Cáritas Brasileira realiza campanha de doações para migrantes venezuelanos em Brasília

A Cáritas Brasileira, em parceria com Cáritas Suíça e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou as atividades do Programa Pana, em Brasília (DF)

A sede das ações é a Casa de Direitos, espaço voltado para dar apoio e favorecer a integração de migrantes e refugiados de todas as nacionalidades, propiciando acolhimento, atendimento jurídico, acompanhamento psicossocial e capacitações. A palavra Pana vem da língua indígena Warao e significa amigo. Os warao são uma etnia indígena venezuelana fortemente atingida pela crise política e econômica do país. Fugindo da crise e da fome, foram os primeiros a atravessar a fronteira e chegar a Pacaraima (RR) em busca de ajuda e formas de sobrevivência.

Em Brasília, o Programa Pana vai proporcionar acesso à moradia, por meio do aluguel subsidiado de 12 residências para imigrantes que irão sair de Boa Vista (RR) para reiniciar a vida na capital federal. Para complementar as ações, no campo emergencial, os imigrantes em situação de vulnerabilidade social terão acesso a itens de primeira necessidade como alimentos, roupas e kits de higiene pessoal.

As primeiras famílias, no total de 102 pessoas, chegam a Brasília na última semana de novembro. A sociedade civil pode contribuir com a acolhida doando móveis, eletrodomésticos, alimentos, roupas, calçados, itens de higiene e limpeza.

As doações podem ser entregues na Casa de Direitos que fica no Setor de Diversões Sul – CONIC – Bloco H – Edifício Venâncio II, 1ª andar – salas 101/104 –Brasília (DF).

Imigração e Refúgio

Os números retratados pelos mais recentes relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) confirmam o crescimento significativo dos deslocamentos humanos. Segundos os dados publicados em junho de 2018, no relatório do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA), os migrantes internacionais alcançam a marca de 244 milhões em 2015, um aumento de 41% em relação a 2000.

“Uma pessoa em cada três segundos vira um refugiado, tempo menor que o necessário para ler esta frase”. A afirmação e da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que alerta para o crescimento dos casos de conflitos, violência e perseguição.

No Brasil, 9.552 pessoas, de 82 nacionalidades, já tiveram sua condição de refugiadas reconhecida. Atualmente o maior fluxo de solicitação de refúgio é de venezuelanos que, por causa da crise política e econômica na Venezuela, migram para países de fronteira, entre eles o Brasil. De acordo com informações da Polícia Federal, no período de 2017 a 2018 176.259 venezuelanos entraram no país pela fronteira em Pacaraima (RR). 71.018 fizeram solicitação de refúgio. 2.837 saíram de Boa Vista para tentar reconstruir a vida em 22 municípios do Brasil. Em Roraima existem 13 abrigos com 6.070 pessoas abrigadas.

 Sobre a Cáritas Brasileira

Com 62 anos de história no país, a Cáritas Brasileira é um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que atua como uma rede solidária com mais de 15 mil agentes espalhados por todo o território nacional. É uma das 164 organizações membro da Rede Cáritas Internacional presentes no mundo.

No Brasil, a Cáritas tem iniciativas nas seguintes áreas de atuação: Migração e refúgio; Economia Popular Solidária; Criança, adolescência e Juventudes; Convivência com os biomas; Meio Ambiente, gestão de risco e emergências; Segurança alimentar e nutricional; Gestão de resíduos sólidos; Mulheres e equidade de gênero; Mundo urbano; Povos e comunidades tradicionais

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