Organizações protocolam documento em solidariedade ao povo hondurenho na Embaixada de Honduras

Rogéria Araújo | Jubileu Sul Brasil

Uma Nota de Repúdio, assinada por diversos movimentos sociais, entidades e organizações, foi protocolada na tarde de ontem, dia 7 de dezembro, na Embaixada de Honduras, em Brasília. A Nota repudia o sequestro da democracia do povo hondurenho que mais uma vez sofre as consequências disto nas ruas. Além disso, responsabiliza o Estado por qualquer ato ou ação que venha ferir ou criminalizar as manifestações populares que acontecem contra as fraudes das últimas eleições, não reconhecidas pelo atual governo hondurenho.

 

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo, confira a Nota completa:

Nota de Repúdio

 Solidariedade ao povo hondurenho e pelo reconhecimento da democracia

No último domingo, dia 26 de novembro, o povo hondurenho foi às urnas para escolher democraticamente seu futuro presidente. Após um duro golpe militar ocorrido no ano de 2009 e de muita repressão contra lideranças sociais e assassinatos, como o da companheira Berta Cáceres, crime ainda não esclarecido. Neste processo eleitoral, o partido de Alianza e seu candidato, Salvador Nasralla, que recebeu a maioria dos votos, mas tal feito não foi reconhecido pe        lo Tribunal Superior Eleitoral e, com isso, acontecem no país manifestações intensas desde domingo (26). No dia 1 de dezembro o governo de Honduras, através de Juan Orlando Hernández, declarou a suspensão dos direitos constitucionais, cerceamento da liberdade e direito de ir e vir, com horário restrito de circulação e autorizou mais poder aos militares aumentando, deste modo, a repressão e a criminalização dos protestos e das lideranças. Diante deste contexto:

Denunciamos a forte repressão que o povo hondurenho vem sofrendo nas ruas e a atitude do governo em intimidar as manifestações populares.

Repudiamos a atitude do governo hondurenho em impedir a livre manifestação e o não reconhecimento das urnas, com a cumplicidade da comunidade internacional e dos meios de comunicação.

Repudiamos o decreto executivo número PCM084-2017 do Presidente Constitucional Juan Orlando Hernandez e todos os seus dispositivos.

Exigimos o respeito aos direitos à vida, a livre manifestação e o direito exercido pelo povo nas urnas legitimamente. Que o resultado das urnas seja reconhecido pelo TSE e pela comunidade internacional.

Exigimos respeito à vida, ao povo e à democracia no continente latino-americano.

Responsabilizamos o atual governo de Juan Orlando Hernández por qualquer atentado contra a vida da população.

São Paulo, 05 de dezembro de 2017.

Assinam:

Jubileu Sul Brasil

Amigos da Terra Brasil

Pastoral da Mulher Marginalizada

Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos

União dos Movimentos de Moradia de São Paulo

Central de Movimentos Populares – CMP

Movimento Nacional dos Direitos Humanos – MNDH

Marcha Mundial das Mulheres – MMM

Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC

Serviço Pastoral dos Migrantes – SPM

Pastoral Operária Nacional – PO

COOPERPESCA – Ilha Bela

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST

Centro Artístico e Social Palaffit – Pernambuco

Movimento Sem Teto da Bahia – MTSB

Rede Carioca de Agricultura Urbana da Cidade do Rio de Janeiro

Coletivo de Mulheres da Zona Oeste do Rio de Janeiro

Articulação do Plano Popular de Base do Rio de Janeiro

Coletivo Hortela do Rio de Janeiro

Brigadas Populares

Centro de Extensão Pesquisa e Intervenção de Ribeirão das Neves

Associação de Moradores do Quilombo do Campinho – Paraty/RJ

Fórum de Comunidades Tradicionais de Angra, Paraty, Ubatuba, Indígenas Caiçaras e Quilombolas do Rio de Janeiro/RJ

Subverta – Coletivo Socialista e Libertário

Assembleia Popular da Água do Distrito Federal

Mandato do Deputado Estadual do Flávio Serafini

Mandato da Vereadora Taliria Petrone

Comitê Pró-Haiti

Tribunal Popular e Organização Indígena Revolucionária

Comitê de Energia Renovável do Semiárido – CERSA, Sede Souza/Paraíba

Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social

CSP- Conlutas

Movimento de  Atingidos por Barragens – MAB

Articulação do Grito dos/as Excluídas/os do Brasil

União Social dos Imigrantes Haitianos – USIH

Centro Burnier de Fé e Justiça

Pastoral Operária Espírito Santo

Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA

Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul – PACS

Centro Dandara de São José dos Campos

Cimi

Casa Latino-americana – CASLA de Curitiba

Outras adesões individuais:

Gisele Cittadino – professora da PUC-Rio

João Ricardo Wanderley Dornelles – Professor de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio

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