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Jubileu Sul/Américas lança Campanha por Justiça Socioecológica

  • 19 de março de 2021

Por Flaviana Serafim - Jubileu Sul Brasil

A Rede Jubileu Sul/Américas lança neste 22 de março (segunda-feira) a Campanha por Justiça Socioecológica, com transmissão ao vivo na página da organização e também na do Jubileu Sul Brasil (8h - Mesoamérica, 9h - Equador, Haiti, Panamá e Peru, 10h - demais países do Caribe, 11h - Cone Sul). Com a iniciativa, a Rede parte da premissa de que o social e a natureza estão inter-relacionados, e de que não há justiça social sem justiça ambiental.

Entre os objetivos, a campanha visa contribuir para os processos de luta e resistência aos modelos extrativistas e seus impactos sobre os corpos e territórios, para o reconhecimento da dívida ecológica numa perspectiva decolonial, anti-patriarcal e antirracista. Também busca fortalecer as vozes e narrativas de resistência, as ações, formas de luta, e propostas alternativas com ênfase nas mulheres, nas comunidades locais, tradicionais e negras.

Por trás de cada conflito socioambiental existe um problema ligado às formas de produção e consumo, por isso o Jubileu Sul/Américas quer ir além ao propor que não é suficiente lutar por justiça socioambiental se a natureza é invisibilizada como sujeito, pois tem voz, deve ser ouvida e interpretada.  O que se propõe é que essa luta transcenda a sociedade humana, incluindo os animais não humanos, a democracia com a terra, a justiça com os povos e a natureza, que supere o conceito de ambiente e da visão distributiva de riquezas.

Para o Jubileu Sul/Américas a injustiça socioecológica é reflexo das dívidas pública, social, ecológica e histórica, dos megaprojetos e da militarização, problemas que perpetuam o domínio e exploração das pessoas, dos povos e da natureza. E para avançar, a Rede defende enfrentar o sistema capitalista patriarcal, global e institucionalizado, superar o âmbito individual e caminhar rumo aos direitos coletivos dos povos, em conjunção e interdependência com os direitos da natureza.

A iniciativa também fomenta o debate dos diferentes significados e visões sobre o que é e como se consegue justiça socioecológica, discussão que vem se aprofundando dentro das próprias organizações membro que compõem a Rede.

Entre os temas centrais da campanha, que ocorre até dezembro, estão dívida social, ecológica e climática e sua relação com a dívida financeira, direitos da natureza, soberania alimentar, defensores da natureza, mudança climática, extrativismo minero, petroleiro e hídrico, lutas de resistência e práticas territoriais, interseccionalidade de gênero e raça e os impactos socioambientais sobre a natureza.

Ao longo das atividades de desenvolvimento da campanha, estão previstas ações formativas, pesquisas e monitoramentos, entre os quais cursos sobre direitos humanos e da natureza e sua relação com o sistema de endividamento e injustiça socioambiental, um mapeamento de problemas e conflitos nos territórios, e de alternativas viáveis e sustentáveis aos grandes projetos de exploração de bens naturais.

A primeira etapa da campanha é voltada à preparação de ações e conteúdos, a segunda tem foco nas denúncias, com mobilizações e debates, e a terceira fase de monitoramento, apoio a ações solidárias e ênfase na denúncia sobre os impactos do modelo extrativista sobre os direitos.

Lançamento da Campanha por Justiça Socioecológica
Data: 22 de março de 2021 (segunda-feira)
Horário: 8h - Mesoamérica, 9h - Equador, Haiti, Panamá e Peru, 10h - demais países do Caribe, 11h - Cone Sul
Transmissão ao vivo na página do Jubileu Sul/Américas ou do Jubileu Sul Brasil

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Entre os objetivos, a campanha visa contribuir para os processos de luta e resistência aos modelos extrativistas e seus impactos sobre os corpos e territórios, para o reconhecimento da dívida ecológica numa perspectiva decolonial, anti-patriarcal e antirracista. Também busca fortalecer as vozes e narrativas de resistência, as ações, formas de luta, e propostas alternativas com ênfase nas mulheres, nas comunidades locais, tradicionais e negras.

Por trás de cada conflito socioambiental existe um problema ligado às formas de produção e consumo, por isso o Jubileu Sul/Américas quer ir além ao propor que não é suficiente lutar por justiça socioambiental se a natureza é invisibilizada como sujeito, pois tem voz, deve ser ouvida e interpretada.  O que se propõe é que essa luta transcenda a sociedade humana, incluindo os animais não humanos, a democracia com a terra, a justiça com os povos e a natureza, que supere o conceito de ambiente e da visão distributiva de riquezas.

Para o Jubileu Sul/Américas a injustiça socioecológica é reflexo das dívidas pública, social, ecológica e histórica, dos megaprojetos e da militarização, problemas que perpetuam o domínio e exploração das pessoas, dos povos e da natureza. E para avançar, a Rede defende enfrentar o sistema capitalista patriarcal, global e institucionalizado, superar o âmbito individual e caminhar rumo aos direitos coletivos dos povos, em conjunção e interdependência com os direitos da natureza.

A iniciativa também fomenta o debate dos diferentes significados e visões sobre o que é e como se consegue justiça socioecológica, discussão que vem se aprofundando dentro das próprias organizações membro que compõem a Rede.

Entre os temas centrais da campanha, que ocorre até dezembro, estão dívida social, ecológica e climática e sua relação com a dívida financeira, direitos da natureza, soberania alimentar, defensores da natureza, mudança climática, extrativismo minero, petroleiro e hídrico, lutas de resistência e práticas territoriais, interseccionalidade de gênero e raça e os impactos socioambientais sobre a natureza.

Ao longo das atividades de desenvolvimento da campanha, estão previstas ações formativas, pesquisas e monitoramentos, entre os quais cursos sobre direitos humanos e da natureza e sua relação com o sistema de endividamento e injustiça socioambiental, um mapeamento de problemas e conflitos nos territórios, e de alternativas viáveis e sustentáveis aos grandes projetos de exploração de bens naturais.

A primeira etapa da campanha é voltada à preparação de ações e conteúdos, a segunda tem foco nas denúncias, com mobilizações e debates, e a terceira fase de monitoramento, apoio a ações solidárias e ênfase na denúncia sobre os impactos do modelo extrativista sobre os direitos.

Lançamento da Campanha por Justiça Socioecológica
Data: 22 de março de 2021 (segunda-feira)
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