Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Maria Lúcia Fattorelli: Rombo não está na Previdência, mas na dívida

  • 15 de março de 2019

Por Agência MBrasil
Economistas mostram que reforma pretende garantir pagamento dos juros. “O rombo das contas públicas não está nem nunca esteve na Previdência Social. O rombo das contas públicas está é no sistema da dívida pública”, disparou a economista Maria Lúcia Fattorelli, em entrevista à TV da Assembleia Legislativa de Minas.
O principal problema da economia brasileira está em mecanismos criados pelo sistema financeiro que aumentam lucros e tiram benefícios da dívida pública. “Nós temos um modelo que gera dívida pública”, afirma Fattorelli, que é coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida.
Ela diz que o empresariado, em vez de insistir na reforma da Previdência, deveria lutar para acabar com esse mecanismo, que remunera a sobra de caixa dos bancos e já custa ao país cerca de R$ 1,2 trilhão por ano. Os banqueiros são os únicos que ganham com essa política, segundo Fattorelli.
“Isso não é uma reforma, significa o fim da Previdência Social como nós a conhecemos, como ela foi concebida na Constituição de 1988, como um modelo de solidariedade”, explicou.
O professor Marcio Pochmann tem opinião semelhante: “Apesar da retórica, o projeto de reforma da Previdência de Bolsonaro não tem como meta resolver a desordem fiscal, fazer a economia crescer ou sustentar o pagamento de aposentadoria e pensão, mas garantir a solvabilidade da dívida pública e o pagamento de juros aos rentistas”, escreveu em nota no Twitter.
Um dos maiores riscos da reforma enviada pelo ministro Paulo Guedes, da Economia, ao Congresso é a retirada da Constituição de vários itens que tratam da Previdência. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) transfere para lei complementar itens como a criação de um sistema de capitalização – modelo individual que nem pode ser chamado de previdência, pois não traz garantia de ganho – e até mesmo a obrigação de manter o valor real das aposentadorias.
Este ponto permitirá que um governo não conceda a reposição pela inflação. Para isso, bastará uma lei complementar, que requer metade dos votos da Câmara e do Senado (257 deputados e 42 senadores). Uma PEC, para ser aprovada, precisa de três quintos dos votos dos parlamentares (308 na Câmara e 49 no Senado).

Últimas notícias

Na corda bamba: encontro debate uma economia para além do capital em São Paulo

Nos dias 3 a 5 de novembro de 2026, a Rede Jubileu Sul Brasil realiza, em São Paulo, o encontro “Na corda bamba: por uma…
Ler mais...

Redes e movimentos da América Latina e do Caribe levantam a voz contra o FMI e o Banco Mundial

No marco da Semana Mundial de Ação contra a Dívida e as Instituições Financeiras Internacionais (IFIs), diversas redes e movimentos populares da América Latina e…
Ler mais...

Jubileu Sul/Américas mobiliza Semana de Ação Global contra a Dívida e as IFIs

A Rede Jubileu Sul/Américas (JS/A) convoca os movimentos e organizações populares de Nossa América, Abya Yala, a se somarem à Semana Mundial de Ação contra…
Ler mais...

Maria Lúcia Fattorelli: Rombo não está na Previdência, mas na dívida

  • 15 de março de 2019

Por Agência MBrasil
Economistas mostram que reforma pretende garantir pagamento dos juros. “O rombo das contas públicas não está nem nunca esteve na Previdência Social. O rombo das contas públicas está é no sistema da dívida pública”, disparou a economista Maria Lúcia Fattorelli, em entrevista à TV da Assembleia Legislativa de Minas.
O principal problema da economia brasileira está em mecanismos criados pelo sistema financeiro que aumentam lucros e tiram benefícios da dívida pública. “Nós temos um modelo que gera dívida pública”, afirma Fattorelli, que é coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida.
Ela diz que o empresariado, em vez de insistir na reforma da Previdência, deveria lutar para acabar com esse mecanismo, que remunera a sobra de caixa dos bancos e já custa ao país cerca de R$ 1,2 trilhão por ano. Os banqueiros são os únicos que ganham com essa política, segundo Fattorelli.
“Isso não é uma reforma, significa o fim da Previdência Social como nós a conhecemos, como ela foi concebida na Constituição de 1988, como um modelo de solidariedade”, explicou.
O professor Marcio Pochmann tem opinião semelhante: “Apesar da retórica, o projeto de reforma da Previdência de Bolsonaro não tem como meta resolver a desordem fiscal, fazer a economia crescer ou sustentar o pagamento de aposentadoria e pensão, mas garantir a solvabilidade da dívida pública e o pagamento de juros aos rentistas”, escreveu em nota no Twitter.
Um dos maiores riscos da reforma enviada pelo ministro Paulo Guedes, da Economia, ao Congresso é a retirada da Constituição de vários itens que tratam da Previdência. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) transfere para lei complementar itens como a criação de um sistema de capitalização – modelo individual que nem pode ser chamado de previdência, pois não traz garantia de ganho – e até mesmo a obrigação de manter o valor real das aposentadorias.
Este ponto permitirá que um governo não conceda a reposição pela inflação. Para isso, bastará uma lei complementar, que requer metade dos votos da Câmara e do Senado (257 deputados e 42 senadores). Uma PEC, para ser aprovada, precisa de três quintos dos votos dos parlamentares (308 na Câmara e 49 no Senado).

Últimas notícias

Na corda bamba: encontro debate uma economia para além do capital em São Paulo

Nos dias 3 a 5 de novembro de 2026, a Rede Jubileu Sul Brasil realiza, em São Paulo, o encontro “Na corda bamba: por uma…
Ler mais...

Redes e movimentos da América Latina e do Caribe levantam a voz contra o FMI e o Banco Mundial

No marco da Semana Mundial de Ação contra a Dívida e as Instituições Financeiras Internacionais (IFIs), diversas redes e movimentos populares da América Latina e…
Ler mais...

Jubileu Sul/Américas mobiliza Semana de Ação Global contra a Dívida e as IFIs

A Rede Jubileu Sul/Américas (JS/A) convoca os movimentos e organizações populares de Nossa América, Abya Yala, a se somarem à Semana Mundial de Ação contra…
Ler mais...