As articulações também realizaram um Encontro virtual “Fora FMI-BM, Reparação Já!”, em 15 de outubro. De diversos países e territórios, do México à Argentina, passando por Cuba, Equador, Colômbia, Venezuela, Peru e Brasil, compartilharam denúncias e demandas, junto a resistências, estratégias e iniciativas, com o objetivo de pensar coletivamente os próximos passos da luta, tanto em nível regional como mundial.
Convidamos a conhecer a Declaração, disponível em espanhol, inglês, francês e português, e a somar adesões através do link https://bit.ly/ALTO-Recuperemos. Também a visitar a gravação do encontro virtual. A Campanha "Fora FMI! Reparação Já!” se reunirá novamente em 29 de outubro para acordar as próximas ações na região e convida organizações e pessoas interessadas.
Por Comunicação - Jubileu Sul/Américas
Com tradução do Jubileu Sul Brasil
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