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O déficit habitacional é feminino: mulheres protagonizam luta por moradia

  • 18 de março de 2025

Do déficit de 6,2 milhões de moradias, 60% afetam as mulheres, principalmente as negras, periféricas e mães solo. Também são elas que lideram a luta por esse direito

Por Redação - Jubileu Sul Brasil

O déficit habitacional é feminino e impacta principalmente a mulher negra, periférica. Por isso, as mulheres estão na linha de frente na luta por moradia digna em todo o país, como ocorre nos territórios de ação do Jubileu Sul Brasil - a exemplo da ocupação Quilombo da Gamboa, na região portuária do Rio de Janeiro (RJ), conhecida como Pequena África, de onde a articuladora Gorete Gama traz a reflexão sobre a importância desse embate. Assista:

A desigualdade de gênero no acesso à moradia revela diversas camadas de violações sofridas pelas mulheres: 48% dos lares chefiados por elas estão em condições inadequadas de habitação, contra 22% no caso dos homens - 9,2 milhões de mulheres em domicílios sem banheiros, e 5,5 milhões de homens.

Desigualdade salarial e barreiras financeiras: a disparidade de renda entre homens e mulheres dificulta a elas o acesso ao aluguel ou financiamento de imóveis. Mesmo que os programas de moradia tenham priorizado as mulheres, na prática essa desigualdade de salário e de condições de trabalho inviabilizam a casa própria.

Violência doméstica e expulsão de domicílio: Mais de 21 milhões de mulheres no Brasil sofreram algum tipo de violência em 2024, o que representa 37,5% do total de mulheres no país. No Ligue 180, foram registradas 132.084 denúncias de violência contra a mulher ano passado (aumento de 15,2% em relação a 2023). Muitas das vítimas tiveram que deixar seus domicílios para escapar de agressões.

Maternidade solo e a falta de espaços adequados: obstáculos ainda maiores com a responsabilidade que recai sobre as mães, além da falta de espaços adequados para o bem estar das crianças.

Fontes: Censo 2022, Atlas da Violência, Ligue 180, Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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Desigualdade salarial e barreiras financeiras: a disparidade de renda entre homens e mulheres dificulta a elas o acesso ao aluguel ou financiamento de imóveis. Mesmo que os programas de moradia tenham priorizado as mulheres, na prática essa desigualdade de salário e de condições de trabalho inviabilizam a casa própria.

Violência doméstica e expulsão de domicílio: Mais de 21 milhões de mulheres no Brasil sofreram algum tipo de violência em 2024, o que representa 37,5% do total de mulheres no país. No Ligue 180, foram registradas 132.084 denúncias de violência contra a mulher ano passado (aumento de 15,2% em relação a 2023). Muitas das vítimas tiveram que deixar seus domicílios para escapar de agressões.

Maternidade solo e a falta de espaços adequados: obstáculos ainda maiores com a responsabilidade que recai sobre as mães, além da falta de espaços adequados para o bem estar das crianças.

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